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quinta-feira, 31 de maio de 2012

MIB³ - Homens de Preto 3 (2012)









Nome Original: MIB 3 (ou MIB III)
Direção Barry Sonnelfeld
Roteiro: Ethan Coen
Gênero: Ação/ Ficção Científica
Elenco: Tommy Lee Jones, Will Smith, Josh Brolin, Jemaine Clement, Michael Stuhlbarg and Emma Thompson
Distribuição: Columbia Pictures
EUA, 2012 (106 minutos)


Baseado em: "Malibu Comics" de Lowell Cunninghan






Para sinopse, enredo e especificações: http://meninblack.com/site/#/cast-and-crew (site oficial)



MIB I e II certamente marcaram muitas vidas, seja no período da infância, adolescência, de idade adulta ou terceira idade. Os efeitos, a realidade, e é claro, as atuações de Tommy Lee Jones e Will Smith fizeram dos dois filmes imperdíveis. As ótimas "tiradas" e o humor presentes nos dois primeiros longas fizeram com que muitos cressem não ser possível uma continuação do mesmo nível. Contudo, o diretor Barry Sonnenfeld provou que não só é possível fazer no mesmo nível, mas é possível fazer até melhor.
Quando J (Will Smith) descobre que K (Tommy Lee Jones) pode morrer se ele não fizer nada, volta ao passado para tentar impedir essa tragédia. Tudo isso porque "Boris, the Animal", que consegue fugir da prisão (detalhe, na Lua), quer se vingar de K por ter-lhe tirado um braço no passado. Ele decide então voltar ao passado e matá-lo.
De um dia para o outro, J tem um outro parceiro e é como se K tivesse morrido há 40 anos. Ao perceber o quão importante K se tornou para ele e ao descobrir o que aconteceu, ele volta ao passado para tentar fazer tudo se ajeitar e poupar a vida do parceiro. Há, nessa volta, um excelente Josh Brolin, que faz o papel de K mais novo e tem a mesma altura, mesmo jeito, mesma entonação e até mesmo aparência física parecida com o próprio Tommy Lee. É impressionante a capacidade de Brolin em fazer parecer que estamos vendo um Tommy Lee Jones mais novo.
Há ainda, sacadas geniais, como a que as modelos e o mundo da moda são de outro planeta e a em que o próprio Andy Warhol era apenas um agente da MIB disfarçado para se infiltrar nesse meio. Há ainda, o "OK" de J, quando acaba deixando escapar que já conhece K e O (Emma Thompson e Alice Eve - mais nova) do futuro. E o fato de uma garotinha confundir J com o presidente Obama no presente, dentre muitas outras situações engraçadíssimas.
Os efeitos visuais são excelentes, é possível lembrar dos outros longas e ver como a computação e a tecnologia evoluíram nos últimos anos, é realmente impressionante. E, é claro, como não poderia faltar, há o nome de Steven Spielberg no longa, como produtor executivo. Um filme ótimo com excelente elenco e crew, tudo contribuiu para o sucesso dessa ficção científica.
Para mim, foi um sonho distante que se realizou; um filme da minha infância que ganhou continuação, e uma continuação do nível que merecia. O final, por incrível que possa parecer, é meio triste e, ainda que com certa distância, emociona o espectador. A capacidade de Will Smith em transmitir suas emoções e fazer-nos realmente "entrar" na pele do personagem é incrível.
É um longa que vale ser visto, nem que seja apenas para matar as saudades dos "velhos tempos". Will Smith afirmou que, por ele, poderia haver mais dois MIBs e, com certeza, quem ver esse filme torcerá para que sejam feitos mais dois de fato.



domingo, 29 de abril de 2012

Os Vingadores (2012)

Ficheiro:The Avengers Cartaz.jpg




Nome Original: The Avengers
Direção: Joss Whedon 
Roteiro: Joss Whedon 
Gênero: Ação/ Aventura/ Ficção
Elenco: Chris Evans, Chris Hemsworth, Robert Downey Jr., Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Samuel L. Jackson, Tom Hiddleston 
Marvel Studios/ Paramount Pictures
EUA, 2012 (142 minutos) 











Dispensa apresentações. É um dos filmes mais esperados do ano, e superou todas as minhas expectativas. Tentarei não ser spoiler, mas apenas trazer um pouco da grandeza do filme. Os herois Homem de Ferro, Hulk, Thor, Capitão América Viúva Negra e Gavião Arqueiro (que muda de lado por certo período, hipnotizado) tem de salvar o mundo do irmão invejoso de Thor, Loki.
Excelente elenco e mais do que excelentes efeitos visuais; esse filme, ainda que longo, envolve do começo ao fim todos os espectadores. São personagens bem construídos e cenários inacreditavelmente reais, é quase impossível não se surpreender com a grande capacidade da Marvel em fazer filmes de super herois com tamanha primazia.
É bem verdade que Capitão América já trouxe ótimos efeitos visuais, mas deixou um pouco a desejar no conteúdo; além de Thor e Homem de Ferro 2 não terem sido filmes realmente bons. Contudo, foi preciso tê-los para que Os Vingadores pudesse ser lançado e, aí sim, extasiar os fanáticos por quadrinhos.
Os personagens seguem o usual: um Homem de Ferro engraçado e arrogante, uma Viúva Negra quase ninja e corajosa, um Capitão América líder nato, um Thor meio sem graça mas incrivelmente poderoso, um Gavião Arqueiro extremamente forte e preciso e, é claro, o estressado mais amado do cinema, o incrível Hulk.
O papel de Bruce Banner (Hulk) era para ter sido originalmente interpretado por Edward Norton, porém ele teve desavenças com a Marvel e perdeu o papel. A princípio, achei realmente uma pena, e que não poderia ser encontrado outro ator tão bom. Contudo, Mark Ruffalo caiu como uma luva no papel, trata-se de um Hulk muito, devo dizer, muito bem construído e que parece não ser relevante no começo, mas depois mostra-se essencial. É um humor necessário ao filme e Ruffalo conseguiu realmente trabalhar seu personagem como se, em suas palavras, o Hulk fosse “um aspecto de sua personalidade” [1].
Já o vilão Loki, interpretado por Tom Hiddleston, não tem realmente uma meta a ser cumprida, e torna-se quase que ridículo, chega a ser engraçado. Apesar disso, se não fosse a sua inveja e sua necessidade de ser adorado, os avengers não teriam sido reunidos pela S.H.I.E.L.D. e não seriam necessários. Todos os herois tem de ser atraídos por um vilão, e pelo menos essa relação foi bem construída. O segredo de Loki é o seu poder, e é isso que os herois lutarão para destruir e salvar a Terra da extinção.
Estreou nessa sexta-feira, 27, e as salas de cinema se encheram. Deve ficar em cartaz por mais um bom tempo, mas é um filme imperdível, que o fará sair da sala de cinema contente e relembrando bons momentos da infância, além de arrancar boas risadas e trazer cenas muito bem feitas. Ótima direção e ótimo roteiro de Joss Whedon. Que venham Batman e The Amazing Spider-Man, mas será difícil superar Os Vingadores.




segunda-feira, 26 de março de 2012

Jogos Vorazes (2012)









Nome Original: The Hunger Games
Direção: Gary Ross
Roteiro: Gary Ross
Gênero: Ação/ Drama/ Ficção Científica
Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Elizabeth Banks, Lenny Kravitz
Distribuição: Paris Filmes (Brasil) - Lions Gate Entertainment (EUA)
EUA, 2012 (144 minutos) 










Sinopse: Em uma mistura de Reality Show com Ficção Científica, Jogos Vorazes conta a história de um futuro distante (mas não tão inalcançável assim), onde o que restou da América do Norte é agora a Capital (Panem). Ela está dividida em 12 distritos e, a cada ano, 2 jovens de cada um são sorteados para participarem dos "Jogos Vorazes", em que lutarão até a morte e só um poderá ser o vencedor. Com um detalhe: a transmissão dos jogos é ao vivo e transmitida como reality show. A história gira em torno de Katniss Everdeen, que se oferece como tributo no lugar de sua irmã mais nova e, devido a sua coragem, muda regras do jogo.







Jogos Vorazes está longe de ser apenas mais um filme ou só mais uma febre adolescente. Trata-se de um longa inteligente, que une mitologia, ficção científica, ação e drama adolescente; tudo em uma só história. Baseado no best-seller de Suzanne Collins, foge dos clichês comuns encontrados nas atuais histórias adolescentes, nas quais sempre deve existir algo místico e fantástico. Em Jogos Vorazes a situação é envolvente e muito real, ainda que "absurda". Fui hoje ao cinema assistí-lo e a sala estava repleta de um público adulto, o que certamente não acontece na maioria dos filmes destinados a jovens.
Inovação e violência são os regentes do filme. A autora baseou-se no mito de Teseu e do Minotauro e criou uma história extremamente original e que torna impossível a quem a conhece não pensar em até onde o ser humano pode ser capaz de chegar. Suzanne Collins teve a ideia para o [inicialmente] livro após assistir um noticiário que tratava de grande violência e de um reality show com as mesmas emoções e atenção. Isso a levou a pensar o quão sádicos estamos nos tornando, e sem sombra de dúvidas isso é muito bem retratado em Jogos Vorazes. É interessante o fato de a heroína ser uma mulher, destemida e corajosa, cuja força é maior até mesmo do que a de homens e que surpreende a todos.
O nome Panem vem do latim panem et circensis, que remete à política do pão e circo. É evidente que até os mínimos detalhes foram pensados, já que se refere a dar ao povo o que eles querem, o que de certa forma ainda lembra a época dos Gladiadores e até mesmo os campos de concentração nazistas. 
A direção de Gary Ross é excelente, têm-se cenas muito bem feitas, como a em que Katniss tem alucinações na floresta e tudo começa a girar. Outros pontos interessantes e que merecem destaque são o figurino e a maquiagem; por se tratar de um futuro vindouro as pessoas se vestem de forma um tanto quanto peculiar, para não dizer estranhíssima. Elizabeth Banks ficou irreconhecível na pele de Effie, a encarregada da Colheita (escolha dos dois tributos do Distrito 12) e tutora. 
É uma ação com misto de aventura e grandes pitadas de drama e choque. A atuação de Jennifer Lawrence é impressionante, ela realmente viveu a personagem Katniss de modo muito verdadeiro. Josh Hutcherson também não deixa a desejar com o personagem Peeta. Há aparições significativas de Woody Harrelson como o tutor bêbado-desiludido de Katniss e Peeta e que ganhou uma edição dos Jogos; além de Lenny Kravitz como um designer de moda. Traz também Stanley Tucci com uma dentadura e um cabelo (e sobrancelha) azul hilários. Ainda há tempo para o romance de Peeta e Katniss e o ciúme de Gale (Liam Hemsworth), o melhor amigo de Kat que assiste tudo ao vivo.
É verdadeiramente um filme que choca pela estranhice e pela irônica semelhança com a realidade. Vale muito à pena ser visto, mas prepare-se para um longa não tão agradável de se ver quanto de pensar. Há cenas chocantes, que mostram o lado animal do ser humano, porém isso é o que faz essa história especial, ela mostra o lado ruim humano. Porém, ao mesmo tempo dá certa "esperança" quando se vê compaixão e força nos olhos da protagonista Katniss. Está destinado a ser um sucesso se o público estiver disposto a aceitar e abraçar o novo.


Site Oficial em português: http://www.jogosvorazesofilme.com.br/

quinta-feira, 22 de março de 2012

O Pacto (2011)







Nome Original: Seeking Justice
Direção: Roger Donaldson  
Roteiro: Robert Tannen
Gênero: Suspense/ Ação/Drama
Elenco: Nicolas Cage, January Jones, Guy Pearce, Jennifer Carpenter
Distribuição: Imagem Filmes
EUA, 2011 (105 minutos)








Sinopse: Will (Nicolas Cage) leva uma vida pacífica até o dia em que sua esposa (January Jones) é atacada brutalmente por um desconhecido. Em seguida um estranho (Guy Pearce) aparece oferecendo a Will um plano de vingança com a condição de que o serviço seja retribuído em outra ocasião. O que Will não desconfia é que logo ele será cobrado para pagar a dívida cometendo um crime também. [Fonte]



Que Nicolas Cage não está na melhor fase de sua carreira todo mundo sabe. Depois do fiasco de Motoqueiro Fantasma 2 e do não bem aceito Reféns, Cage encontrou-se em uma encruzilhada mediante à crítica. Filmes como Cidade dos Anjos, Os Vigaristas e Um Homem de Família parecem ter ficado em um passado remoto. Atualmente, quase todos os filmes protagonizados por ele tem história previsível e roteiro mal desenvolvido (ou a quase ausência de roteiro, como em Motoqueiro Fantasma). Contudo, sua capacidade como ator é inegável e não há papel mal interpretado, apenas papeis mal escolhidos.
Em O Pacto a atuação de Nicolas Cage é ótima, o enredo chega até a ser envolvente. O grande problema é que o roteiro é um tanto quanto previsível. Já se sabe pelo trailer o que vai acontecer. Apesar disso, a esposa interpretada por January Jones é uma personagem bem desenvolvida. A maquiagem feita em Jones depois de ter sido atacada é mesmo muito convincente.
O filme transforma um mero professor de inglês em um fugitivo experiente e pronto para qualquer situação, o que está longe de ter qualquer semelhança com a realidade.
Há pontos altos de tensão e ação bem feitos. A presença de Guy Pearce dá um "brilho" a mais ao longa; trata-se de um vilão com personalidade indecifrável. Apesar de não ser tão original, tem cenas boas e a ação é sim presente. É um filme interessante, que permitiu a Cage mostrar mais uma vez que é capaz como ator, mas poderia ser mais bem desenvolvido ou ter um final menos previsível.
Para quem espera um "filmaço" O Pacto pode desapontar, já quem espera um filme razoavelmente bom, não se arrependerá de vê-lo. Uma coisa que chamou a minha atenção é o fato de o nome do filme traduzido para o português já ter sido usado em outro longa (de terror). Falta originalidade na tradução do título e falta aquele "algo a mais". Porém, é um filme bom, bem melhor do que os da atual "safra" de Nicolas Cage.



terça-feira, 20 de março de 2012

Guerra é Guerra (2012)







Nome Original: This Means War
Direção: McG 
Roteiro: Simon Kinberg, Timothy Dowling e Marcus Gautesen
Gênero: Comédia Romântica/ Ação
Elenco: Chris Pine, Reese Whiterspoon, Tom Hardy, Til Schweiger, Chelsea Handler, Abigail Spencer, John Paul Ruttan, Angela Bassett
Distribuição: Fox Film do Brasil
EUA, 2012 (97 minutos)







Sinopse: Na comédia romântica de ação Guerra é Guerra, dois amigos inseparáveis (Pine e Hardy) se apaixonam pela mesma garota (Witherspoon) e acabam entrando em uma guerra cheia de ação para conquistá-la. Como ambos são veteranos espiões, a batalha pelo coração da garota toma grandes proporções. [Fonte]


Mais um filme de comédia romântica misturado com ação, onde tudo acontece rápido e a história não é tão bem desenvolvida. Segue o gênero de filmes como Par Perfeito, com Katherine Heighl e Ashton Kutcher. A diferença é que aqui se tem um trio excelente, com muito carisma; são eles Reese Whiterspoon, Chris Pine e Tom Hardy. A química entre os três é muito boa, e a atuação deles "salva" o filme de um roteiro um tanto quanto razoável e fraco. 
A história é de dois amigos inseparáveis que trabalham para a CIA, ambos conhecem e se apaixonam pela mesma mulher. Porém, nenhum deles quer desistir da garota, o que gera uma "guerra" entre eles, que estão dispostos a darem tudo de si para provar ser o melhor e conquistar o amor da personagem interpretada por Reese Whiterspoon. O humor é realmente presente, e algumas boas risadas são tiradas dos espectadores.
Apesar de não ter grandes mensagens, traz uma importante, a de pensar quanto vale uma amizade verdadeira. Há cenas engraçadíssimas dos dois tentando se prejudicar para conseguir o amor da mulher por quem competem. Há também a presença da comediante Chelsea Handler que, apesar de dispensável, é um pouco engraçada. É um filme bom, com um desenvolvimento envolvente; porém com um roteiro meio "pobre", que deixa um pouco a desejar. O fato de tudo ser muito rápido também não facilita. Se houvesse uns 20, talvez 30 minutos a mais de filme, a história poderia ser mais bem desenvolvida.
Apesar disso, Chris Pine rouba a cena e Tom Hardy prova ser um ator capaz (já tinha feito um papel totalmente diferente em A Origem), além é claro do carisma de Reese Whiterspoon, uma das queridinhas de Hollywood.
É evidente que não é uma comédia inteligente, mas é sim bem pensada e não deixa a desejar no quesito gênero. Um filme engraçado e que pode servir como um bom entretenimento em uma tarde. É como sempre digo, dinheiro gasto em Cinema (tirando raras exceções), é sempre bem gasto. Ver um filme é aproximar-se do real, mas ser capaz de saber que aquilo não passa da fantasia. E uma fantasia bem contada vale à pena ser vista.




segunda-feira, 5 de março de 2012

Rango (2011)





Do mesmo diretor de "Piratas do Caribe"



Nome Original: Rango
Direção: Gore Verbinski
Roteiro: Gore Verbinski, John Logan, James Ward Byrkit
Gênero: Ação/Animação
Vozes de: Jonnhy Depp, Isla Fisher, Timothy Olyphant, Abgail Breslin, Alfred Molina
Distribuição: Paramount Pictures
EUA, 2011 (107 minutos - versão estendida: 111 minutos)





Sinopse: Um camaleão-ator da cidade grande é satisfeito com a sua vida, mas após um acidente acaba indo parar em uma cidadezinha no meio do nada. A cidade, chamada Dirt (Poeira, na tradução) guarda um segredo que deverá ser solucionado pelo anti-heroi atrapalhado chamado "Rango".



São impressionantes o carisma e a presença de Jonnhy Depp. Praticamente todos os diretores que trabalham com ele uma vez, acabam por o escalar para suas próximas produções, incluindo Tim Burton. O diretor de "Piratas do Caribe", Gore Verbinski também o chamou, dessa vez para dublar uma animação. Estou certa de que essa animação não deve ter metade da graça em outras dublagens ou línguas, é como se Johnny Depp realmente estivesse atuando, ele faz do personagem uma estrela.
Contemporaneamente, a maioria das animações já não é mais destinada à crianças; Rango é uma delas. Trata-se de um desenho direcionado ao público adulto, que aborda de forma simples e direta assuntos complicados. Ganhou o Oscar de Melhor Animação e o diretor afirmou isso ter sido devido ao fato de existirem muitas semelhanças com os filmes de ação.
As referências aos antigos filmes de Bang-Bang e Faroeste são claras e evidentes e acrescentam algo que foge do recorrente e repetitivo nas animações. Trata-se de um "filme"escuro e com efeitos visuais muito bem feitos, deve-se destacar. É muito mais difícil cuidar da iluminação em desenhos de cores neutras do que em coloridos, e nesse quesito os profissionais dos efeitos visuais nada deixam a desejar.
Uma história interessante e envolvente, com falas e personagens engraçados; isso é o principal de Rango. Um pano de fundo inteligente, mostra o que o ser humano é capaz de perceber quando resolve parar de olhar só para si e passa a querer ajudar os outros. Dentre algumas lições bem traduzidas, é um longa muito bem feito.
É verdade que Tintin tinha mais potencial para ganhar o Oscar e nem ao menos foi indicado, mas Rango é uma ótima animação. É muito boa por dois principais fatores: as genialidades de Depp e Verbinski e pelos ótimos efeitos especiais combinados a um bom roteiro. Esse cameleão fictício é mais envolvente do que muitos personagens de filmes reais.



sábado, 3 de março de 2012

Drive (2011)


File:Drive2011Poster.jpg


Baseado na obre de James Sallis, "Drive"





Nome Original: Drive
Direção: Nicolas Winding Refn
Gênero: Ação/Drama
Elenco: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, Christina Hendricks, Ron Perlman, Oscar Isaac, Albert Brooks
Distribuição: FilmDistrict
EUA, 2011 (98 minutos)











Sinopse: Um piloto profissional trabalha em cenas de perseguição de carros em Hollywood, como dublê. Além disso, ele usa sua habilidade e precisão no volante como motorista em assaltos. Dentro de seu mundo solitário ele conhece a vizinha Irene, cujo marido sairá da prisão em poucos dias. Disposto a ajudar essa família a pagar uma antiga dívida, ele se dividirá entre usar todas as suas habilidades para salva-lá ou embarcar em uma fulminante paixão. [Modificado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Drive_(filme_de_2011)]



Um filme que segue o genêro dos de Quentin Tarantino, com cenas fortes e violentas. Contudo, deixa a desejar no quesito roteiro, possui cenas muito longas e lentas e outras chocantes. Não passou nem perto daquilo que eu tinha esperado e pré-visualizado. No trailer do longa, aparecem as melhores cenas do filme, contudo o enredo em si não traz aquele "algo a mais".
A atuação de Ryan Gosling é excelente e isso deve ser ressaltado. O personagem é construído com cuidado e não possui uma identidade. Fica aí uma dúvida a seu respeito, que vai sendo esclarecida ao longo do filme. Gosling conseguiu mostrar mais uma vez sua incrível capacidade como ator, apesar de não ter tantas falas (é raro ver um protagonista de tão poucas palavras).
O diretor estreante em Hollywood, Nicolas Winding Refn provou ter uma visão diferente e única de como representar uma história. Apesar disso, a lentidão excessiva (quase em câmera lenta) de algumas cenas e a falta de conteúdo no filme deixam muito a desejar. É um absurdo o que alguns críticos vem fazendo ao compará-lo com a genialidade de Martin Scorsese em "Taxi Driver"; a visão de Scorsese nada tem a ver com a de Windind Refn.
É um filme neo-noir, cult por assim dizer. Um bom programa, mas pode deixar os mais fissurados por ação um tanto quanto desanimados e sonolentos ao sair das salas de cinema. Trata-se certamente de um filme de ação diferente, mas não necessariamente um diferente muito bom.
É bom, mas nada de excepcional. Ainda prefiro filmes de ação que realmente seguem o gênero e envolvem o espectador. O final também pode irritar a alguns, apesar de ser original. Se você quer um filme cheio de cenas eletrizantes, esse não é o indicado. Já se o que procura é algo diferente e uma abordagem nova, apesar de ter cenas muito violentas, vale vê-lo. Concorreu no Festival de Cannes e fez espectadores aplaudirem de pé. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Plano Perfeito (2006)







Nome Original: Inside Man
Direção: Spike Lee
Gênero: Ação/ Suspense
Elenco: Denzel Washington, Clive Owen, Jodie Foster,Cherise Boothe
EUA, 2006 (129 minutos)









Sinopse: Quatro pessoas com uniforme de pintor passam pela entrada do movimentado banco Manhattan Trust. Em poucos minutos, os ladrões disfarçados colocam o lugar em cerco e rendem as pessoas e funcionários presentes. Os detetives Keith Frazier e Bill Mitchell são enviados ao local do assalto, para negociarem a respeito dos reféns. Os ladrões parecem estar sempre um passo a frente da polícia, sabendo exatamente como proceder. A capacidade de Frazier é questionada e gera-se uma situação tensa. As suspeitas de Frazier de que há algo além do roubo confirmam-se com a entrada de Madeline White no caso, uma investigadora astuta e que tem outros objetivos a defender.



O filme é excelente, talvez um dos melhores do gênero de suspense policial e ação. A inteligência é a palavra que reina, e o ladrão interpretado por Clive Owen faz uso dela o tempo todo. Trata-se de um enredo muito bem formado, com personagens brilhantemente interpretados; realmente um Plano Perfeito.
Jodie Foster e Denzel Washington interpretam o lado da justiça e da investigação, que procuram entender a situação em que estão inseridos. Contudo, os ladrões estão muito adiante e, de certa forma, em alguns momentos o espectador acaba "torcendo" para eles, ironicamente.
O longa apresenta um assalto diferente de tudo o que você já viu, e que deve ser visto. Uma ótima pedida para o gênero de ação, que supera espectativas e segue o gênero do filme "Uma Saída de Mestre" de 2003,  estrelado por Charlize Theron e Mark Wahlberg.
Envolvente, repleto de ação e que vai direto ao ponto, cada segundo encaixa-se no todo. Excelente atuação de Clive Owen, que vale ser vista. Um ladrão que acaba conseguindo a simpatia do policial.


Cenas do Filme
                                     

Trailer




domingo, 29 de janeiro de 2012

72 Horas (2010) e Tudo por Ela (2008)

Resolvi colocar os dois filmes juntos porque eles tratam exatamente do mesmo assunto e um é inspirado no outro. Assisti em 2009 ao filme francês Tudo por Ela, que depois inspirou ao 72 horas. Um dos excelentes filmes franceses que já vi, isso afirmo com certeza. Trata-se da história de um homem, casado e com um filho pequeno. Eles têm a vida perfeita e a família maravilhosa, até que um dia a esposa é levada pela polícia, acusada de assassinato. Acreditando na inocência da mulher, acima de qualquer suspeita e por um amor imensurável, ele arquiteta um plano para tirá-la da cadeia.
O filme francês, para mim, foi grande surpresa; com o enredo muito bem desenvolvido e intrigante, envolve o espectador do começo ao fim. Talvez por isso o 72 horas tenha perdido um pouco do charme quando o vi nessa semana passada, já sabia exatamente o que ia acontecer e ele é bem fiel ao pioneiro. Contudo, Russell Crowe (no filme como o marido John) nunca, repito nunca, decepciona na atuação (pelo menos até hoje não aconteceu) e ele realmente "faz" o filme hollywoodiano, torna-o mais interessante. Além dele, a atuação de Elizabeth Banks nada deixa a desejar e Olivia Wilde e Liam Neeson fazem participações que valem ser citadas, não são apenas para preencher o filme.
Na película francesa, tem-se Vincent Lindon como o marido Julien e Diane Kruger como a mulher injustiçada. Em ambos os filmes, o marido que quer ustiça só tem três dias, daí 72 horas, para tirar a mulher da prisão.
Uma das cenas mais bem feitas dos dois filmes é a da parede que ele monta em um cômodo, com todo o plano em desenvolvimento. É realmente muito interessante, porque mostra para quem assiste as intenções do protagonista, ainda que o plano todo só se revele aos poucos. Ambos muito bem dirigidos e com elencos ótimos. Vale à pena assistir aos dois longas, para todo bom apreciador de suspense e ação. 








Nome original: Pour Elle
No Brasil: Tudo por Ela
Direção: Fred Cavayé
Roteiro: Fred Cavayé e Guillaume Lemans
Elenco: Vincent Lindon, Diane Kruger, Lancelot Roch
França, 2008 (96 minutos)













Nome original: The Next Three Days
No Brasil: 72 horas
Direção: Paul Haggis
Roteiro: Paul Haggis, Fred Cavayé, Guillaume Lemans 
Elenco: Russell Crowe, Elizabeth Banks, Olivia Wilde, Liam Neeson
EUA, 2010 (113 minutos)









Maiores informações: http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/72-horas/id/17083
                                 http://cinegarimpo.com.br/tudo-por-ela/


Trailer "72 Horas":

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras (2011)




 
Nome Original:Sherlock Holmes: A Game of Shadows
Direção: Guy Ritchie 
Roteiro: Kieran Mulroney e Michele Mulroney
Inspirado na obre de Sir Arthur Conan Doyle
Gênero: Ação/Suspense
Elenco:  Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace, Rachel McAdams, Jared Harris, Stephen Fry, Paul Anderson, Kelly Reilly

Distribuição: Warner Bros. (Estados Unidos)
EUA, 2011 (129 minutos)









Sinopse: Ao investigar o assassinato do príncipe da Áustria, Sherlock Holmes, o maior detetive do mundo, e seu amigo e associado Dr. Watson enfrentam o perigoso mestre do crime, Professor Moriarty, com a ajuda do irmão do investigador, Mycroft Holmes e de uma cigana romena chamada Sim. [Fonte]





Assisti hoje, na fantástica sala XD (Extreme Digital) do Cinemark a "Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras". Os efeitos visuais são excelentes e em nada deixam a desejar. De certa forma, esquece-se por um momento de que o ano retratado é o de 1891 e não o de 2050. A tecnologia utilizada e as tomadas realizadas com perfeição assim como no primeiro filme fazem a continuação encaixar-se dentre a maior parte das expectativas.
O humor, que se reflete pela atuação brilhante de Robert Donwey Jr. e a também ótima performance de Jude Law, como Sherlock Holmes e John Watson, respectivamente, mantêm a ação, mas de uma forma mais "leve". O figurino é muito bom, retratando (esse sim) a época com exatidão.
O que chocou-me, de certa forma, foi a retirada da excelente Rachel McAdams e a continuação de Kelly Reilly como a sonsa Mary. Watson poderia ter arranjado alguém, digamos, mais perspicaz. Contudo, a atuação de Stephen Fry traz ainda mais humor à trama. A presença da atriz Noomi Rapace como a cigana Simza foi essencial. A química entre ela, Sherlock e Watson é visísel e não exatamente óbvia.
Como já esperado, o professor Moriarty revela sua sede de destruição e tem sua face finalmente revelada. Cabe assim, ao maior personagem-detetive da história a detê-lo, e é claro, só poderá fazê-lo na companhia do melhor amigo, Watson.
Um filme bom, com cenas de ação e efeitos ótimos. De certa forma, não lhe permite piscar, tamanha a concentração em uma trama que vai se desenrolando antes mesmo que o espectador pense muito.
Trata-se de um tempo bem gasto, que passa rápido e ainda traz muita diversão à uma tarde de férias de janeiro.

  Trailer Oficial


Mais informações sobre elenco e ficha técnica em: