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sábado, 12 de maio de 2012

Sete Dias com Marilyn (2011)








Nome Original: My Week with Marilyn
Direção: Simon Curtis
Roteiro: Adrian Hodges, baseado nos livros The Prince, The Showgirl and Me e My Week with Marilyn de Colin Clark
Gênero: Drama/ Romance/ Biográfico
Elenco: Michelle Williams, Kenneth Branagh, Eddie Redmayne, Dougray Scott, Judi Dench, Emma Watson
Distribuição: Paris Filmes
EUA, 2011 (100 minutos)





Sinopse: A musa Marilyn Monroe (Michelle Williams) está em Londres pela primeira vez para filmar "O príncipe encantado". Colin Clark (Eddie Redmayne), o jovem assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier (Kenneth Branagh), sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um romance com a mulher mais sexy do mundo. O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX. [Fonte]


Trazendo talvez uma das melhores atuações da fantástica Michelle Williams, esse filme conta a história de ninguém menos que da musa do cinema, Marilyn Monroe. Williams é bem magra e "reta", mas, de alguma forma extraordinária (utilização de enchimentos), conseguiram deixá-la com o corpo muito parecido com o de Marilyn. E não é só o corpo, mas também o rosto, as expressões, a famosa pinta, os olhos azuis (lentes que parecem olhos naturais), o temperamento, a inocência; tudo que diz respeito a Srta. Monroe está presente aí.
 A índole auto-destrutiva, a eterna descrença em si própria, a dificuldade em amar e se aceitar, o difícil papel de ter que agradar a todos, a bebida, os remédios, a dificuldade em atuar, a ignorância e certa "burrice" a respeito do que é a vida; essas características extremamente presentes em Monroe dificilmente são mostradas por outras fontes, que tendem a idealizá-la. Nesse longa, Marilyn é apresentada em sua essência, como ser humano e não apenas como o maior sex symbol de todos os tempos.
O filme gira em torno de Colin Clark, interpretado pelo excelente Eddie Redmayne, que se apaixonou perdidamente pela atriz-problema. Ao saber que ela iria para Londres fazer um filme com o diretor e ator Laurence Olivier, Colin torna-se assistente do diretor; disposto a qualquer coisa para ficar perto de sua musa. Tão disposto a abrir mão de tudo que vai deixando um romance real com a garota de quem gosta, interpretada por Emma Watson, para viver uma idealização.
Marilyn não era uma pessoa fácil de se lidar, era emocionalmente instável e dependente. Michelle Williams capta essa característica com uma verossimilhança impressionante. Tudo é muito bem feito nesse drama; as atuações, o figurino, a ambientalização. Contudo, não é um daqueles filmes que se vê e revê, é bom para ver uma vez e absorver as coisas boas; já se uma análise formal for feita, deixa um pouco a desejar no conteúdo. No geral, tem um bom roteiro e alguns pontos excelentes, deve ser visto por todos os admiradores de Marilyn Monroe, mas aí vai o aviso, talvez o seu conceito da persona real de Marilyn esteja errado e você possa se decepcionar.
Eu diria até que o conceito de "loira burra" pode ter sido inspirado nela; era toda beleza e sensualidade e quase nada de conteúdo e inteligência. Apesar disso, a atriz tinha um elemento "x", algo que ninguém pode explicar, mas conquistava e ainda conquista a muitos. Bem como diz o personagem de Dominic Cooper em certo momento, ela erra milhões de vezes, mas quando acerta a cena, todos só tem olhos para o quão maravilhosa ela é.
O primeiro amor [platônico] de um jovem, a super valorização de Marilyn, as dificuldades pessoais e um filme que quase não deu certo por displicência da protagonista. A peculiar languidez de Marylin também é mostrada sabiamente por meio da boa direção, de uma ótima protagonista e de um bom roteiro. Um filme muito bom, que infelizmente não teve a devida divulgação no Brasil, mas que vale à pena ser visto.






quinta-feira, 10 de maio de 2012

Um Homem de Sorte (2012)








Nome Original: The Lucky One
Direção: Scott Hicks
Baseado na obra de Nicholas Sparks 
Gênero: Drama/ Romance
Elenco:  Zac EfronTaylor Schilling, Jay R. Ferguson, Blythe Danner 
Distribuição: Warner Bros. Pictures
EUA, 2012 (101 minutos)







Sinopse: O fuzileiro naval Logan Thibault encontra, durante a Guerra, uma foto de uma mulher deixada no chão; procura encontrar de quem é a fotografia e, sem sucesso, guarda-a consigo. Ele faz dela uma espécia de "amuleto" e anjo da guarda, quer ficar vivo por ela. Ele se promete que, caso sobrevivesse, iria atrás da moça da foto; é justamente o que acontece. Logan então se apaixona por Beth, um amor que mudará a vida dos dois para sempre.


Mais um filme de romance meloso baseado em uma obra de Nicholas Sparks. Bem como manda o gênero, segue o princípio de sempre das obras de Sparks: um grande amor, vários problemas, alguma fatalidade e um água com açúcar interminável. Apesar de filmes como Um Amor para Recordar e Diário de uma Paixão serem excelentes, verdadeiras histórias de amor sem grandes floreios, nesse novo longa deixa-se muito a desejar.
Zac Efron é sim um rosto bonito com certo talento, porém, nesse longa esse talento não se mostra em sua maior genialidade. Falta combinar a personalidade de um fuzileiro com o rosto angelical e o jeito meio delicado de Efron. Apesar de ter momentos de boa atuação, a maior parte deixa a desejar. A atriz Taylor Schilling também não estreou em um papel principal com tanto brilho. Há cenas um tanto quanto forçadas, com muitas risadas (bem estranhas, diga-se de passagem) ou com muito choro.
Ainda que haja inúmeros defeitos, a química entre Efron e Schilling é aparente e inegável; há cenas bem calientes entre os dois e as emoções do relacionamento são mais naturais que as outras. Os personagens tem uma ligação visível.
Um erro terrível do diretor Scott Hicks foi o de querer "embelezar" demais as cenas e torná-las nada verossímeis. Em momentos de diálogos cruciais, a filmagem é feita com o falante de costas para o ouvinte, e eu me pergunto em que mundo isso é real. Além disso, há cenas muitos idealizadas, que são culpa do diretor por querer inovar mas esquecer de relacionar a ficção com a realidade. Ele se esqueceu que o que faz o espectador envolver-se na trama é justamente o quão próxima da realidade ela pode parecer.
Em um ano em que grandes filmes têm sido lançados, Um Homem de Sorte não passa de "sessãozinha da tarde" com direito a rostos bonitinhos. Mais um romance água-com-açúcar idealizado; mas que, talvez se tivesse uma melhor direção, pudesse chegar em algum lugar. O enredo em si não é ruim, é a execução dele que não entrega o recado.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Para Sempre (2012)






Nome Original: The Vow
Direção: Michael Sucsy
Roteiro: Abby Kohn, Marc Silverstein, Michael Sucsy
Gênero: Drama/ Romance
Elenco: Rachel McAdams, Channing Tatum, Jessica Lange, Sam Neil
Distribuição: Sony Pictures
EUA, 2012 (104 minutos)
Estreia no Brasil: 07/06/2012







Sinopse: Paige e Leo Collins são um recém-casados que se amam, até o dia em que sofrem um acidente de carro que mudará suas vidas. Paige perde a memória recente e não se lembra do casamento ou do homem com quem se casou. Agora Leo terá de reconquistá-la e cumprir seus votos de matrimônio, nos quais prometeu nunca abandoná-la e cuidar dela para sempre. 



Esperava tanto desse filme, e talvez seja por isso que ele tanto me decepcionou. É baseado em uma história real de livro homônimo, escrito pelos próprios protagonistas dela, Kim e Krickitt Carpenter, mas em nada se assemelha ao original. A não ser pelo fato de a protagonista perder a memória, é uma história totalmente diferente. Não entendo o porquê de se adaptarem roteiros de maneira tão "desleixada", faz-se um livro cativante e tem-se um filme ruim. Claro que há os que fogem à essa regra, como Um Dia, que foi adaptado para o cinema pelo próprio escritor David Nicholls. 
Contudo, em Para Sempre não há tanta simpatia com os personagens, não se tem um enredo envolvente e bem formado, são apenas dois atores bons e fofos lutando para fazer chegar em algum lugar uma trama que poderia ser excelente, mas tornou-se no máximo mediana. O amor de Leo (Channing Tatum) por Paige é grande, e isso consegue ser transmitido, mas falta aquele fator a mais para fazê-lo convincente.
Rachel McAdams é sempre maravilhosa e é impressionante sua capacidade em contracenar com qualquer ator que seja, ter química e atuar bem. Mas nem ela escapa de alguns escorregões no longa-água-com-açúcar, a personagem age como uma adolescente mimada em vários momentos, o que não permite ao espectador simpatizar muito com a sua história.
Talvez esteja se tornando clichê, os romances atualmente são trágicos ou tem uma história nem tão envolvente. Com um tema como esse, as possibilidades a serem exploradas seriam infinitas, e a possibilidade de comover o espectador também. Porém, não é bem isso que o diretor e roteirista Michael Sucsy fez, nenhum grande sentimento foi transmitido.
Não é nem de longe um filme que deva ser visto de forma imperativa. Mas, para aqueles que apreciam um romance, pode servir de passatempo e de reflexão (vale lembrar, para o tema e não para o enredo).
Há cenas boas, como a em que Paige é arremessada no acidente (os efeitos são excelentes); além daquelas nas quais o amor dos dois aparece por meio de olhares; entretanto, são poucas para um período de 104 minutos.
Com uma leva tão boa de filmes sendo lançados nesse ano de 2012, Para Sempre deixa a desejar por ser apenas mais um filme, e não um que vá fazer alguma diferença significativa.
Já a história de Kim e Krickitt sim é emocionante, o livro é curto, mas é uma bela história. Para quem aprecia um romance bem contado dos lábios de quem viveu, não decepciona e é algo interessante de ser lido.


Trailer

terça-feira, 17 de abril de 2012

Compramos Um Zoológico (2011)


Baseado em uma história real.





Nome Original: We Bought a Zoo

Direção: Cameron Crowe
Roteiro: Aline Brosh McKenna e Cameron Crowe
Gênero: Comédia Dramática/Drama
Elenco: Matt Damon, Scarlett Johansson, Elle Fanning, Colin Ford, Thomas Haden Church, Patrick Fugit, Carla Gallo, Desi Lydic, John Michael Higgins, Angus Macfadyen
Distribuição: Fox Film do Brasil
EUA, 2011 (124 minutos)




Sinopse: Do consagrado cineasta Cameron Crowe (Jerry Maguire - A Grande Virada, Quase Famosos), uma história incrível e verdadeira sobre um pai sozinho que decide que sua família precisa recomeçar, então, ele e seus filhos se mudam para um lugar totalmente inesperado: um zoológico. Com a ajuda de uma equipe eclética de funcionários e muitos percalços pelo caminho, a família trabalha para devolver o zoológico dilapidado à sua antiga beleza e glória. [Fonte]


Um pai viúvo que luta para criar seus filhos e tem dificuldades de relacionamento com o mais velho. Desde a primeira cena esse filme conquista pelas atuações verdadeiras e pela simplicidade com a qual uma história tão densa é contada. Há cenas impactantes, como a da briga entre pai e filho e aquela na qual o protagonista interpretado por Matt Damon conta como conheceu a sua esposa.
Trata-se de uma história improvável, mas que aconteceu de verdade. Em busca de respostas, querendo amenizar as saudades insuportáveis da mulher e visando o bem-estar dos filhos, o viúvo Benjamin Mee vai procurar uma nova casa. Acaba encontrando, por meio da filha caçula - a fofíssima Rosie (Maggie Elizabeth Jones), uma casa que parece ser perfeita. Porém, o local é um zoológico abandonado que está sendo mantido pelo governo, e junto com a casa vem toda a responsabilidade de administrar e cuidar de um zoológico.
Benjamin acaba aceitando o desafio, ainda que pareça loucura, principalmente aos olhos de seu irmão. O filho mais velho se revolta com a ideia (aliás um personagem muito bem feito pelo excelente Colin Ford, pequeno no tamanho, imenso no talento) e o relacionamento entre eles fica ainda mais conturbado. Cabe a Benjamin consertar a relação com o filho, educar a filha e ainda reconstruir um zoológico com um dinheiro que não tem.
Trata-se de uma história inspiradora, que realmente segue o princípio de Jerry Maguire - A Grande Virada, e traz lições de vida e de atitudes. A personagem de Scarlett Johansson, a zookeeper Kelly Foster, ajuda em muitos aspectos a superar os obstáculos.
Esse filme emociona em cenas específicas e inspira por um enrendo genuinamente interessante. Apesar de a personagem de Elle Fanning ser um pouco irritante, a garotinha interpretada por ela é excessivamente feliz - um pouco forçada, no geral as atuações são excelentes.
Não é apenas um filme sobre família, animais ou sobre como reerguer-se após uma perda irreparável; é também sobre valores, e aí está a grande sacada do diretor e roteirista Cameron Crowe. Valores quase não são mais transmitidos nos filmes contemporâneos, e esse vale ser visto por tê-los.
Uma cena que marca é quando a personagem de Elle Fanning - Lily Miska - pergunta a zookeeper (Johansson): "O que você prefere, animais ou pessoas?" e Kelly, antes tão apaixonada por animais e sem esperanças na humanidade, após conhecer a família de Benjamin acaba se apaixonando pelas pessoas novamente. É um filme bom, que serve não só para entreter, mas também para inspirar seus espectadores.


segunda-feira, 26 de março de 2012

Jogos Vorazes (2012)









Nome Original: The Hunger Games
Direção: Gary Ross
Roteiro: Gary Ross
Gênero: Ação/ Drama/ Ficção Científica
Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Elizabeth Banks, Lenny Kravitz
Distribuição: Paris Filmes (Brasil) - Lions Gate Entertainment (EUA)
EUA, 2012 (144 minutos) 










Sinopse: Em uma mistura de Reality Show com Ficção Científica, Jogos Vorazes conta a história de um futuro distante (mas não tão inalcançável assim), onde o que restou da América do Norte é agora a Capital (Panem). Ela está dividida em 12 distritos e, a cada ano, 2 jovens de cada um são sorteados para participarem dos "Jogos Vorazes", em que lutarão até a morte e só um poderá ser o vencedor. Com um detalhe: a transmissão dos jogos é ao vivo e transmitida como reality show. A história gira em torno de Katniss Everdeen, que se oferece como tributo no lugar de sua irmã mais nova e, devido a sua coragem, muda regras do jogo.







Jogos Vorazes está longe de ser apenas mais um filme ou só mais uma febre adolescente. Trata-se de um longa inteligente, que une mitologia, ficção científica, ação e drama adolescente; tudo em uma só história. Baseado no best-seller de Suzanne Collins, foge dos clichês comuns encontrados nas atuais histórias adolescentes, nas quais sempre deve existir algo místico e fantástico. Em Jogos Vorazes a situação é envolvente e muito real, ainda que "absurda". Fui hoje ao cinema assistí-lo e a sala estava repleta de um público adulto, o que certamente não acontece na maioria dos filmes destinados a jovens.
Inovação e violência são os regentes do filme. A autora baseou-se no mito de Teseu e do Minotauro e criou uma história extremamente original e que torna impossível a quem a conhece não pensar em até onde o ser humano pode ser capaz de chegar. Suzanne Collins teve a ideia para o [inicialmente] livro após assistir um noticiário que tratava de grande violência e de um reality show com as mesmas emoções e atenção. Isso a levou a pensar o quão sádicos estamos nos tornando, e sem sombra de dúvidas isso é muito bem retratado em Jogos Vorazes. É interessante o fato de a heroína ser uma mulher, destemida e corajosa, cuja força é maior até mesmo do que a de homens e que surpreende a todos.
O nome Panem vem do latim panem et circensis, que remete à política do pão e circo. É evidente que até os mínimos detalhes foram pensados, já que se refere a dar ao povo o que eles querem, o que de certa forma ainda lembra a época dos Gladiadores e até mesmo os campos de concentração nazistas. 
A direção de Gary Ross é excelente, têm-se cenas muito bem feitas, como a em que Katniss tem alucinações na floresta e tudo começa a girar. Outros pontos interessantes e que merecem destaque são o figurino e a maquiagem; por se tratar de um futuro vindouro as pessoas se vestem de forma um tanto quanto peculiar, para não dizer estranhíssima. Elizabeth Banks ficou irreconhecível na pele de Effie, a encarregada da Colheita (escolha dos dois tributos do Distrito 12) e tutora. 
É uma ação com misto de aventura e grandes pitadas de drama e choque. A atuação de Jennifer Lawrence é impressionante, ela realmente viveu a personagem Katniss de modo muito verdadeiro. Josh Hutcherson também não deixa a desejar com o personagem Peeta. Há aparições significativas de Woody Harrelson como o tutor bêbado-desiludido de Katniss e Peeta e que ganhou uma edição dos Jogos; além de Lenny Kravitz como um designer de moda. Traz também Stanley Tucci com uma dentadura e um cabelo (e sobrancelha) azul hilários. Ainda há tempo para o romance de Peeta e Katniss e o ciúme de Gale (Liam Hemsworth), o melhor amigo de Kat que assiste tudo ao vivo.
É verdadeiramente um filme que choca pela estranhice e pela irônica semelhança com a realidade. Vale muito à pena ser visto, mas prepare-se para um longa não tão agradável de se ver quanto de pensar. Há cenas chocantes, que mostram o lado animal do ser humano, porém isso é o que faz essa história especial, ela mostra o lado ruim humano. Porém, ao mesmo tempo dá certa "esperança" quando se vê compaixão e força nos olhos da protagonista Katniss. Está destinado a ser um sucesso se o público estiver disposto a aceitar e abraçar o novo.


Site Oficial em português: http://www.jogosvorazesofilme.com.br/

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Grande Milagre (2012)





"Inspirado na emocionante e verdadeira história que uniu o mundo."


Nome Original: Big Miracle
Direção: Ken Kwapis
Gênero: Drama/Romance
Elenco: Drew Barrymore, John Krasinski, Vinessa Shaw, Kristen Bell, Dermot Mulroney, Ted Danson, Stephen Root, Tim Blake Nelson, Rob Riggle
Distribuição: Universal Pictures
EUA, 2012 ( 107 minutos )






Sinopse: Inspirado na história real que emocionou corações em todo o mundo, a aventura narra o conto fantástico de um repórter de um pequeno jornal local (John Krasinski) e uma voluntária do Greenpeace (Drew Barrymore), que se unem para salvar uma família de majestosas baleias-cinzentas presas pela rápida formação de gelo no Círculo Ártico. Eles reúnem uma improvável coalizão de nativos, as empresas petrolíferas e militares russos e americanos, que deixam de lado suas diferenças, para salvar as baleias. [Fonte]



Bem como disse Rubens Ewald Filho, é um filme que infelizmente não fez muito sucesso nem no Brasil e nem nos Estados Unidos e deve sair logo de cartaz. Contudo, traz uma história inteligente e emocionante, que realmente aconteceu e repercurtiu no Planeta. Em plena época da Guerra Fria (1989), o mundo para a fim de tentar salvar três baleias cinzentas ilhadas no próprio gelo.

Drew Barrymore interpreta uma ambientalista-voluntária do Greenpeace, cuja grande paixão são as baleias. Há uma cena linda, em que ela diz o porquê de nós, seres humanos, nos preocuparmos tanto com as baleias especificamente; o fato é que elas têm sentimentos e são muito parecidas conosco. Trata-se de um papel verdadeiro de Barrymore, que já trabalhou com o diretor Ken Kwapis em "Ele não está tão a fim de você". Apesar de  ter boas atuações, uma direção também interessante e um pano de fundo "politicamente correto", "O Grande Milagre" parece não ter agradado muito. Talvez pelo excesso de simplicidade com que o assunto foi tratado, talvez por ter classificação livre mas não ser extamente infantil. O fato é que, apesar da falta de popularidade, é um bom longa.
O ator John Krasinski de "The Office" e do filme "O Noivo da Minha Melhor Amiga" também não deixa a desejar. É o seu personagem o responsável por a notícia das baleias-cinzentas ter tido tamanho impacto. Além disso, ele é ex-namorado da voluntária interpretada por Drew Barrymore, e o vestígio de amor entre eles traz certo humor ao filme. A química dos dois é boa, pode-se dizer que "bonitinha", mas não é algo tão profundamente bem desenvolvido.
O objetivo principal do diretor deve ter sido certamente o de retratar que até mesmo os antigos inimigos norte-americanos e russos uniram-se para salvar esses animais. Porém, ao mostrar uma cena com as bandeiras dos EUA e da URSS no mesmo mastro, talvez não tenha convencido tanto o espectador.
As baleias foram feitas por animatronics (fantoches digitais) e o resto foi feito digitalmente. São bem realistas e a cena em que Drew Barrymore mergulha para ver o que há de errado com o filhote também é muito bem feita.
Mostra com emoção mas sem ser clichê o quanto o ser humano é capaz de se envolver em uma causa. Principalmente se essa causa estiver relacionada à natureza ou aos animais. Um filme "fofo", que deve ser visto e, apesar de não ser de tanta qualidade assim, tem um bom conjunto, que tende a agradar quem o assiste.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Poder Sem Limites (2012)







Nome Original: Chronicle
Direção: Josh Trank 
Roteiro: Max Landis e Josh Trank 
Gênero: Drama, Ficção Científica e Suspense 
Elenco: Dane DeeHan, Michael B. Jordan, Michael Kelly, Alex Russell, Ashley Hinshaw, Alex Russell, Anna Wood, Joe Vaz, Matthew Dylan Roberts. 
Distribuição: Fox Film do Brasil
Reino Unido e EUA, 2012 ( 83 minutos )






Sinopse: Os primos Andrew e Matt conhecem um garoto popular da escola (Steve) em uma festa e encontram um buraco suspeito próximo a floresta. Resolvem entrar e acabam adquirindo poderes; podem controlar tudo a sua volta. Andrew é problemático e enfrenta situações complicadas. Quando ele percebe ser o mais poderoso dos três, acaba usando seu novo "dom" para o mal, despedaçando tudo com a sua raiva. Resta aos dois outros amigos tentarem controlar esse "poder sem limites".




Um filme jovem e com um roteiro interessante. Gravado em forma de documentário, lembra filmes como "A Bruxa de Blair", mas os ultrapassa muito pela trama envolvente. Trata-se de um filme relativamente curto, mas o tempo é muito bem utilizado, acontecem muitas coisas em apenas 83 minutos.
O personagem principal é Andrew (Dane DeeHan), que tem inúmeros problemas em casa e na escola. Não é um garoto popular e a mãe está muito doente; além disso tem de aguentar o pai bêbado e que, além de arrogante e estúpido, bate nele. A solução encontrada por Andrew para "fugir" de sua vida é comprar uma câmera de filmagem e documentar tudo o que vê; não há lugar que ele vá para onde não leva a câmera.
Seu primo Matt insiste para levá-lo a uma festa e lá eles conhecem o popular Steve, um garoto que quer ser político e tem uma índole boa. Os três descobrem um buraco estranho, que faz sons ensurdecedores, e ainda assim resolvem adentrá-lo. Lá encontram uma substância misteriosa e adquirem o poder de controlar tudo a volta, apenas pelo fato de desejar.
Ao descobrir esse poder, eles também tentam encontrar uma função e uma utilidade. Há cenas muito bem feitas dos três voando e entendendo seus novos "dons". Contudo, Andrew deixa esse poder "subir-lhe à cabeça" e acaba o utilizando para o mal. Os outros amigos não conseguem freá-lo, ele é o mais forte deles.
É muito inteligente o modo como o diretor e roteirista Josh Trank conseguiu capturar a essência do jovem; com ambições e desejos, mas sem saber ao certo como fazer para conquistá-los. Outro fato importante ressaltado na história é o de que há pessoas para quem não se pode dar algo grande, cedo ou tarde a pressão emocional e física de suas vidas acaba destruindo tudo.
É um filme bom, que envolve a parte do documentário (do ponto de vista dos jovens) e une-o a um tema de ficção científica. Tem efeitos audivisuais incríveis, mas sem perder a característica da "filmagem caseira". Foi o filme mais visto nos Estados Unidos nas primeiras semanas de lançamento e atrai por sua capacidade de envolver, sem ser repetitivo e com excelentes efeitos.

Imagem do Filme


Trailer

sábado, 3 de março de 2012

Drive (2011)


File:Drive2011Poster.jpg


Baseado na obre de James Sallis, "Drive"





Nome Original: Drive
Direção: Nicolas Winding Refn
Gênero: Ação/Drama
Elenco: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, Christina Hendricks, Ron Perlman, Oscar Isaac, Albert Brooks
Distribuição: FilmDistrict
EUA, 2011 (98 minutos)











Sinopse: Um piloto profissional trabalha em cenas de perseguição de carros em Hollywood, como dublê. Além disso, ele usa sua habilidade e precisão no volante como motorista em assaltos. Dentro de seu mundo solitário ele conhece a vizinha Irene, cujo marido sairá da prisão em poucos dias. Disposto a ajudar essa família a pagar uma antiga dívida, ele se dividirá entre usar todas as suas habilidades para salva-lá ou embarcar em uma fulminante paixão. [Modificado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Drive_(filme_de_2011)]



Um filme que segue o genêro dos de Quentin Tarantino, com cenas fortes e violentas. Contudo, deixa a desejar no quesito roteiro, possui cenas muito longas e lentas e outras chocantes. Não passou nem perto daquilo que eu tinha esperado e pré-visualizado. No trailer do longa, aparecem as melhores cenas do filme, contudo o enredo em si não traz aquele "algo a mais".
A atuação de Ryan Gosling é excelente e isso deve ser ressaltado. O personagem é construído com cuidado e não possui uma identidade. Fica aí uma dúvida a seu respeito, que vai sendo esclarecida ao longo do filme. Gosling conseguiu mostrar mais uma vez sua incrível capacidade como ator, apesar de não ter tantas falas (é raro ver um protagonista de tão poucas palavras).
O diretor estreante em Hollywood, Nicolas Winding Refn provou ter uma visão diferente e única de como representar uma história. Apesar disso, a lentidão excessiva (quase em câmera lenta) de algumas cenas e a falta de conteúdo no filme deixam muito a desejar. É um absurdo o que alguns críticos vem fazendo ao compará-lo com a genialidade de Martin Scorsese em "Taxi Driver"; a visão de Scorsese nada tem a ver com a de Windind Refn.
É um filme neo-noir, cult por assim dizer. Um bom programa, mas pode deixar os mais fissurados por ação um tanto quanto desanimados e sonolentos ao sair das salas de cinema. Trata-se certamente de um filme de ação diferente, mas não necessariamente um diferente muito bom.
É bom, mas nada de excepcional. Ainda prefiro filmes de ação que realmente seguem o gênero e envolvem o espectador. O final também pode irritar a alguns, apesar de ser original. Se você quer um filme cheio de cenas eletrizantes, esse não é o indicado. Já se o que procura é algo diferente e uma abordagem nova, apesar de ter cenas muito violentas, vale vê-lo. Concorreu no Festival de Cannes e fez espectadores aplaudirem de pé. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tão Forte e Tão Perto (2011)




"Baseado no livro "Extremely Loud and Incredibly Close" de Jonathan Safran Foer"



Nome Original: Extremely Loud and Incredibly Close
Direção: Stephen Daldry 
Roteiro: Eric Roth e Jonathan Safran Foer 
Gênero: Drama
Elenco: Tom Hanks, Sandra Bullock, Thomas Horn, Max von Sydow, Viola Davis, John Goodman, Jeffrey Wright, Zoe Caldwell
Distribuição: Warner Bros. (EUA), Paramount Pictures (Internacional)
EUA, 2011 (129 minutos)






Sinopse: Oskar Schell é um garoto de dez anos que vive em Nova York com seus pais. Ele passa grande parte de seu tempo com o pai Thomas, que inventou um jogo chamado "Missão de Reconhecimento" e a quem é extremamente próximo. Oscar perde o pai no 11 de setembro de 2001. Enquanto tenta superar a perda, o garoto encontra uma chave no closet do pai, e decide descobrir o seu significado. Querendo encontrar alguma mensagem, desvendar o que a chave pode abrir e de alguma forma ficar mais próximo dele, o menino roda a Big Apple buscando respostas.


Um filme sentimental e cheio de emoções. Caso o espectador esteja fragilizado, é bom evitar a sala de cinema para não cair em prantos. O longa gira em torno do ponto de vista do garoto órfão Oskar Schell, interpretado pelo magnífico estreante Thomas Horn, que após perder o pai (Tom Hanks) no atentado terrorista do 11 de setembro, fica completamente perdido. Ele não mantém um bom relacionamento com a mãe (Sandra Bullock, em um papel interpretado com emoção), que apesar de tentar se aproximar e confortá-lo, parece não conseguir se inserir no minúsculo círculo emocional de Oskar.
O garoto tem problemas emocionais e não sabe como reagir à perda de seu maior amigo e pai. Para uma criança, perder um dos pais pode ser algo traumático e irreparável e com toda a certeza o pequeno Thomas Horn faz a atuação com uma realidade imensa, que comove até o maior dos corações de pedra.
Ele tenta descobrir o que uma chave encontrada acidentalmente no armário do pai significa. A dificuldade em lidar com a morte e a aproximação com várias pessoas diferentes fazem-no pensar em um paradoxo. Ao mesmo tempo em que vai superando seus medos, inclusive o de inteirar com outras pessoas e o de usar o transporte público, ele vai descobrindo que é possível viver após um dano emocional, ainda que seja difícil. Essa descoberta de como lidar com a situação levam-no a começar a encarar a realidade de outra forma.
Viola Davis faz uma pequena participação, mas certamente significativa, repleta de pequenos grandes momentos; ela está no ápice de sua carreira, e isso é certo. Tom Hanks mais uma vez nada deixa a desejar, suas aparições são pequenas porém significativas.
Há quem diga que o melodrama foi usado ao extremo no roteiro e que o diretor Stephen Daldry exagerou no sentimentalismo. Tenho que discordar desses críticos, vejo exatamente o oposto; trata-se de um drama sim, e como manda o gênero o objetivo é emocionar. Contudo, o diretor Daldry executou com excelência um roteiro bem escrito. É claro que dificilmente o longa ganhará o Oscar, mas não será por falta de merecimento, e sim por ter adversários realmente muito bons.
Mostram-se os dramas e os conflitos externos mais profundos vistos por uma criança, e isso é o que traz um tempero especial ao roteiro. Há os momentos de dúvidas e frustrações e certamente toda uma sociedade americana que teve algum parente envolvido nos atentados terroristas foi comovida; mas além desses, conseguiu-se comover todo tipo de espectador.
O ator sueco Max von Sydow também concorrerá nessa noite de Oscar como Melhor Ator Coadjuvante e, apesar de não dizer uma só palavra no filme, sua atuação é maravilhosa, baseada pura e simplesmente nas emoções transmitidas apenas por expressões faciais. Expressar-se sem palavras é irrefutavelmente mais difícil, mas o experiente Sydow mostrou sua incrível capacidade.
Esse é um filme bom, um drama que realmente honra o gênero e mostra a dor de uma perda como algo muito real, que faz-nos parar para refletir. Thomas Horn, que ganhou o Critic's Choice Awards de melhor ator juvenil é realmente uma das novas promessas de Hollywood, tomara que sua carreira continue a brilhar da mesma forma como ele brilhou nesse filme.





quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Invenção de Hugo Cabret (2011)




Inspirado no livro de Brian Selznick, "A Invention of Hugo Cabret"



Nome Original: Hugo
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: John Logan
Gênero: Aventura/Drama
Elenco: Asa Butterfield, Chloe Moretz, Jude Law, Ben Kingsley, Sacha Baron Cohen
Distribuição: Paramount Pictures
EUA, 2011 (127 minutos)





Sinopse: Hugo Cabret é um órfão de 12 anos que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo cuida de gigantes relógios do Lugar: escuta seus compassos, observa enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento das máquinas. A sobrevivência de Hugo depende do anonimato: ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada Isabelle (Chloe Moretz), cruzam o caminho do garoto. Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e um homem mecânico estão no centro desta intrincada e imprevisível História, que, mistura elementos dos quadrinhos e do cinema, oferecendo uma diferente e emocionante experiência de história numa homenagem inteligente ao cinema mudo e a preto e branco. [Fonte]



O próprio Scorsese aparece em uma cena, no papel de um fotógrafo

Martin Scorsese dirigindo um filme infantil, surpresa número um. Esse mesmo Scorsese colocando elementos fantásticos do próprio cinema como meu adorado filme "Viagem a Lua" de George Méliès e o próprio George Méliès em um único longa; surpresa número dois. A todos é conhecida a genialidade de Scorsese, e isso é indiscutível. Em "Taxi Driver", "Gangues de Nova York", "Ilha do Medo" e diversos outros filmes entende-se e comprova-se que Scorsese é um grande diretor de cinema. O que faz toda a diferença é a atenção dada aos detalhes e a forma única de se fazer cinema, recursos fortemente utilizados por Martin nesse filme.
"A Invenção de Hugo Cabret" é maravilhoso, mostra a essência do cinema. O cinema é tido como uma "fábrica de sonhos", na qual tudo pode se tornar realidade. Conta-se toda a história dos primeiros filmes, passando pelos irmãos Lumière e por George Méliès (personagem do filme, interpretado pelo requisitado e excelente ator Ben Kingsley). Trata-se de uma capacidade de contar as origens do Cinema à todas as idades; atingindo muito bem o público infantil e ainda assim penetrando no intelecto de adultos.
Tendo como pano de fundo a maravilhosa Paris durante o inverno, capturam-se lindas cenas. A fotografia é realmente algo a parte, senti valer a pena o 3D pela boa captura de profundidade e principalmente pelas cenas em que há neve. É um filme inteligente, com uma mensagem muito bem trabalhada e com enredo bem desenvolvido, inserido em lindas imagens.
A atuação do magérrimo Asa Butterfield é algo excepecional; é difícil encontrar atores mirins com tanta capacidade de se expressar e atuar com sinceridade. A garota sonhadora e apaixonada por livros interpretada por Chloe Moretz também é uma ótima personagem, que acrescenta personalidade e leveza ao longa.
O elenco é ótimo, desde coadjuvantes até protagonistas; e a história é realmente bonita. Não é apenas um filme para crianças, mas também não é somente destinado a adultos. Consegue captar a atenção de toda uma gama de espectadores e não deixa a desejar em nenhum quesito. Os efeitos especiais, comandados por um brasileiro são muito bem feitos. Precisamos de mais brasileiros apaixonados por cinema e capazes como esse.
É um filme que, assim como "O Artista", insere-se nesse novo gênero buscado, de explicar as origens do cinema e trazer a metalinguagem para a indústria cinematográfica. Explicar por meio de um filme o que é um filme não é apenas uma arte, é um feitio do qual nem todos são capazes. Martin Scorsese mostrou ser capaz também nesse quesito e, mais uma vez, fez-me admirá-lo. Para quem ainda não foi ver, vá. Vale seu ingresso.





domingo, 19 de fevereiro de 2012

50% (2011)







Nome Original: 50/50
Direção: Jonathan Levine
Roteiro: Will Reiser 
Gênero: Comédia Dramática / Drama
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Anna Kendrick, Seth Rogen, Bryce Dallas Howard, Anjelina Huston
Distribuição: Summit Entertainment (USA) - Imagem Filmes (Brasil)
EUA, 2011 (100 minutos)







Sinopse: Adam tem uma vida regrada, mas de repente começa a sentir dores que mudarão tudo. Ele descobre ter câncer, um tipo raro, que lhe dá 50% de chance de sobreviver. A namorada que não consegue lidar com a doença, o amigo maluco que parece não se importar e a difícil relação com a mãe são mais problemas que ele tem de enfrentar. Para não ter de lidar com tudo sozinho, Adam procura uma psicóloga, a jovem Dra. Katherine, que pode ajudá-lo a ver as coisas sob outra perspectiva.




Como sempre uma ótima atuação de Joseph Gordon-Levitt, que mais uma vez mostra sua versalitidade como ator. Com um roteiro inteligente e uma história muito bem desenvolvida, esse certamente não é só mais um filme sobre o câncer e seu impacto na vida das pessoas. Mostra-se muito bem as adversidades enfrentadas pelo portador da doença e a dificuldade das pessoas que convivem em aceitar e realmente mostrarem se importar com ele.
Trata-se de um protagonista que tem a simpatia do espectador logo no primeiro sorriso; sorriso esse que se mantém em grande parte do filme, apesar dos maus momentos. Todas, ou a maioria das pessoas conhecem os efeitos do câncer e sabem o quanto é difícil lidar com ele. O protagonista Adam vive uma verdadeira encruzilhada, vê tudo desmoronar e começa a se indagar sobre a vida que estava levando. A efemeridade da vida e o fato de tudo mudar diante um problema são fatores muito bem explorados.
Uma fala do filme realmente me tocou, quando a psicóloga Katherine (interpretada pela fofa Anna Kendrick) diz a Adam que ele está sendo um idiota e que as pessoas não vão deixar de ser quem são (no caso a sua mãe, com quem o relacionamento não vai bem) e que o que tem de mudar é o modo como ele as vê e reage. Conviver em sociedade já é difícil, que dirá se você tem uma doença tão temida e é tido como "coitadinho", mas na verdade um coitado com que muitos poucos realmente se importam.
O amigo aparentemente estúpido interpretado por Seth Rogen traz um algo a mais ao longa e, na verdade, esse mesmo Seth Rogen (produtor do filme) passou por essa situação de verdade, quando seu amigo (que inspirou o filme) teve câncer. Entende-se aí que as pessoas que às vezes não parecem se importar, na verdade o fazem, ainda que não saibam exatamente como demonstrar.
A química entre Joseph Gordon e Anna Kendrick é evidente e eles formam um casal pelo qual se torce. O fato de ela apoiar e ajudar a ele, ainda que tenha acabado de tê-lo conhecido e esteja fazendo o seu trabalho são relevantes. As ações dela enquanto nova doutora vão diretamente contra as atitudes do médico de Adam, que é frio e distante, como quase todos os médicos são atualmente.
Trata-se de um filme perspicaz e engraçado, que mostra todos os lados de uma doença, da visão de quem a enfrenta. Porém, ironicamente, não deprime o espectador; ao contrário, o faz ver a vida com mais humor e menos preocupação. Ilustra perfeitamente que tudo tem uma razão de acontecer e que deve-se sempre tirar proveito do que ocorre, ainda que pareça o fim da linha. Uma reta que se preze não tem fim, e não se pode ceder sem enxergar as coisas como integrantes de um todo. Recomendo fortemente.



domingo, 5 de fevereiro de 2012

Histórias Cruzadas (2011)

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Baseado no Best-Seller do The New York Times "The Help", de Kathryn Stockett



Nome Original: The Help
Direção e Roteiro: Tate Taylor
Gênero: Drama
Elenco: Viola Davis, Emma Stone, Octavia Spencer, Jessica Chastain, Allison Janney, Bryce Dallas Howard
EUA 2011 (146 minutos)






Sinopse: Baseado em um dos livros mais badalados há anos e fenômeno n°1 em vendas de todos os tempos do New York Times, "Histórias Cruzadas" mostra três diferentes mulheres extraordinárias no Mississipi durante os anos 60 que constroem uma improvável amizade devido a um projeto literário secreto que abala as regras da sociedade, colocando-as em perigo. De sua improvável aliança surge uma incrível irmandade, criando em todas elas a coragem para transcender os limites que as definem e a conscientização de que às vezes esses limites existem para serem ultrapassados, mesmo que isso signifique fazer com que todas as pessoas da cidade encarem os novos tempos. Intensa, cheia de pungência, humor e esperança, "Histórias Cruzadas" é uma história eterna e universal sobre a capacidade de criar mudanças. [Fonte]



Como já diz o mote do filme, "Um ato de coragem pode transformar tudo". A jovem Eugenia "Skeeter" Phelan acaba de se formar na faculdade, coisa que não muitas mulheres faziam na década de 60, e volta para a casa dos pais para procurar um emprego. Contudo, o que move a protagonista é um sonho, o desejo de tornar-se jornalista e escritora. Ela descobre, ao retornar, que a empregada e babá negra que a criou, Constantine (interpretada pela excelente Cicely Tyson), foi embora.
A garota consegue um emprego em um jornal local, para escrever sobre utilidades domésticas, respondendo a cartas de leitoras. Resolve então, perguntar a uma amiga se a empregada doméstica dela pode ajudá-la a escrever a coluna, uma vez que ela não tem muita experiência. A colega aceita e Eugenia aproveita a "brecha" para dizer a doméstica Aibileen Clark (um papel fantástico de Viola Davis) seu desejo de escrever um livro sobre o ponto de vista daquelas que ajudam, as empregadas negras da época. A princípio Aibileen fica com medo, já que o preconceito reinava nas ruas dos EUA durante esse período, mas depois decide ajudá-la. As duas têm de se encontrar escondidas, de modo a ninguém suspeitar do contato entre uma moça branca com uma negra, o que era proibido, acredite você nesse absurdo, por lei.
Eugenia tem uma conhecida extremamente preconceituosa, Hilly Holbrook (Bryce Dallas Howard); que acreditava ser sua amiga até começar a perceber o ódio de Hilly no que diz respeito aos negros. Skeeter, que não tem preconceitos e teve como verdadeira mãe a empregada negra que a criou, não admite a posição dela. A empregada de Hilly, Minny Jackson (interpretada pela excelente Octavia Spencer), é despedida por usar o banheiro de dentro da casa. O absurdo mora aí, Hilly não acha correto que as negras usem o mesmo banheiro das brancas, temendo que elas lhes passem "doenças de negros".
Após perder o emprego, Minny resolve ajudar no livro, contando também suas experiências como empregada. A amiga inseparável Aibileen arruma-lhe um emprego na casa de Celia Foote(a maravilhosa Jessica Chastain), que acaba sendo uma patroa diferente de todas as outras, que realmente ama e respeita sua criada, além de não ter medo de admitir que precisa dela.
Essa encruzilhada de manter segredo e agir contra a lei não é problema para as corajosas Skeeter, e principalmente, Aibileen e Minny. O temperamento agressivo de Minny, que é sua resposta a todas as injustiças que já sofreu e a dor profunda de Aibileen, que perdeu o único filho, trazem comoção e uma realidade ao filme, que o tornam extremamente verossímel.
É um filme maravilhoso, com 4 indicações ao Oscar, nas categorias de: Melhor Filme, Melhor Atriz (Viola Davis) e Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer e Jessica Chastain). Trata-se não somente de um drama que provavelmente te arrancará algumas lágrimas e comoverá de forma pura, mas também de uma crítica muito bem feita ao racismo. É incabível que tal sentimento tão horrível e odioso tenha feito parte do nosso mundo por tanto tempo.
Vale o ingresso e, acima disso, deve ser visto por não ser apenas mais um filme sobre o preconceito; todavia, é um longa que penetra no íntimo desse sentimento e mostra o quão absurdo ele é, mas de uma persperctiva diferente. Trata-se da persperctiva de quem sofre o racismo, e não apenas de quem o pratica.
Viola Davis está maravilhosa, talvez no melhor papel de sua vida. Realmente "Histórias Cruzadas" não tem só fama de filme bom, o é de fato.


Trailer

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Náufrago (2000)







Nome Original: Cast Away
Direção: Robert Zemeckis
Gênero: Drama
Elenco: Tom Hanks, Helen Hunt
EUA, 2000 (144 minutos)









Sinopse: O filme conta a história de um entregador da FedEx, Chuck Noland, cuja vida é sempre ocupada demais para lidar com os assuntos familiares e sentimentais. Após um acidente com um avião da companhia (ele é o únicio sobrevivente), acaba isolado em uma ilha, onde é obrigado a sobreviver sem nenhuma das "regalias" que existem na vida contemporânea, tendo apenas como companhia uma foto de sua mulher e uma bola de vôlei, a qual apelida de Wilson (sendo, na verdade, a marca da bola). Por quatro anos, Noland é obrigado a sobreviver e pensar em algum modo de sair da ilha, construindo assim uma jangada para poder ir para o alto mar, com a esperança de encontrar algum território[Fonte]



Quem já assistiu ao filme certamente se emocionou com o sofrimento do personagem Chuck Noland, que fica ilhado sem persperctivas de sair, durante quatro longos anos. No início, a luta pela sobrevivência é difícil e desgastante; já após algum tempo ela se torna natural e o personagem antes gordinho, torna-se magro e bronzeado, aprende a pescar, a proteger-se e a fazer fogo. Tudo isso na companhia de uma bola de vôlei, o Sr. Wilson, cujo rosto é feito pelo sangue do próprio Chuck. O vínculo emocional criado com a bola é o que ironicamente, mantém a saúde mental do personagem, que encontra nela um "amigo".
Quando encontra-se sozinho e algumas das caixas que estavam no avião começam a chegar à ilha, a princípio Chuck resolve guardá-las, a fim de entregá-las a seus respectivos donos. Contudo, passa-se o tempo e ele resolve abrí-las, deixando apenas uma, aquela que ele sobrevive com o intuito de entregar. Os objetos contidos nas caixas o ajudam a sobreviver; como dois patins de gelo que, afiados, servem para ajudá-lo a se alimentar e fazer lanças.


Durante essa dificuldade e solidão do protagonista, que sempre lembra-se da namorada, quase noiva, e continua a amá-la, tocam o espectador e nos levam a perguntar-nos um sincero "E se fosse comigo?!".
A força de Noland também ilustra que é possível passar por todas as dificuldades da vida, desde que haja um amor, um amigo e um objetivo a ser concretizado. Apesar de muito longo, o filme vale ser visto, só não espere tanta "ação", o longa é meio paradinho, ainda que traga um enredo tocante. E agora, alguém pode me dizer o que havia na bendita caixa?

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uma Mente Brilhante (2001)

Ficheiro:UmaMenteBrilhante.jpg





Nome Original: A Beautiful Mind
Direção: Ron Howard
Gênero: Drama Biográfico
Elenco: Russell Crowe, Paul Bettany, Jennifer Connely, Ed Harris
EUA, 2001 (135 minutos)










Sinopse: Baseado na história verídica do matemático John Nash; que, após descobrir-se esquizofrênico, luta para reentregar-se à sociedade e diferenciar realidade de imaginário. Uma história comovente, que mostra o sofrimento de um homem genial lutando contra a esquizofrenia. O amor entre ele e a mulher, Alicia é a sua motivação para perseverar. John Nash Jr. ganhou o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória  de Alfred Nobel, no ano de 1994.


Trata-se de um filme maravilhoso, tocante e comovente. É quase imperativo assistí-lo. Uma das melhores atuações de Russell Crowe, que rendeu-lhe o Globo de Ouro de Melhor Ator; e também de Jennifer Connely, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante no ano de 2002. O filme ganhou o Oscar, no mesmo ano.

 O longa envolve o espectador a participar da história e do sofrimento do protagonista. E pensar que essa doença traiçoeira aflige muitas vidas, como fez (e ainda faz) de verdade na vida do matemático. A interpretação de Crowe é leve e, ainda que extremamente verdadeira, muito complexa. maquiagem que mostra Crowe e Connelly mais velhos é excelente e foi indicada ao Oscar, que na minha opinião deveria ter sido ganho.
A parte em que John mostra a Alicia as figuras que podem ser formadas nas estrelas é emocionante, e remete ao restante do filme, onde o protagonista deve "desenhar" a realidade e fazê-la prevalecer sobre o que ele crê ser real, mas é somente fruto de sua imaginação.
O amor pela matemática, a genialidade e facilidade com os números é essencial ao personagem. Porém, essa mesma genialidade leva-o a ver tudo racionalmente e, por certo período, a crer que tudo o que vê é real.
Um filme digno de ser visto, já que além de entretenimento é uma lição de vida e de superação. A história de John Forbes Nash Jr. é tão bonita que, mesmo após ter visto o filme por um tempo, você certamente a lembrará. E certamente será grato por uma mente com saúde mental perfeita. 


Maiores Informações:
                                                           Trailer de "A Beautiful Mind"

http://www.youtube.com/watch?v=ruWygLpaB3Q (Cena das Estrelas - Céu)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Os Descendentes (2011)







Nome Original: The Descendents
Direção:Alexander Payne
Gênero: Drama
Elenco: George Clooney, Shailene Woodley, Matthew Lillard
Distribuição: Fox Films
EUA, 2011 (117 minutos)








Sinopse: Matt King é um marido indiferente e pai de duas meninas, que é forçado a reexaminar seu passado e abraçar seu futuro depois que sua esposa sofre um acidente de barco em Waikiki. O trágico acontecimento acaba por aproximar Matt das filhas, o que o ajuda na difícil decisão de vender um terreno herdado da família. [Fonte]



O que dizer de um filme que esperei quase um mês para assistir e fui a pré-estreia esperando tanto e não é lá tudo isso? George Clooney, em um papel de homem de família e pai, tentando não deixar o mundo desabar ao seu redor. Contudo, apesar da indicação ao Oscar e de um Golden Globe ganho, não foi uma atuação tão comovente e convicente quanto "Amor sem Escalas". Lá sim, o papel dele foi cheio de emoção e teve uma mudança significativa na vida do personagem.

Já em "Os Descendentes", que estreiará nessa sexta-feira e já está em pré-estreia em alguns cinemas, o enredo segue a vida de um pai, Matt King, que não dava tanto valor à sua família, especialmente à esposa. Quando ela bate a cabeça em um acidente com lancha e fica em coma, esse pai ausente tem de tomar as rédeas da família e cuidar das duas filhas. A pequena, ele não sabe exatamente como lidar e a mais velha é toda problemática. Além disso, Matt descobre que a mulher o estava traindo e ainda tem de pensar na venda de um terreno, o último pedaço virgem de terra do Havaí herdado da família.
Chatices à parte, genealogias desnecessárias que dão nome ao filme; não há mudança na vida do protagonista, nem uma grande união com suas filhas. A filha maior, interpretada (aí sim) muito bem pela ótima Shailene Woodley, e o pai são os papeis principais; já a presença da pequena que não tem muita noção da situação e do amigo debilóide Sid (Nick Krause) são dispensáveis.
Não superou nem chegou perto das minhas expectativas. O Havaí é lindo sim, e se não fossem as belezas do lugar para enfeitar o filme, não sobraria muito conteúdo. É um filme meio depressivo, que não te leva a repensar a vida, por esperar o tempo todo que algo vai acontecer, e no fim, nada que você não soubesse que aconteceria acontece. A atuação de Clooney é boa, deve-se dizer, mas não é tão excelente assim, como a de Colin Firth, vencedor do Oscar de Melhor Ator por O Discurso do Rei pelo papel emocionante do Rei George VI, que sofria de gagueira. A conexão da história não é tão palpável e há atitudes dos personagens meio "nobre" demais, já outras muito desumanas. Não será a estreia do ano, isso é certo. E se for escolher entre Tintin e Os Descendentes, fico com Tintin, que aliás, não foi indicado para o Oscar.

Maiores informações: http://www.imdb.pt/title/tt1033575/

Um Dia (2011)







Nome Original:One Day

Direção: Lone Scherfig
Roteiro Adaptado: David Nicholls 
Gênero: Drama/Romance
Elenco:Anne Hathway, Jim Sturgess, Tim Mison, Romola Garai, Jodie Whittaker
Distribuição:Paramount Pictures
EUA e Inglaterra, 2011 (108 minutos)







 Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley conheceram-se em uma noite de bebedeira da última noite de faculdade. O que poderia ser apenas um caso amoroso, tornou-se uma amizade profunda e verdadeira, que resiste por anos. Mostram-se os próximos vinte anos da vida deles, sempre no dia em que se conheceream, 15 de julho. Roteiro adaptado pelo escritor do livro homônimo, David Nicholls. Certamente não é só mais um romance dramático.




Assisti essa semana ao filme Um Dia, depois de ter lido o livro de mesmo nome do autor David Nicholls. Pela primeira vez na vida, vi um roteiro adaptado que fez jus ao livro, tão bom quanto. Nicholas Sparks é um escritor que vale muito à pena ler as obras, já ver filmes como Querido John decepcionam, a protagonista é o oposto do descrito no livro e o final é outro. Já em Um dia, o roteiro em sua maior parte segue muito bem o enredo da história, e o modo como conseguiram reduzir 408 páginas para 1h47min de filme é incrível.
Anne Hathway como sempre linda e excelente atriz. A personagem Emma Morley não poderia ter sido interpretada por outra pessoa. E Jim Sturgess com uma atuação impecável e trazendo charme ao personagem Dexter Mayhew. No livro sente-se muito mais raiva dele do que no filme, é impossível não amar Jim Sturgess.
O filme conta a história de Dexter e Emma que se conheceram na noite de formatura no ano de 1988 e mostra a amizade dos dois e o laço emocional que os uniu pelos próximos 20 anos. Os personagens são muitos humanos e não caricatos. Bem como o livro, a realidade é confundida com a ficção em alguns momentos.
Há quem diga que "odiou" o final e, verdade seja dita, ele é realmente trágico. Mas se você prestar atenção e tiver lido o livro antes, já durante a leitura é possível prevê-lo. Eu não teria dado final diferente, porque não se trata de tragédia e sim do que acontece na vida, nem tudo é perfeito, dá sempre certo e tem um final feliz.

A última cena do filme é linda e a ambientação e figurino seguem piamente às épocas e momentos históricos. Fiquei muito brava com críticos infelizes que disseram ser o sotaque de Anne "muito forçado"; é bem condizente com o apresentado no livro. 
O dia é sempre o de 15 de julho, que na Inglaterra é o dia de São Swithin, existe uma tradição que se chover nesse dia, choverá pelos próximos 40. Não à toa esse é o pano de fundo, de certa forma tudo o que acontece na vida dos dois protagonistas nesse dia rege não somente os próximos quarenta dias, mas todo o ano que virá.
Achei um filme maravilhoso, que mostra uma das maiores e mais sinceras formas de amor, a amizade. A amizade é o que mantém as pessoas unidas, mesmo através de muito tempo de de grandes decepções, tudo é superado por ela.


Sinopse, Elenco e Ficha Técnica: 

Livro:

Trecho do Livro: