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segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Lorax - Em Busca da Trúfula Perdida (2012)




Dos mesmos criadores de "Meu Malvado Favorito"




Nome Original: The Lorax
Direção: Chris Renaud e Kyle Balda
Roteiro: Ken Daurio
Criação Original: Dr. Seuss
Gênero:Animação
Vozes de: Zac Efron, Danny DeVito, Ed Helms, Taylor Swift, Betty White, Willow Smith, Rob Riggle, Sherry Lynn 
Distribuição: Universal Pictures
EUA, 2012 (94 minutos)




Sinopse: Nessa animação guiada por uma história de Dr. Seuss, o menino Ted descobre que o sonho de sua amada Audrey é ver uma árvore real, o que não existe no mundo fictício da animação. Tudo o que havia da natureza foi destruído e o homem mais poderoso da cidade ganha dinheiro vendendo ar fresco às pessoas. Para encontrar essa árvore (trúfula), o garoto deverá conhecer a história do Lorax, uma criatura simpática mas também zangada, que era o guardião da natureza.



Em um mundo contemporâneo no qual o politicamente correto e o "verde" são difundidos até a náusea, um filme infantil com esse mesmo tema acaba inovando pelo modo ingênuo e eficaz com que retrata esse assunto. Em apenas 94 minutos, O Lorax traz uma história "fofa", que conquista a atenção de qualquer criança e a simpatia de qualquer adulto. Seguindo a animação Meu Malvado Favorito (que, na minha opinião, é uma das excelentes animações já feitas, talvez uma das melhores), por ser dos mesmos criadores, O Lorax traz personagens engraçados e envolventes, com expressões muito bem feitas. Há uma semelhança inegável entre a animação e as figuras já criadas pelo famoso Dr. Seuss.
Ao Contrário de The Cat in the Hat e O Grinch, as rimas aqui não se fazem tão presentes. O que é o foco central é educar as crianças expectadoras a terem consciência ecológica e a darem valor à natureza. Com canções inteligentes e fáceis de serem decoradas, o desenho animado (que também pode ser conferido em 3D - vale à pena) é rápido mas traz uma linda história. O curto tempo é certamente por ser mais adequado ao público infantil.
Tem efeitos muito bem executados e traz uma explosão de cores à atualmente tão cinzenta tela dos cinemas. Eu pessoalmente estou um pouco farta de tanto "politicamente correto" e "verde"; porém essa animação, apesar de trazer esse mote, não entra nos atuais clichês e apelações. 
Há uma personagem muito engraçada, a avó de Ted, que em inglês é dublada por Betty White. Trata-se de uma avó "moderninha", que faz de tudo para ajudar o neto e até dirige um trator. Outro personagem inteligente é o próprio Lorax (Danny DeVito), que está ali para dar uma lição de moral, como se fosse a própria voz da natureza.
O Lorax é inteligente e diversão garantida para toda a família. Traz uma lição bonita por trás de todo um desenho e estereótipo muito bem construídos. São alguns minutos que acrescentam e encantam em uma tarde. Apesar disso, é claro que não pode ser comparado à animações como Tintin. Ao contrário de somente inovar, traz novo seguindo o tradicional (há inspirações da própria Disney). Mas pelo menos é um desenho que é verdadeiramente destinado à crianças, sem mensagens "deseducadoras".

segunda-feira, 5 de março de 2012

Rango (2011)





Do mesmo diretor de "Piratas do Caribe"



Nome Original: Rango
Direção: Gore Verbinski
Roteiro: Gore Verbinski, John Logan, James Ward Byrkit
Gênero: Ação/Animação
Vozes de: Jonnhy Depp, Isla Fisher, Timothy Olyphant, Abgail Breslin, Alfred Molina
Distribuição: Paramount Pictures
EUA, 2011 (107 minutos - versão estendida: 111 minutos)





Sinopse: Um camaleão-ator da cidade grande é satisfeito com a sua vida, mas após um acidente acaba indo parar em uma cidadezinha no meio do nada. A cidade, chamada Dirt (Poeira, na tradução) guarda um segredo que deverá ser solucionado pelo anti-heroi atrapalhado chamado "Rango".



São impressionantes o carisma e a presença de Jonnhy Depp. Praticamente todos os diretores que trabalham com ele uma vez, acabam por o escalar para suas próximas produções, incluindo Tim Burton. O diretor de "Piratas do Caribe", Gore Verbinski também o chamou, dessa vez para dublar uma animação. Estou certa de que essa animação não deve ter metade da graça em outras dublagens ou línguas, é como se Johnny Depp realmente estivesse atuando, ele faz do personagem uma estrela.
Contemporaneamente, a maioria das animações já não é mais destinada à crianças; Rango é uma delas. Trata-se de um desenho direcionado ao público adulto, que aborda de forma simples e direta assuntos complicados. Ganhou o Oscar de Melhor Animação e o diretor afirmou isso ter sido devido ao fato de existirem muitas semelhanças com os filmes de ação.
As referências aos antigos filmes de Bang-Bang e Faroeste são claras e evidentes e acrescentam algo que foge do recorrente e repetitivo nas animações. Trata-se de um "filme"escuro e com efeitos visuais muito bem feitos, deve-se destacar. É muito mais difícil cuidar da iluminação em desenhos de cores neutras do que em coloridos, e nesse quesito os profissionais dos efeitos visuais nada deixam a desejar.
Uma história interessante e envolvente, com falas e personagens engraçados; isso é o principal de Rango. Um pano de fundo inteligente, mostra o que o ser humano é capaz de perceber quando resolve parar de olhar só para si e passa a querer ajudar os outros. Dentre algumas lições bem traduzidas, é um longa muito bem feito.
É verdade que Tintin tinha mais potencial para ganhar o Oscar e nem ao menos foi indicado, mas Rango é uma ótima animação. É muito boa por dois principais fatores: as genialidades de Depp e Verbinski e pelos ótimos efeitos especiais combinados a um bom roteiro. Esse cameleão fictício é mais envolvente do que muitos personagens de filmes reais.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

As Aventuras de Tintim (2011)




Nome Original: The Adventures of Tintin
Direção: Steven Spielberg
Gênero: Animação
Vozes de Jamie Bell, Simon Pegg, Andy Serkis, Nick Frost, Mackenzie Crook, Daniel Craig, Toby Jones, Gad Elmaleh. Distribuição: Sony Pictures
EUA, 2011 (107 minutos)






Sinopse: 'As Aventuras de Tintim' segue o ávido e insaciável jovem repórter Tintim (Jamie Bell) e seu leal cachorro Milu a partir do momento em que eles descobrem que o modelo de um antigo navio contém um segredo explosivo. Atraído pelo mistério centenário, Tintim se vê na mira de Ivan Ivanovitch Sakharin (Daniel Craig), um vilão diabólico que crê que Tintim roubou um tesouro valioso ligado a um velho pirata cruel chamado Rackham, o Terrível. Com a ajuda de seu cachorro, Milu, do mordaz e resmungão Capitão Haddock (Andy Serkis) e dos atrapalhados detetives Dupond & Dupont (Simon Pegg e Nick Frost), Tintim percorrerá meio mundo, sendo mais esperto e mais rápido que seus inimigos, numa perseguição vertiginosa atrás da localização exata de onde teria afundado O Licorne, um galeão naufragado que pode conter a chave de uma imensa fortuna… e de uma antiga maldição. Dos mares revoltos às areias dos desertos norte-africanos, cada reviravolta arrasta Tintim e seus amigos a níveis mais fortes de emoções e perigos, demonstrando que quando alguém se arrisca a perder tudo, não há limites para o que você é capaz de fazer. [Fonte]





Para mim, essa foi uma das estreias mais esperadas e finalmente vi o 3D fazer diferença. Eu dormia sempre assistindo aos desenhos de Tintin quando criança e, de certa forma, voltei à infância por algumas horas. O filme-animação, brilhantemente dirigido por Steven Spielberg e digitalmente feito por Peter Jackson, não deixa nem mesmo um vento escapar da perfeição. Spielberg e Jackson pediram dicas ao amigo "Jim" (James Cameron, diretor de Titanic e do esplêndido Avatar) e conseguiram superar os padrões digitais de animação.
Apesar de Tintim ter ficado um pouco diferente dos desenhos originais de Hergé, os demais personagens assemelham-se em muito. Já ganhou o Golden Globe de melhor animação, superando o popular "Gato de Botas" e Spielberg recebeu
 o troféu com entusiasmo merecido.
É claro que não foi exatamente uma animação feita para crianças, já que o capitão Haddock bebe durante todo o longa e só é são quando não está sóbrio ironicamente. Além disso há a presença de armas e tiroteios, tudo muito "desvirtuado". Mas como quase todo bom adulto gosta desse tipo de trama, Tintim não desaponta os expectadores mais velhos. E, verdade seja dita, os quadrinhos do belga Hergé retratavam esse tipo de atitude da mesma forma da animação, a diferença é que esta é mais real.
Spielberg afirmou ter dirigido como faria em um verdadeiro filme de ação, e não como mais um desenho digital. Isso, com toda a certeza, foi o que realmente fez a diferença. A trilha sonora de John Williams também ajuda em muito e o modo como algumas tomadas (duas em especial) são feitas leva-nos a pergunta: "Como isso pode ser tão perfeito?". E assim é, em breve os desenhos digitais assemelharão-se tanto à vida real quanto os próprios filmes.


Maiores informações sobre o filme: