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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Primeiro Amor (2010)



"Você nunca esquece o seu primeiro amor."



Nome Original: Flipped
Direção: Rob Reiner
Roteiro: Rob Reiner, Andrew Scheinman, Wendelin Van Draanen
Gênero: Romance/ Comédia Dramática
Elenco: Madeline Carroll, Callan McAuliffe, Rebecca De Mornay, Anthony Edwards, John Mahoney.
Distribuição: Warner Home Video
EUA, 2010 (90 minutos)






Sinopse: Baseado no livro de Wendelin Van Draanen, esse romance adolescente mostra a vida dos vizinhos Bryce e Julianna. Juli apaixona-se por Bryce Loski desde a primeira vez que o vê, já ele não consegue vê-la como nada além de "grudenta". A história é narrada ora pela visão da garota, ora pela do menino. Uma história de amor fofa, contada com simplicidade e leveza, mas que mantém a intensidade do primeiro amor.




Dirigido por Rob Reiner, também diretor do excelente drama "Antes de Partir". Com um elenco muito bem escolhido e tendo como pano de fundo os anos 60, esse filme traz uma doçura romântica sem ser extremamente meloso. O romance é visto das perspectiva de uma garota, Juli Baker, que se apaixona pelo vizinho, assim que ele muda para a casa da frente. Contudo, o menino nada sente pela garota e procura de todas as formas afastá-la. Com o passar dos anos, a situação começa a se inverter, Juli vai perdendo o interesse e Bryce começa a descobrir seu amor pela doce garota. Também é narrada a perspectiva de Bryce da história.
Mostra de forma simples e inteligente as coisas importantes da vida e a formação de um caráter na transição para a adolescência. As atuações de Madeline Carroll e Callan McAuliffe são convincentes e verdadeiras, bem como a narração da história do ponto de vista de cada um encrementam o longa.
Trata-se de um filme que segue o "Meu Primeiro Amor", mas de uma forma completamente diferente; sem tragédias. O menino desinteressado vai se apaixonando perdidamente pela vizinha e começa a gostar dela mesmo nas pequenas coisa; mas não sabe como agir para conquistá-la, já que tudo o que fez até então foi fugir dela.
A influência da família e dos amigos e a descoberta do sentimento "amor" de forma pura são os guias desse filme. É certamente "fofo", mas [graças a Deus] foge do melodrama típico dos romances. Para quem aprecia grandes mensagens transmitidas de forma fácil e natural, esse romance é uma ótima pedida. Uma grande frase é a dita pela personagem Julianna: "Algumas pessoas que você passa a vida inteira pensando que são mais, na verdade são menos".



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A Origem (2010)

Ficheiro:A origem poster portugues.jpg

A origem da maioria das coisas está na mente humana.



Nome Original: Inception
Direção: Christopher Noland
Gênero: Ficção Cientíca
Elenco: Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page
EUA, 2010 (148 minutos)









Sinopse: Em um mundo onde é possível penatrar nos sonhos e na mente humana, Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) e seu organizador-braço direito Arthur (Joseph Gordon-Levitt) são incumbidos pelo poderoso empresário japonês Saito (Ken Watanabe) para implantar uma ideia no inconsciente de um empresário, filho de seu inimigo. Contudo, Cobb sabe o quanto essa missão é perigosa, já que foi assim que perdeu a sua esposa; que enlouqueceu em uma experiência similar e não soube mais distinguir sonhos de realidade. Com a ajuda da jovem arquiteta Ariadne (Ellen Page) e do químico que faz sedativos Yusuf (Dileep Rao), Cobb resolve aceitar o desafio; a fim de quebrar as barreiras que o impediam de ver seus filhos.




O filme é uma experiência sonora e visual. Trata-se de uma Ficção Científica que, apesar de ser "impossível" de tornar-se realidade, convence o espectador de que o apresentado é real. A atuação de Leonardo DiCaprio é impecável e todo o elenco, no geral, é excelente. Certamente não é só mais um filme de ficção; foge dos clichês de ETs ou coisas sobrenaturais, e insere-se no íntimo da mente humana. O diretor Christopher Noland definitivamente conseguiu transmitir emoção por meio do onírico. Essa mistura de realidade e inconsciente (sonho) tornam o enredo envolvente e original.
Para Dom Cobb, que está impedido de retornar ao seu país de origem (EUA) devido à investigação da morte da mulher Mal, implantar uma ideia no subconsciente de alguém é a única solução para que possa rever seus filhos. Todavia, ironicamente sua mulher morreu devido à uma operação muito semelhante a essa. O que Cobb faz, melhor do que ninguém e com a ajuda de Arthur, é penetrar na mente humana, por intermédio do sonho. Lá eles são capazes de criar um mundo novo e real, que envolve os participantes. Dessa forma, é possível identificar o que uma pessoa sabe ou pensa, mesmo no mais íntimo de seu ser.
Já plantar uma ideia nova, que não faz parte do cenário, pode ser extramente perigoso. Os protagonistas podem ficar no "limbo" e tornarem-se vegetais, ou até mesmo morrerem. Ainda assim, Dom decide fazê-lo, por amor a sua família; consegue assim, convencer Arthur e inserir uma arquiteta (para "construir" o espaço) e um "anestesista" (que traz o estado de sono) no projeto. Quanto menos erros eles cometerem, maiores são as chances de manterem suas vidas.
Trata-se de um longa que segue o fantástico, mas não faz apelações e muito menos pende-se para o "inviável" ou "ridículo". Os efeitos especiais são simplesmente maravilhosos, especialmente um em que é possível transformar o cenário de ponta cabeça e outro onde as cosias imaginárias vão tornando-se realidade. O que mexe com o espectador é justamente esse poder de modificar a situação, fazer do sonho tão real quanto a realidade. Por esse motivo, e para não trazer confusões, todos os envolvidos tem um "totem"; objeto esse que ajuda a distinguir o que é sonho do que é real. O totem só fica com seu dono, que conhece exatamente seu peso e dimensões e, uma vez que ele não pode ser idêntico no sonho, mostra o mundo verdeiro e material; diferenciando-o do apenas metafísico.
A maquiagem de personagens bem mais velhos é uma verdadeira obra de arte. É um filme do qual você não se esquecerá e que tem um final inteligente e nada óbvio. Recomendo.


  
                                                                                                                                                                                        




domingo, 29 de janeiro de 2012

72 Horas (2010) e Tudo por Ela (2008)

Resolvi colocar os dois filmes juntos porque eles tratam exatamente do mesmo assunto e um é inspirado no outro. Assisti em 2009 ao filme francês Tudo por Ela, que depois inspirou ao 72 horas. Um dos excelentes filmes franceses que já vi, isso afirmo com certeza. Trata-se da história de um homem, casado e com um filho pequeno. Eles têm a vida perfeita e a família maravilhosa, até que um dia a esposa é levada pela polícia, acusada de assassinato. Acreditando na inocência da mulher, acima de qualquer suspeita e por um amor imensurável, ele arquiteta um plano para tirá-la da cadeia.
O filme francês, para mim, foi grande surpresa; com o enredo muito bem desenvolvido e intrigante, envolve o espectador do começo ao fim. Talvez por isso o 72 horas tenha perdido um pouco do charme quando o vi nessa semana passada, já sabia exatamente o que ia acontecer e ele é bem fiel ao pioneiro. Contudo, Russell Crowe (no filme como o marido John) nunca, repito nunca, decepciona na atuação (pelo menos até hoje não aconteceu) e ele realmente "faz" o filme hollywoodiano, torna-o mais interessante. Além dele, a atuação de Elizabeth Banks nada deixa a desejar e Olivia Wilde e Liam Neeson fazem participações que valem ser citadas, não são apenas para preencher o filme.
Na película francesa, tem-se Vincent Lindon como o marido Julien e Diane Kruger como a mulher injustiçada. Em ambos os filmes, o marido que quer ustiça só tem três dias, daí 72 horas, para tirar a mulher da prisão.
Uma das cenas mais bem feitas dos dois filmes é a da parede que ele monta em um cômodo, com todo o plano em desenvolvimento. É realmente muito interessante, porque mostra para quem assiste as intenções do protagonista, ainda que o plano todo só se revele aos poucos. Ambos muito bem dirigidos e com elencos ótimos. Vale à pena assistir aos dois longas, para todo bom apreciador de suspense e ação. 








Nome original: Pour Elle
No Brasil: Tudo por Ela
Direção: Fred Cavayé
Roteiro: Fred Cavayé e Guillaume Lemans
Elenco: Vincent Lindon, Diane Kruger, Lancelot Roch
França, 2008 (96 minutos)













Nome original: The Next Three Days
No Brasil: 72 horas
Direção: Paul Haggis
Roteiro: Paul Haggis, Fred Cavayé, Guillaume Lemans 
Elenco: Russell Crowe, Elizabeth Banks, Olivia Wilde, Liam Neeson
EUA, 2010 (113 minutos)









Maiores informações: http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/72-horas/id/17083
                                 http://cinegarimpo.com.br/tudo-por-ela/


Trailer "72 Horas":