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terça-feira, 22 de maio de 2012

O Corvo (2012)







Nome Original: The Raven
Direção: James McTeigue
Roteiro: Ben Livingston e Hannah Shakespeare
Gênero: Suspense
Elenco: John Cusack, Alice Eve, Brendan Gleeson, Luke Evans, Kevin McNally, Pam Ferris
Distribuição: Paris Filmes
EUA, 2012 (111 minutos)







Sinopse: O escritor Edgar Alan Poe ajuda a polícia na busca de um serial killer que imita os crimes de seus contos e sequestrou sua noiva Emily. Para ajudá-lo na investigação, o detetive Emmet assume o caso e pretende dar um fim aos assassinatos terríveis, que são seguidos de charadas criadas pelo criminoso que desafia a inteligência do autor num jogo de gato e rato. [Adaptado de InterFilmes]


Que John Cusack é um ótimo ator, todos sabemos. Porém, ele ficou um tempo sem fazer boas escolhas de filmes, acabou atuando em longas como A Ressaca, com roteiro pobre e sem conteúdos significativos. Desta vez foi, contudo, diferente; trata-se de um enredo envolvente e com um roteiro muito bem explorado. Lembra filmes como Seven, pela fixação do criminoso em seguir uma história já escrita e pelos crimes sangrentos. Outra semelhança é a de o assassino só ser revelado no final do film; há várias suspeitas; elas, porém, só se confirmam quando a face do assassino é finalmente revelada.
Uma história bem feita em que um admirador-excessivo-compulsivo de Edgar Allan Poe resolve "homenageá-lo" da maneira mais sinistra possível: cometendo os assassinatos descritos em suas obras de ficção. E, para que Poe faça parte da investigação, ele sequestra sua amada Emily, ameaçando matá-la a qualquer momento. Existe uma ligação clara e evidente entre o assassino e o poema "O Corvo", de Poe. Nome poema, é descrito um animal "terrível" e insistente, que teima em assombrar o escritor. Para quem quiser ler o poema com tradução de Fernando Pessoa, o link é http://www.insite.com.br/art/pessoa/coligidas/trad/921.php, já para quem prefere a versão original: http://www.insite.com.br/art/pessoa/coligidas/trad/theraven.php
Cusack interpreta um dos meus escritores preferidos e um dos mais brilhantes de todos os tempos, Edgar Allan Poe. Ele consegue captar com excelência a essência de Poe e a grande estrela do filme é, sem dúvidas, a sua atuação.
Há cenas um pouco sangrentas para os facilmente impressionados. Mas a ambientação, figurino e no geral, filmagem, são de alta qualidade. A direção do consagrado James McTeigue (V de Vingança) faz toda a diferença e todas as situações se encaixam com clareza, no momento certo.
É um suspense muito bem feito e suspeita-se de todos. Procura-se "explicar" uma causa para a morte de Edgar Allan Poe, que é descrita no início do longa. Um filme diferente e inteligente, com aquela atmosfera literalmente nebulosa e típica dos bons suspenses.
Vale à pena assistir, principalmente em uma época em que boas estreias não estão surgindo com frequência.





Trailer Legendado

quinta-feira, 22 de março de 2012

O Pacto (2011)







Nome Original: Seeking Justice
Direção: Roger Donaldson  
Roteiro: Robert Tannen
Gênero: Suspense/ Ação/Drama
Elenco: Nicolas Cage, January Jones, Guy Pearce, Jennifer Carpenter
Distribuição: Imagem Filmes
EUA, 2011 (105 minutos)








Sinopse: Will (Nicolas Cage) leva uma vida pacífica até o dia em que sua esposa (January Jones) é atacada brutalmente por um desconhecido. Em seguida um estranho (Guy Pearce) aparece oferecendo a Will um plano de vingança com a condição de que o serviço seja retribuído em outra ocasião. O que Will não desconfia é que logo ele será cobrado para pagar a dívida cometendo um crime também. [Fonte]



Que Nicolas Cage não está na melhor fase de sua carreira todo mundo sabe. Depois do fiasco de Motoqueiro Fantasma 2 e do não bem aceito Reféns, Cage encontrou-se em uma encruzilhada mediante à crítica. Filmes como Cidade dos Anjos, Os Vigaristas e Um Homem de Família parecem ter ficado em um passado remoto. Atualmente, quase todos os filmes protagonizados por ele tem história previsível e roteiro mal desenvolvido (ou a quase ausência de roteiro, como em Motoqueiro Fantasma). Contudo, sua capacidade como ator é inegável e não há papel mal interpretado, apenas papeis mal escolhidos.
Em O Pacto a atuação de Nicolas Cage é ótima, o enredo chega até a ser envolvente. O grande problema é que o roteiro é um tanto quanto previsível. Já se sabe pelo trailer o que vai acontecer. Apesar disso, a esposa interpretada por January Jones é uma personagem bem desenvolvida. A maquiagem feita em Jones depois de ter sido atacada é mesmo muito convincente.
O filme transforma um mero professor de inglês em um fugitivo experiente e pronto para qualquer situação, o que está longe de ter qualquer semelhança com a realidade.
Há pontos altos de tensão e ação bem feitos. A presença de Guy Pearce dá um "brilho" a mais ao longa; trata-se de um vilão com personalidade indecifrável. Apesar de não ser tão original, tem cenas boas e a ação é sim presente. É um filme interessante, que permitiu a Cage mostrar mais uma vez que é capaz como ator, mas poderia ser mais bem desenvolvido ou ter um final menos previsível.
Para quem espera um "filmaço" O Pacto pode desapontar, já quem espera um filme razoavelmente bom, não se arrependerá de vê-lo. Uma coisa que chamou a minha atenção é o fato de o nome do filme traduzido para o português já ter sido usado em outro longa (de terror). Falta originalidade na tradução do título e falta aquele "algo a mais". Porém, é um filme bom, bem melhor do que os da atual "safra" de Nicolas Cage.



quinta-feira, 8 de março de 2012

Poder Sem Limites (2012)







Nome Original: Chronicle
Direção: Josh Trank 
Roteiro: Max Landis e Josh Trank 
Gênero: Drama, Ficção Científica e Suspense 
Elenco: Dane DeeHan, Michael B. Jordan, Michael Kelly, Alex Russell, Ashley Hinshaw, Alex Russell, Anna Wood, Joe Vaz, Matthew Dylan Roberts. 
Distribuição: Fox Film do Brasil
Reino Unido e EUA, 2012 ( 83 minutos )






Sinopse: Os primos Andrew e Matt conhecem um garoto popular da escola (Steve) em uma festa e encontram um buraco suspeito próximo a floresta. Resolvem entrar e acabam adquirindo poderes; podem controlar tudo a sua volta. Andrew é problemático e enfrenta situações complicadas. Quando ele percebe ser o mais poderoso dos três, acaba usando seu novo "dom" para o mal, despedaçando tudo com a sua raiva. Resta aos dois outros amigos tentarem controlar esse "poder sem limites".




Um filme jovem e com um roteiro interessante. Gravado em forma de documentário, lembra filmes como "A Bruxa de Blair", mas os ultrapassa muito pela trama envolvente. Trata-se de um filme relativamente curto, mas o tempo é muito bem utilizado, acontecem muitas coisas em apenas 83 minutos.
O personagem principal é Andrew (Dane DeeHan), que tem inúmeros problemas em casa e na escola. Não é um garoto popular e a mãe está muito doente; além disso tem de aguentar o pai bêbado e que, além de arrogante e estúpido, bate nele. A solução encontrada por Andrew para "fugir" de sua vida é comprar uma câmera de filmagem e documentar tudo o que vê; não há lugar que ele vá para onde não leva a câmera.
Seu primo Matt insiste para levá-lo a uma festa e lá eles conhecem o popular Steve, um garoto que quer ser político e tem uma índole boa. Os três descobrem um buraco estranho, que faz sons ensurdecedores, e ainda assim resolvem adentrá-lo. Lá encontram uma substância misteriosa e adquirem o poder de controlar tudo a volta, apenas pelo fato de desejar.
Ao descobrir esse poder, eles também tentam encontrar uma função e uma utilidade. Há cenas muito bem feitas dos três voando e entendendo seus novos "dons". Contudo, Andrew deixa esse poder "subir-lhe à cabeça" e acaba o utilizando para o mal. Os outros amigos não conseguem freá-lo, ele é o mais forte deles.
É muito inteligente o modo como o diretor e roteirista Josh Trank conseguiu capturar a essência do jovem; com ambições e desejos, mas sem saber ao certo como fazer para conquistá-los. Outro fato importante ressaltado na história é o de que há pessoas para quem não se pode dar algo grande, cedo ou tarde a pressão emocional e física de suas vidas acaba destruindo tudo.
É um filme bom, que envolve a parte do documentário (do ponto de vista dos jovens) e une-o a um tema de ficção científica. Tem efeitos audivisuais incríveis, mas sem perder a característica da "filmagem caseira". Foi o filme mais visto nos Estados Unidos nas primeiras semanas de lançamento e atrai por sua capacidade de envolver, sem ser repetitivo e com excelentes efeitos.

Imagem do Filme


Trailer

sábado, 4 de fevereiro de 2012

As Duas Faces de Um Crime (1996)









Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante para Edward Norton



Nome Original: Primer Fear
Direção: Gregory Hoblit
Gênero: Suspense
Elenco: Richard Gere, Laura Linney, Edward Norton, John Mahoney
Distribuição: Paramount Pictures
EUA, 1996 (131 minutos)







"Cedo ou tarde um homem que usa duas faces esquece qual delas é a real."




Sinopse: Em Chicago, um arcebispo é mutilado e assassinado com 78 facadas. No momento em que a polícia cà cena do crime, encontram um fugitivo. O garoto, Aaron Stampler (Edward Norton), de apenas 19 anos, é tido como o principal culpado do crime. Contudo, um advogado influente e famoso decide defendê-lo "pro-bono", por acreditar na inocência de Aaron. Investigando o caso, o advogado descobre fatos sinistros e imprevisíveis, que marcarão sua carreira.






Um filme brilhante, realmente ótimo. A atuação de Edward Norton é fantástica, impecável e certamente deveria ter ganhado uma estatueta do Oscar. Richard Gere e Laura Linney também estão muito bons, e já pelo elenco excelente vale à pena assistir ao filme.
Quatro estrelas é pouco para descrever um enredo tão bem desenvolvido e a atuação excepcional de um dos meus atores preferidos, Edward Norton. Mostra o mundo da lei e do julgamento com um olhar verdadeiro e real.
Não se fazem mais filmes de Julgamento como esse; atualmente mostra-se essencialmente a investigação e os fatos, e não o desenrolar do julgamento, a corte e o tribunal em si. Para todos da área de Direito, é imperativo vê-lo, mudará a visão de "inocente, até que se prove o contrário".
Ilustra bem que nem sempre deve-se confiar acima de suspeitas. Fazia um bom tempo que eu não via um filme tão bom tendo como pano de fundo a Lei e o Direito.







 TRAILER

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Plano Perfeito (2006)







Nome Original: Inside Man
Direção: Spike Lee
Gênero: Ação/ Suspense
Elenco: Denzel Washington, Clive Owen, Jodie Foster,Cherise Boothe
EUA, 2006 (129 minutos)









Sinopse: Quatro pessoas com uniforme de pintor passam pela entrada do movimentado banco Manhattan Trust. Em poucos minutos, os ladrões disfarçados colocam o lugar em cerco e rendem as pessoas e funcionários presentes. Os detetives Keith Frazier e Bill Mitchell são enviados ao local do assalto, para negociarem a respeito dos reféns. Os ladrões parecem estar sempre um passo a frente da polícia, sabendo exatamente como proceder. A capacidade de Frazier é questionada e gera-se uma situação tensa. As suspeitas de Frazier de que há algo além do roubo confirmam-se com a entrada de Madeline White no caso, uma investigadora astuta e que tem outros objetivos a defender.



O filme é excelente, talvez um dos melhores do gênero de suspense policial e ação. A inteligência é a palavra que reina, e o ladrão interpretado por Clive Owen faz uso dela o tempo todo. Trata-se de um enredo muito bem formado, com personagens brilhantemente interpretados; realmente um Plano Perfeito.
Jodie Foster e Denzel Washington interpretam o lado da justiça e da investigação, que procuram entender a situação em que estão inseridos. Contudo, os ladrões estão muito adiante e, de certa forma, em alguns momentos o espectador acaba "torcendo" para eles, ironicamente.
O longa apresenta um assalto diferente de tudo o que você já viu, e que deve ser visto. Uma ótima pedida para o gênero de ação, que supera espectativas e segue o gênero do filme "Uma Saída de Mestre" de 2003,  estrelado por Charlize Theron e Mark Wahlberg.
Envolvente, repleto de ação e que vai direto ao ponto, cada segundo encaixa-se no todo. Excelente atuação de Clive Owen, que vale ser vista. Um ladrão que acaba conseguindo a simpatia do policial.


Cenas do Filme
                                     

Trailer




domingo, 29 de janeiro de 2012

Millenium - Os homens que não amavam as mulheres (2011)







Nome Original: The Girl with the Dragon Tattoo
Direção: David Fincher
Gênero: Suspense
Elenco: Rooney Mara, Daniel Craig, Christopher Plummer
Distribuição: Sony Pictures
EUA, 2011 (152 minutos)










Sinopse: Depois de perder um processo por difamação e ver sua credibilidade abalada, o jornalista Mikail Blomkvist é contratado por um velho magnata da indústria para investigar o desaparecimento de sua neta, que sumiu há mais de 40 anos. Em sua busca, ele é ajudado pela jovem hacker Lisbeth Salander, uma "outsider" com habilidades excepcionais de investigação. Nova adaptação do best-seller homônimo, primeiro livro da série "Millenium", do escritor sueco Stieg Larsson. [Fonte]




Com direção de David Fincher e estrelando Daniel Craig e Rooney Mara (protagonista estreante e já indicada ao Oscar de Melhor Atriz, muito merecidamente) o filme já começa bem pela excelente, apesar de ser um tanto quanto peculiar, abertura. Ainda não assisti ao filme sueco, de mesmo nome em português, que inspirou a esse e trouxe Noomi Rapace no papel da jornalista punk-esquisita Lisbeth.

A tensão do filme é aliviada pelo carisma de Craig e pela muito boa atuação de Mara, que em certos momentos choca e em outros até arranca risadas. Há sim cenas chocantes, deve-se dizer para os que não gostam desse tipo de exposição, mas com certeza essa foi a intenção do diretor, a de mostrar por meio do chocante o alerta principal do filme.
A atuação do excelente Christopher Plummer, ainda que secundária (coadjuvante), também é indispensável.

É um longa que vale à pena pagar o ingresso, o enredo é bem desenvolvido, sem floreios mas também sem ir logo direto ao ponto. As suspeitas do espectador pairam no ar, mas só é revelado o(a) culpado(a) e quem é quem no final. Não direi para não ser estraga-prazeres. Mas tal filme certamente prova que esse ano promete grandes estreias e ótimas atuações, mas prova também que o Oscar não tem mais toda a credibilidade de antes, onde um razoável George Clooney (que é veterano) concorre a Melhor Ator e a estreante Rooney Mara concorre a Melhor Atriz e, apesar disso, pelos comentários, ele deve ganhar e ela não. Trabalhos muito bons como parece ser o de DiCaprio em J. Edgar não reconhecidos e outros não tão ótimos, excessivamente exaltados.




Maiores Informações:

72 Horas (2010) e Tudo por Ela (2008)

Resolvi colocar os dois filmes juntos porque eles tratam exatamente do mesmo assunto e um é inspirado no outro. Assisti em 2009 ao filme francês Tudo por Ela, que depois inspirou ao 72 horas. Um dos excelentes filmes franceses que já vi, isso afirmo com certeza. Trata-se da história de um homem, casado e com um filho pequeno. Eles têm a vida perfeita e a família maravilhosa, até que um dia a esposa é levada pela polícia, acusada de assassinato. Acreditando na inocência da mulher, acima de qualquer suspeita e por um amor imensurável, ele arquiteta um plano para tirá-la da cadeia.
O filme francês, para mim, foi grande surpresa; com o enredo muito bem desenvolvido e intrigante, envolve o espectador do começo ao fim. Talvez por isso o 72 horas tenha perdido um pouco do charme quando o vi nessa semana passada, já sabia exatamente o que ia acontecer e ele é bem fiel ao pioneiro. Contudo, Russell Crowe (no filme como o marido John) nunca, repito nunca, decepciona na atuação (pelo menos até hoje não aconteceu) e ele realmente "faz" o filme hollywoodiano, torna-o mais interessante. Além dele, a atuação de Elizabeth Banks nada deixa a desejar e Olivia Wilde e Liam Neeson fazem participações que valem ser citadas, não são apenas para preencher o filme.
Na película francesa, tem-se Vincent Lindon como o marido Julien e Diane Kruger como a mulher injustiçada. Em ambos os filmes, o marido que quer ustiça só tem três dias, daí 72 horas, para tirar a mulher da prisão.
Uma das cenas mais bem feitas dos dois filmes é a da parede que ele monta em um cômodo, com todo o plano em desenvolvimento. É realmente muito interessante, porque mostra para quem assiste as intenções do protagonista, ainda que o plano todo só se revele aos poucos. Ambos muito bem dirigidos e com elencos ótimos. Vale à pena assistir aos dois longas, para todo bom apreciador de suspense e ação. 








Nome original: Pour Elle
No Brasil: Tudo por Ela
Direção: Fred Cavayé
Roteiro: Fred Cavayé e Guillaume Lemans
Elenco: Vincent Lindon, Diane Kruger, Lancelot Roch
França, 2008 (96 minutos)













Nome original: The Next Three Days
No Brasil: 72 horas
Direção: Paul Haggis
Roteiro: Paul Haggis, Fred Cavayé, Guillaume Lemans 
Elenco: Russell Crowe, Elizabeth Banks, Olivia Wilde, Liam Neeson
EUA, 2010 (113 minutos)









Maiores informações: http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/72-horas/id/17083
                                 http://cinegarimpo.com.br/tudo-por-ela/


Trailer "72 Horas":

O Suspeito da Rua Arlington (1999)








Nome Original: Arlington Road
Direção: Mark Pellington
Gênero: Suspense
Elenco: Jeff Bridges, Tim Robbins, Joan Cusack, Robert Gossett
EUA, 1999 (117 minutos)









Sinopse: Michael Faraday (Jeff Bridges) é um professor de história especializado em terrorismo, que dá aulas sobre esse assunto. Um dia, ao encontrar um garoto ensanguentado caminhando pela rua de sua casa, ajuda-o e conhece seus novos vizinhos, Oliver e Cheryl Lang, pais do garoto. A partir daí, começa uma "paranoia" por parte do professor, que crê serem seus vizinhos terroristas.


O enrendo é muito bem desenvolvido, mas o final é um pouco previsível, se prestar bastante atenção na história em si. Ótima atuação de Jeff Bridges e, por o filme ter sido feito antes do 11 de setembro, trata-se de uma história inteligente e inovadora para a época.
Vi em um local que o gênero era "ficção", discordo em grau, número e gênero. Na verdade, mostra que o perigo pode sim morar ao lado, aidna que de forma meio sensacionalista. Ilustra com muita verdade que nem sempre as pessoas são o que parecem, e que todo cuidado é pouco. Uma paranoia pode se tornar realidade e onde há medo, pode haver uma premonição de um susto.
Um bom suspense, ainda que antigo é contemporâneo no que diz respeito ao desespero relacionado ao terrorismo e ao que ele pode provocar. O maior medo, na época do filme, certamente não era um terço do atual, e isso é o que torna o filme ainda mais interessante.