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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Branca de Neve e o Caçador (2012)









Nome Original: Snow White and the Huntsman
Direção Rupert Sanders
Roteiro: Evan Daugherty, baseado no conto de fadas "Branca de Neve"
Gênero: Romance/ Ficção/ Aventura
Elenco: Kristen Stewart, Charlize Theron, Chris Hemsworth, Sam Claflin
Distribuição: Universal Pictures
EUA, 2012 (127 minutos)







Sinopse: Num reino dominado pela tirania, a vaidosa e egoísta Rainha Ravenna (Charlize Theron) descobre que sua enteada, Branca de Neve (Kristen Stewart), está destinada a superá-la não apenas como "a mais bela de todas", mas também como governante do reino. A rainha ouve de seu espelho mágico (Christopher Obi) que a única maneira de permanecer no poder é consumir o coração de Branca de Neve e conseguir a imortalidade. Enquanto isso, Branca de Neve escapa para a Floresta Negra e Ravenna recruta o caçador Eric (Chris Hemsworth) para matá-la. Eric, no entanto, se apieda da jovem princesa e a ensina a arte da guerra. Agora, com a ajuda de anões e do Príncipe William (Sam Claflin), Branca de Neve inicia uma rebelião para derrubar sua madrasta de uma vez por todas. [Fonte]



Um filme esperado por muitos, mas que não chega nem perto de ser uma grande estreia. Com um elenco razoável, vá lá, traz a sonsa Kristen Stewart, da saga Crepúscul,o e o também novato Chris Hemsworth, o Thor da ficção, nos papéis de Branca de Neve e do Caçador, respectivamente. Não há grande química entre eles, mas Hemsworth até que se esforça bastante para trazer alguma emoção à tona de uma protagonista um tanto quanto indiferente. A atuação dele traz, ainda que pouco, certo brilho à suposta aventura.
Charlize Theron contudo, merece ter sua atuação reconhecida. É uma verdadeira bruxa das trevas, a madrasta má personificada. Sua eterna busca pela beleza e por ser sempre jovem fazem-na ter ódio da que está destinada a ser a mais bela, a Branca de Neve. Aí até que a história de Branca de Neve é contada de maneira correta, mas a vontade sanguinária da madrasta, que a manteve presa por anos a fio, em ter o coração pulsando de Branca de Neve, trazem um tom pesado e sombrio.
A maquiagem, especialmente a de Theron, é excelente e a ambientalização é muito bem feita, bem inspirada nos contos dos irmãos Grimm. Há também um maravilhoso uso de efeitos audiovisuais, mas isso é tudo o que há de bom no longa.
Em um ano no qual A Branca de Neve está tendo versões e mais versões, exaustivamente, esse filme deixa muito a desejar. Stewart, que é tão criticada pela falta de talento e emoções, prova mais uma vez que toda a sua fama deve-se à uma série de filmes infanto-juvenis de baixa qualidade.
Não há muito o que dizer, exceto que, se não fossem os efeitos visuais, esse filme não valeria o ingresso. Para quem gosta de um filmezinho mediano, com certos bons momentos, Branca de Neve e o Caçador pode ser uma boa pedida. O difícil é decifrar pela expressão da protagonista se é um momento feliz, de dor, ou de alegria; só às vezes há uma leve mudança de olhar e o máximo que se vê é um esboço de sorriso.
Já os anões são simpáticos e tiram um pouco da atmosfera excessivamente sombria do longa. Contudo, é preciso ter muita paciência para assistir esse filme de um pouco mais de duas horas, nos bancos do cinema, com metade do público desconcentrado em ao menos um momento.


E, apesar de tudo, está com uma das ótimas bilheterias desse ano, só não entendo o quê os espectadores vêem de tão bom em uma ficção ruim.

sábado, 12 de maio de 2012

Sete Dias com Marilyn (2011)








Nome Original: My Week with Marilyn
Direção: Simon Curtis
Roteiro: Adrian Hodges, baseado nos livros The Prince, The Showgirl and Me e My Week with Marilyn de Colin Clark
Gênero: Drama/ Romance/ Biográfico
Elenco: Michelle Williams, Kenneth Branagh, Eddie Redmayne, Dougray Scott, Judi Dench, Emma Watson
Distribuição: Paris Filmes
EUA, 2011 (100 minutos)





Sinopse: A musa Marilyn Monroe (Michelle Williams) está em Londres pela primeira vez para filmar "O príncipe encantado". Colin Clark (Eddie Redmayne), o jovem assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier (Kenneth Branagh), sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um romance com a mulher mais sexy do mundo. O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX. [Fonte]


Trazendo talvez uma das melhores atuações da fantástica Michelle Williams, esse filme conta a história de ninguém menos que da musa do cinema, Marilyn Monroe. Williams é bem magra e "reta", mas, de alguma forma extraordinária (utilização de enchimentos), conseguiram deixá-la com o corpo muito parecido com o de Marilyn. E não é só o corpo, mas também o rosto, as expressões, a famosa pinta, os olhos azuis (lentes que parecem olhos naturais), o temperamento, a inocência; tudo que diz respeito a Srta. Monroe está presente aí.
 A índole auto-destrutiva, a eterna descrença em si própria, a dificuldade em amar e se aceitar, o difícil papel de ter que agradar a todos, a bebida, os remédios, a dificuldade em atuar, a ignorância e certa "burrice" a respeito do que é a vida; essas características extremamente presentes em Monroe dificilmente são mostradas por outras fontes, que tendem a idealizá-la. Nesse longa, Marilyn é apresentada em sua essência, como ser humano e não apenas como o maior sex symbol de todos os tempos.
O filme gira em torno de Colin Clark, interpretado pelo excelente Eddie Redmayne, que se apaixonou perdidamente pela atriz-problema. Ao saber que ela iria para Londres fazer um filme com o diretor e ator Laurence Olivier, Colin torna-se assistente do diretor; disposto a qualquer coisa para ficar perto de sua musa. Tão disposto a abrir mão de tudo que vai deixando um romance real com a garota de quem gosta, interpretada por Emma Watson, para viver uma idealização.
Marilyn não era uma pessoa fácil de se lidar, era emocionalmente instável e dependente. Michelle Williams capta essa característica com uma verossimilhança impressionante. Tudo é muito bem feito nesse drama; as atuações, o figurino, a ambientalização. Contudo, não é um daqueles filmes que se vê e revê, é bom para ver uma vez e absorver as coisas boas; já se uma análise formal for feita, deixa um pouco a desejar no conteúdo. No geral, tem um bom roteiro e alguns pontos excelentes, deve ser visto por todos os admiradores de Marilyn Monroe, mas aí vai o aviso, talvez o seu conceito da persona real de Marilyn esteja errado e você possa se decepcionar.
Eu diria até que o conceito de "loira burra" pode ter sido inspirado nela; era toda beleza e sensualidade e quase nada de conteúdo e inteligência. Apesar disso, a atriz tinha um elemento "x", algo que ninguém pode explicar, mas conquistava e ainda conquista a muitos. Bem como diz o personagem de Dominic Cooper em certo momento, ela erra milhões de vezes, mas quando acerta a cena, todos só tem olhos para o quão maravilhosa ela é.
O primeiro amor [platônico] de um jovem, a super valorização de Marilyn, as dificuldades pessoais e um filme que quase não deu certo por displicência da protagonista. A peculiar languidez de Marylin também é mostrada sabiamente por meio da boa direção, de uma ótima protagonista e de um bom roteiro. Um filme muito bom, que infelizmente não teve a devida divulgação no Brasil, mas que vale à pena ser visto.






quinta-feira, 10 de maio de 2012

Um Homem de Sorte (2012)








Nome Original: The Lucky One
Direção: Scott Hicks
Baseado na obra de Nicholas Sparks 
Gênero: Drama/ Romance
Elenco:  Zac EfronTaylor Schilling, Jay R. Ferguson, Blythe Danner 
Distribuição: Warner Bros. Pictures
EUA, 2012 (101 minutos)







Sinopse: O fuzileiro naval Logan Thibault encontra, durante a Guerra, uma foto de uma mulher deixada no chão; procura encontrar de quem é a fotografia e, sem sucesso, guarda-a consigo. Ele faz dela uma espécia de "amuleto" e anjo da guarda, quer ficar vivo por ela. Ele se promete que, caso sobrevivesse, iria atrás da moça da foto; é justamente o que acontece. Logan então se apaixona por Beth, um amor que mudará a vida dos dois para sempre.


Mais um filme de romance meloso baseado em uma obra de Nicholas Sparks. Bem como manda o gênero, segue o princípio de sempre das obras de Sparks: um grande amor, vários problemas, alguma fatalidade e um água com açúcar interminável. Apesar de filmes como Um Amor para Recordar e Diário de uma Paixão serem excelentes, verdadeiras histórias de amor sem grandes floreios, nesse novo longa deixa-se muito a desejar.
Zac Efron é sim um rosto bonito com certo talento, porém, nesse longa esse talento não se mostra em sua maior genialidade. Falta combinar a personalidade de um fuzileiro com o rosto angelical e o jeito meio delicado de Efron. Apesar de ter momentos de boa atuação, a maior parte deixa a desejar. A atriz Taylor Schilling também não estreou em um papel principal com tanto brilho. Há cenas um tanto quanto forçadas, com muitas risadas (bem estranhas, diga-se de passagem) ou com muito choro.
Ainda que haja inúmeros defeitos, a química entre Efron e Schilling é aparente e inegável; há cenas bem calientes entre os dois e as emoções do relacionamento são mais naturais que as outras. Os personagens tem uma ligação visível.
Um erro terrível do diretor Scott Hicks foi o de querer "embelezar" demais as cenas e torná-las nada verossímeis. Em momentos de diálogos cruciais, a filmagem é feita com o falante de costas para o ouvinte, e eu me pergunto em que mundo isso é real. Além disso, há cenas muitos idealizadas, que são culpa do diretor por querer inovar mas esquecer de relacionar a ficção com a realidade. Ele se esqueceu que o que faz o espectador envolver-se na trama é justamente o quão próxima da realidade ela pode parecer.
Em um ano em que grandes filmes têm sido lançados, Um Homem de Sorte não passa de "sessãozinha da tarde" com direito a rostos bonitinhos. Mais um romance água-com-açúcar idealizado; mas que, talvez se tivesse uma melhor direção, pudesse chegar em algum lugar. O enredo em si não é ruim, é a execução dele que não entrega o recado.


domingo, 29 de abril de 2012

Sonhos de um Sedutor (1972)







Nome Original: Play it again, Sam
Direção: Herbert Ross
Roteiro: Woody Allen
Gênero: Comédia/ Romance
Elenco: Woody Allen, Diane Keaton, Tony Roberts
Distribuição: Não definida / Estúdio: Paramount Pictures
EUA, 1972 (85 minutos)







Sinopse: Um neurótico escritor, apaixonado por cinema, tenta superar o divórcio que não consegue aceitar. A solução encontrada é namorar de novo, sair e conhecer novas mulheres, com a ajuda de um casal amigo e de seu alter-ego, Humphrey Bogart. 




Mais um clássico de Woody Allen com a excelente Diane Keaton, bem como Noivo Neurótico, Noiva Nervosa ("Annie Hall" - 1977). Sempre que assisto a um filme de Allen, fico impressionada com a sua capacidade em fazer o espectador refletir, ainda que este não o perceba. Seus filmes, em sua imensa maioria, são inteligentes e bem construídos, além de terem um humor irônico que só Woody Allen consegue trazer.
Dessa vez em um personagem muito bem construído, Woody Allen interpreta Harry, um homem neurótico e no mínimo estranho, que acabou de ser abandonado pela esposa. Tudo o que Harry conhecia era a vida de casado e não consegue entender porque a mulher o abandonou. Um casal de amigos tenta ajudá-lo, empurrando-o para encontros desastrosos, nos quais Harry sempre coloca tudo a perder por sua ansiedade e seu jeito bizarro de ser. Sua grande obsessão é o filme Casablanca, e imagina o tempo todo Humphrey Bogart conversando com ele, dando-lhe conselhos.
Uma coisa que admiro muito nos filmes de Woody Allen é a capacidade de transmitir ideias complicadas com uma clareza singular. Outro fator que o diferencia de qualquer outro roteirista é o de transmitir os pensamentos de seus personagens, trata-se de um recurso do teatro levado para o cinema. E, por sinal, Sonhos de um Sedutor é inspirado em uma peça do próprio Woody Allen.      
A atuação de uma ainda bem jovem, porém experiente, Diane Keaton traz certo brilho e leveza ao filme. Allen e Keaton trabalham muito bem juntos, complementam-se verdadeiramente na atuação. Os delírios de Harry são hilários, impossível não rir ao vê-lo se imaginando como um galã.
Não é um filme comum, e certamente não é corriqueiro um homem querer que sua vida ocorra como Casablanca, um filme clássico mas com final inesperado. Normalmente o homem-protagonista quer ficar com a garota, acima de ser um heroi e salvar o dia; nesse caso é o contrário.
Trata-se de uma comédia de curta duração, mas de história muito bem desenvolvida, indo contra a Hollywood atual, em que muitos filmes não passam de "enrolação" e poderiam ter seu tempo diminuído pela metade.
Para quem aprecia a genialidade de um dos diretores mais diferentes de todos os tempos, Sonhos de um Sedutor não pode deixar de ser visto. E para aqueles que ainda não entendem tal genialidade, deve ser conferido; talvez seja possível enxergar um pouco como Woody Allen é inteligente e consegue transmitir isso sem grandes esforços. É bom usar o feriado para assistir filmes antigos e entender mais sobre o verdadeiro cinema.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Para Sempre (2012)






Nome Original: The Vow
Direção: Michael Sucsy
Roteiro: Abby Kohn, Marc Silverstein, Michael Sucsy
Gênero: Drama/ Romance
Elenco: Rachel McAdams, Channing Tatum, Jessica Lange, Sam Neil
Distribuição: Sony Pictures
EUA, 2012 (104 minutos)
Estreia no Brasil: 07/06/2012







Sinopse: Paige e Leo Collins são um recém-casados que se amam, até o dia em que sofrem um acidente de carro que mudará suas vidas. Paige perde a memória recente e não se lembra do casamento ou do homem com quem se casou. Agora Leo terá de reconquistá-la e cumprir seus votos de matrimônio, nos quais prometeu nunca abandoná-la e cuidar dela para sempre. 



Esperava tanto desse filme, e talvez seja por isso que ele tanto me decepcionou. É baseado em uma história real de livro homônimo, escrito pelos próprios protagonistas dela, Kim e Krickitt Carpenter, mas em nada se assemelha ao original. A não ser pelo fato de a protagonista perder a memória, é uma história totalmente diferente. Não entendo o porquê de se adaptarem roteiros de maneira tão "desleixada", faz-se um livro cativante e tem-se um filme ruim. Claro que há os que fogem à essa regra, como Um Dia, que foi adaptado para o cinema pelo próprio escritor David Nicholls. 
Contudo, em Para Sempre não há tanta simpatia com os personagens, não se tem um enredo envolvente e bem formado, são apenas dois atores bons e fofos lutando para fazer chegar em algum lugar uma trama que poderia ser excelente, mas tornou-se no máximo mediana. O amor de Leo (Channing Tatum) por Paige é grande, e isso consegue ser transmitido, mas falta aquele fator a mais para fazê-lo convincente.
Rachel McAdams é sempre maravilhosa e é impressionante sua capacidade em contracenar com qualquer ator que seja, ter química e atuar bem. Mas nem ela escapa de alguns escorregões no longa-água-com-açúcar, a personagem age como uma adolescente mimada em vários momentos, o que não permite ao espectador simpatizar muito com a sua história.
Talvez esteja se tornando clichê, os romances atualmente são trágicos ou tem uma história nem tão envolvente. Com um tema como esse, as possibilidades a serem exploradas seriam infinitas, e a possibilidade de comover o espectador também. Porém, não é bem isso que o diretor e roteirista Michael Sucsy fez, nenhum grande sentimento foi transmitido.
Não é nem de longe um filme que deva ser visto de forma imperativa. Mas, para aqueles que apreciam um romance, pode servir de passatempo e de reflexão (vale lembrar, para o tema e não para o enredo).
Há cenas boas, como a em que Paige é arremessada no acidente (os efeitos são excelentes); além daquelas nas quais o amor dos dois aparece por meio de olhares; entretanto, são poucas para um período de 104 minutos.
Com uma leva tão boa de filmes sendo lançados nesse ano de 2012, Para Sempre deixa a desejar por ser apenas mais um filme, e não um que vá fazer alguma diferença significativa.
Já a história de Kim e Krickitt sim é emocionante, o livro é curto, mas é uma bela história. Para quem aprecia um romance bem contado dos lábios de quem viveu, não decepciona e é algo interessante de ser lido.


Trailer

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Grande Milagre (2012)





"Inspirado na emocionante e verdadeira história que uniu o mundo."


Nome Original: Big Miracle
Direção: Ken Kwapis
Gênero: Drama/Romance
Elenco: Drew Barrymore, John Krasinski, Vinessa Shaw, Kristen Bell, Dermot Mulroney, Ted Danson, Stephen Root, Tim Blake Nelson, Rob Riggle
Distribuição: Universal Pictures
EUA, 2012 ( 107 minutos )






Sinopse: Inspirado na história real que emocionou corações em todo o mundo, a aventura narra o conto fantástico de um repórter de um pequeno jornal local (John Krasinski) e uma voluntária do Greenpeace (Drew Barrymore), que se unem para salvar uma família de majestosas baleias-cinzentas presas pela rápida formação de gelo no Círculo Ártico. Eles reúnem uma improvável coalizão de nativos, as empresas petrolíferas e militares russos e americanos, que deixam de lado suas diferenças, para salvar as baleias. [Fonte]



Bem como disse Rubens Ewald Filho, é um filme que infelizmente não fez muito sucesso nem no Brasil e nem nos Estados Unidos e deve sair logo de cartaz. Contudo, traz uma história inteligente e emocionante, que realmente aconteceu e repercurtiu no Planeta. Em plena época da Guerra Fria (1989), o mundo para a fim de tentar salvar três baleias cinzentas ilhadas no próprio gelo.

Drew Barrymore interpreta uma ambientalista-voluntária do Greenpeace, cuja grande paixão são as baleias. Há uma cena linda, em que ela diz o porquê de nós, seres humanos, nos preocuparmos tanto com as baleias especificamente; o fato é que elas têm sentimentos e são muito parecidas conosco. Trata-se de um papel verdadeiro de Barrymore, que já trabalhou com o diretor Ken Kwapis em "Ele não está tão a fim de você". Apesar de  ter boas atuações, uma direção também interessante e um pano de fundo "politicamente correto", "O Grande Milagre" parece não ter agradado muito. Talvez pelo excesso de simplicidade com que o assunto foi tratado, talvez por ter classificação livre mas não ser extamente infantil. O fato é que, apesar da falta de popularidade, é um bom longa.
O ator John Krasinski de "The Office" e do filme "O Noivo da Minha Melhor Amiga" também não deixa a desejar. É o seu personagem o responsável por a notícia das baleias-cinzentas ter tido tamanho impacto. Além disso, ele é ex-namorado da voluntária interpretada por Drew Barrymore, e o vestígio de amor entre eles traz certo humor ao filme. A química dos dois é boa, pode-se dizer que "bonitinha", mas não é algo tão profundamente bem desenvolvido.
O objetivo principal do diretor deve ter sido certamente o de retratar que até mesmo os antigos inimigos norte-americanos e russos uniram-se para salvar esses animais. Porém, ao mostrar uma cena com as bandeiras dos EUA e da URSS no mesmo mastro, talvez não tenha convencido tanto o espectador.
As baleias foram feitas por animatronics (fantoches digitais) e o resto foi feito digitalmente. São bem realistas e a cena em que Drew Barrymore mergulha para ver o que há de errado com o filhote também é muito bem feita.
Mostra com emoção mas sem ser clichê o quanto o ser humano é capaz de se envolver em uma causa. Principalmente se essa causa estiver relacionada à natureza ou aos animais. Um filme "fofo", que deve ser visto e, apesar de não ser de tanta qualidade assim, tem um bom conjunto, que tende a agradar quem o assiste.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Primeiro Amor (2010)



"Você nunca esquece o seu primeiro amor."



Nome Original: Flipped
Direção: Rob Reiner
Roteiro: Rob Reiner, Andrew Scheinman, Wendelin Van Draanen
Gênero: Romance/ Comédia Dramática
Elenco: Madeline Carroll, Callan McAuliffe, Rebecca De Mornay, Anthony Edwards, John Mahoney.
Distribuição: Warner Home Video
EUA, 2010 (90 minutos)






Sinopse: Baseado no livro de Wendelin Van Draanen, esse romance adolescente mostra a vida dos vizinhos Bryce e Julianna. Juli apaixona-se por Bryce Loski desde a primeira vez que o vê, já ele não consegue vê-la como nada além de "grudenta". A história é narrada ora pela visão da garota, ora pela do menino. Uma história de amor fofa, contada com simplicidade e leveza, mas que mantém a intensidade do primeiro amor.




Dirigido por Rob Reiner, também diretor do excelente drama "Antes de Partir". Com um elenco muito bem escolhido e tendo como pano de fundo os anos 60, esse filme traz uma doçura romântica sem ser extremamente meloso. O romance é visto das perspectiva de uma garota, Juli Baker, que se apaixona pelo vizinho, assim que ele muda para a casa da frente. Contudo, o menino nada sente pela garota e procura de todas as formas afastá-la. Com o passar dos anos, a situação começa a se inverter, Juli vai perdendo o interesse e Bryce começa a descobrir seu amor pela doce garota. Também é narrada a perspectiva de Bryce da história.
Mostra de forma simples e inteligente as coisas importantes da vida e a formação de um caráter na transição para a adolescência. As atuações de Madeline Carroll e Callan McAuliffe são convincentes e verdadeiras, bem como a narração da história do ponto de vista de cada um encrementam o longa.
Trata-se de um filme que segue o "Meu Primeiro Amor", mas de uma forma completamente diferente; sem tragédias. O menino desinteressado vai se apaixonando perdidamente pela vizinha e começa a gostar dela mesmo nas pequenas coisa; mas não sabe como agir para conquistá-la, já que tudo o que fez até então foi fugir dela.
A influência da família e dos amigos e a descoberta do sentimento "amor" de forma pura são os guias desse filme. É certamente "fofo", mas [graças a Deus] foge do melodrama típico dos romances. Para quem aprecia grandes mensagens transmitidas de forma fácil e natural, esse romance é uma ótima pedida. Uma grande frase é a dita pela personagem Julianna: "Algumas pessoas que você passa a vida inteira pensando que são mais, na verdade são menos".



domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Artista (2012)




C'est magnifique!




Nome Original: The Artist
Direção e Roteiro: Michel Hazanavicius

Gênero: Comédia Dramática/Romance
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller
Distribuição: Paris Filmes
EUA, 2012 (100 minutos)





Sinopse: O filme se passa na Hollywood das décadas de 1920-30 e mostra a transição do cinema mudo para o falado. As dificuldades de um ator, George Valentin (Jean Dujardin) em adaptar-se à essa nova realidade, são brilhantemente demonstradas por meio de um filme mudo e em preto e branco. Valentin conhece a dançarina e aspirante a atriz Peppy Miller, por quem acaba se apaixonando. Porém, a paixão dos dois vai além do amor físico; compartilham também o amor ao cinema.




Você pode se perguntar porque alguém resolveu fazer um filme mudo em preto-e-branco em plena era digital e 3D. Pode também achar estranho esse conceito, mas acredite, é aí que mora a inovação e a genialidade de "O Artista". Trata-se de um filme único e especial, para mim foi como ver uma pérola sendo moldada. Certamente é um novo clássico. O ator Jean Dujardin merece ser aplaudido de pé e, com toda a certeza, tem um talento único. Seu charme e sua atuação realmente dispensam palavras. Berenice Bejo também faz bonito, é uma atriz muito capaz e versátil, incorporou perfeitamente o estilo "melindrosa" dos anos 20. Trata-se de um casal fofo e envolvente, que apenas por expressões e frases escritas envolvem o espectador em uma proporção extrema.
Não se pode nem mesmo comparar "O Artista" com filmes como "Os Descendentes", que muito prometem e deixam a desejar. "O Artista" supera as expectativas e insere-se em um contexto também de transição, acabamos de enfrentar uma crise (semelhante a de 1929) e o cinema tem de se moldar à essa nova era econômica e a um novo espectador, que ama o digital e despreza o clássico. As coisas tornam-se obsoletas com uma rapidez incrível, e é difícil acompanhar tantas mudanças. Por esse motivo, esse longa é extremamente verossímil e real, ainda que retrate uma época remota. Todos os elementos do filme têm um objetivo e inspirações como a de "Cantando na Chuva" revelam-se claras.
A trilha sonora de Ludovic Bource é harmoniosa e condiz com todas as cenas. Há duas cenas maravilhosas e muito bem feitas: uma é um sonho, no qual o protagonista sente-se preso à nova realidade do falado, tudo tem som, mas ironicamente nenhuma fala consegue sair de sua boca; outra cena sensacional é a em que George Valentin vê seu reflexo na mesa, joga uma bebida para "apagar" sua imagem e ela continua a aparecer. Tratam-se de tomadas inteligentes e bem-feitas, de um retorno às origens do cinema e ainda assim de um conteúdo tão atual com o tema "mudança".
O nome de George Valentin remete à Rodolfo Valentino, um dos maiores atores dos anos 1920. Greta Garbo também é homenageada quando Peppy diz a frase: "Quero ficar sozinha". A referência do cãozinho simpático veio de Charlie Chaplin na comédia "Vida de Cachorro". E Douglas Fairbanks, que era ator de filmes de ação, inspirou a criação da carreria do protogonista.
Uma frase dita no filme resume o espírito de transição: "Abram espaço para o novo." Michel Hazanavicius disse à revista ÉPOCA que queria mostrar que, num momento da vida de todos, o mundo começa a ir mais rápido que o indivíduo, e queria também compartilhar a experiência do cinema mudo. A inspiração realmente foi o ponto de partida para "O Artista" e é impossível não se encantar e sair com um sorriso no rosto da sala de cinema. É uma experiência única para nós, "moderninhos" do século XXI; um modo muito inteligente de reviver os encantos da sétima arte. Quem ama Charles Chaplin e tem "Cantando na Chuva", o sapateado e os musicais como clássicos, irá adorar "O Artista". Eu realmente torço para que ganhe o Oscar de melhor filme, pois esse verdadeiramente merece.








quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Um Dia (2011)







Nome Original:One Day

Direção: Lone Scherfig
Roteiro Adaptado: David Nicholls 
Gênero: Drama/Romance
Elenco:Anne Hathway, Jim Sturgess, Tim Mison, Romola Garai, Jodie Whittaker
Distribuição:Paramount Pictures
EUA e Inglaterra, 2011 (108 minutos)







 Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley conheceram-se em uma noite de bebedeira da última noite de faculdade. O que poderia ser apenas um caso amoroso, tornou-se uma amizade profunda e verdadeira, que resiste por anos. Mostram-se os próximos vinte anos da vida deles, sempre no dia em que se conheceream, 15 de julho. Roteiro adaptado pelo escritor do livro homônimo, David Nicholls. Certamente não é só mais um romance dramático.




Assisti essa semana ao filme Um Dia, depois de ter lido o livro de mesmo nome do autor David Nicholls. Pela primeira vez na vida, vi um roteiro adaptado que fez jus ao livro, tão bom quanto. Nicholas Sparks é um escritor que vale muito à pena ler as obras, já ver filmes como Querido John decepcionam, a protagonista é o oposto do descrito no livro e o final é outro. Já em Um dia, o roteiro em sua maior parte segue muito bem o enredo da história, e o modo como conseguiram reduzir 408 páginas para 1h47min de filme é incrível.
Anne Hathway como sempre linda e excelente atriz. A personagem Emma Morley não poderia ter sido interpretada por outra pessoa. E Jim Sturgess com uma atuação impecável e trazendo charme ao personagem Dexter Mayhew. No livro sente-se muito mais raiva dele do que no filme, é impossível não amar Jim Sturgess.
O filme conta a história de Dexter e Emma que se conheceram na noite de formatura no ano de 1988 e mostra a amizade dos dois e o laço emocional que os uniu pelos próximos 20 anos. Os personagens são muitos humanos e não caricatos. Bem como o livro, a realidade é confundida com a ficção em alguns momentos.
Há quem diga que "odiou" o final e, verdade seja dita, ele é realmente trágico. Mas se você prestar atenção e tiver lido o livro antes, já durante a leitura é possível prevê-lo. Eu não teria dado final diferente, porque não se trata de tragédia e sim do que acontece na vida, nem tudo é perfeito, dá sempre certo e tem um final feliz.

A última cena do filme é linda e a ambientação e figurino seguem piamente às épocas e momentos históricos. Fiquei muito brava com críticos infelizes que disseram ser o sotaque de Anne "muito forçado"; é bem condizente com o apresentado no livro. 
O dia é sempre o de 15 de julho, que na Inglaterra é o dia de São Swithin, existe uma tradição que se chover nesse dia, choverá pelos próximos 40. Não à toa esse é o pano de fundo, de certa forma tudo o que acontece na vida dos dois protagonistas nesse dia rege não somente os próximos quarenta dias, mas todo o ano que virá.
Achei um filme maravilhoso, que mostra uma das maiores e mais sinceras formas de amor, a amizade. A amizade é o que mantém as pessoas unidas, mesmo através de muito tempo de de grandes decepções, tudo é superado por ela.


Sinopse, Elenco e Ficha Técnica: 

Livro:

Trecho do Livro:


(500) Dias com Ela - 2009



 


Nome Original: 500 Days of Summer
Direção: Marc Webb

Roteiro: Scott Neustadter e Michael H. Weber
Gênero: Comédia Dramática/Romance
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Chloe Moretz.
Distribuição: Fox Searchlight Pictures

EUA, 2009 (96 minutos)








Sinopse: Tom conhece Summer e apaixona-se por ela. Já a garota lhe diz desde o início da relação que não está interessada em um relacionamento sério. Parte do receita básica da comédia romântica, mas mostra-se o lado "ruim" de amar e uma perspectiva masculina sobre o assunto. Mostram-se os 500 dias da vida de Tom Hansen onde Summer foi a protagonista de suas lembranças.




Ficheiro:(500) Days of Summer.jpgA típica história "boys meet girl" (garoto conhece garota), apaixona-se e sofre. Contudo, trata-se de uma comédia romântica do ponto de vista masculino sobre o amor, e é aí que existe uma grande diferença. Foge das regras do "água com açúcar" e mostra ambos os lados, bom e ruim do amor. O enredo é muito real, tão real quanto a vida pode ser. O protagonista Tom Hansen, interpretado maravilhosamente por Joseph Gordon-Levitt conhece Summer, interpretada pela linda e no filme indiferente, Zooey Deschanel. Os dois se conhecem e são amigos há doze anos na vida real, e talvez isso tenha garantido a química incrível entre eles no longa.
Tom revê os 500 dias que passou com Summer durante o filme, e vê que nem tudo era o que parecia. A garota lhe disse desde o início que não estava a procura de um relacionamento sério e ainda assim ele alimentava falsas esperanças. Com o apoio de dois amigos e de uma garotinha que parece "gente grande", ele começa a perceber que, na verdade, seu amor nunca foi correspondido e que existem muitas versões para toda história.
Uma das cenas finais é muito bem feita, onde a tela divide-se em duas, sendo uma parte a realidade e a outra como ele gostaria que tivesse sido. Isso mostra muito bem como as coisas são muito mais fáceis na nossa mente. A cena em que os dois sentam para conversar no banco e ela diz algo que realmente o deixa sem chão mostra que nem sempre o vilão da história é o garoto, mas pode muito bem ser a garota que era a "garotinha perfeita".
Os olhares dos dois, a ótima trilha sonora e o jeito muito diferente de ver o amor que é impossível de não se identificar, fazem desse filme imperdível e um dos meus preferidos. Mostra o que é apaixonar-se e ver o mundo todo lindo e alegre, literalmente com o pássaro azul e também o que é decepcionar-se e achar defeitos onde se viam qualidades. Tentar desprezar pra ver se funciona, quem nunca esteve lá. Mostra também como uma decepção amorosa leva a rever as coisas e a mudar a vida de alguém.
Além de ser um filme jovem e com atores muito capazes, mostra a difícil realidade de um amor não correspondido de forma cômica e fica indo e voltando na contagem dos 500 dias, para mostrar a diferença absurda entre eles. Dias em que ela estava parecendo apaixonada e outros onde ela nem parece se importar. Um filme ótimo com o fofo Joseph Gordon, é sempre uma boa pedida.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

10 coisas que eu odeio em você (1999)






Nome Original:10 Things I Hate About You
Direção: Gil Junger
Roteiro: Karen McCullah Lutz e Kirsten Smith
Gênero: Comédia Dramática/Romance
Elenco: Heath Ledger, Julia Stiles, Joseph Gordon-Levitt, Larisa Oleynik, Larry Miller, David Krumholtz, Andrew Keegan
Distribuição: Touchstone Pictures
EUA, 1999 (97 minutos)







Sinopse: Em seu primeiro dia na nova escola, Cameron (Joseph Gordon-Levitt) se apaixona por Bianca (Larisa Oleynik). Mas ela só poderá sair com rapazes até que Kat (Julia Stiles), sua irmã mais velha, arrume um namorado. O problema é que ela é insuportável. Cameron, então, negocia com o único garoto que talvez consiga sair com Kat - um misterioso bad-boy (Heath Ledger). [Fonte]




Esse é um dos meus filmes preferidos. Jovem e simpático; lançou a carreira de Joseph Gordon-Levitt e tornou Heath Ledger mais conhecido. Uma ótima trilha sonora, com a atuação impecável de Julia Stiles. Foi aí que me apaixonei por Heath Ledger, que interpreta no filme Patrick Verona e faleceu em 2008.
A história é inspirada na peça "A Megera Domada", de William Shakespeare. No filme, a jovem Bianca Stratford, irmã de Kat Stratford, é a jovem popular da escola. Contudo, o pai rígido (a mãe foi embora quando as meninas eram novas) não permite que ela saia e nem namore. Quando essa regra é contestada, o pai Walter cria uma nova: ela só poderá sair se a irmã mais velha Kat também for. Aí a confusão está arranjada, já que Kat não quer saber de sair ou namorar, mas concentra-se nos estudos e em sua arte. O jovem novato Cameron James, interpretado pelo ainda bem jovem Joseph Gordon, apaixona-se por Bianca e une-se ao rico rival Joey Donner, também apaixonado pela garota, para pagar um garoto fora dos padrões para "domar a megera" (irmã mais velha). Joey não vê que está sendo enganado e paga a Patrick Verona, ótimo personagem de Heath Ledger, para sair com Kat. Durante os encontros dos dois, Verona vai se apaixonando por Kat, até que ela descobre toda a armação.

Com a inesquecível cena de Paintball entre Julia Stiles e Heath Ledger e o lindo poema "10 things I hate about you", dentre idas e vindas recheadas por Shakespeare, tal filme vale ser assistido. Para mim, ainda que "fraquinho", é um dos ótimos filmes dos anos 90. Já devo tê-lo visto umas 6 vezes e com certeza ainda o verei novamente. Foi feita até mesmo uma série, com o mesmo nome do filme, no ano de 2009; contudo, a baixa audiência levou ao fim dela, no ano de 2010.