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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Branca de Neve e o Caçador (2012)









Nome Original: Snow White and the Huntsman
Direção Rupert Sanders
Roteiro: Evan Daugherty, baseado no conto de fadas "Branca de Neve"
Gênero: Romance/ Ficção/ Aventura
Elenco: Kristen Stewart, Charlize Theron, Chris Hemsworth, Sam Claflin
Distribuição: Universal Pictures
EUA, 2012 (127 minutos)







Sinopse: Num reino dominado pela tirania, a vaidosa e egoísta Rainha Ravenna (Charlize Theron) descobre que sua enteada, Branca de Neve (Kristen Stewart), está destinada a superá-la não apenas como "a mais bela de todas", mas também como governante do reino. A rainha ouve de seu espelho mágico (Christopher Obi) que a única maneira de permanecer no poder é consumir o coração de Branca de Neve e conseguir a imortalidade. Enquanto isso, Branca de Neve escapa para a Floresta Negra e Ravenna recruta o caçador Eric (Chris Hemsworth) para matá-la. Eric, no entanto, se apieda da jovem princesa e a ensina a arte da guerra. Agora, com a ajuda de anões e do Príncipe William (Sam Claflin), Branca de Neve inicia uma rebelião para derrubar sua madrasta de uma vez por todas. [Fonte]



Um filme esperado por muitos, mas que não chega nem perto de ser uma grande estreia. Com um elenco razoável, vá lá, traz a sonsa Kristen Stewart, da saga Crepúscul,o e o também novato Chris Hemsworth, o Thor da ficção, nos papéis de Branca de Neve e do Caçador, respectivamente. Não há grande química entre eles, mas Hemsworth até que se esforça bastante para trazer alguma emoção à tona de uma protagonista um tanto quanto indiferente. A atuação dele traz, ainda que pouco, certo brilho à suposta aventura.
Charlize Theron contudo, merece ter sua atuação reconhecida. É uma verdadeira bruxa das trevas, a madrasta má personificada. Sua eterna busca pela beleza e por ser sempre jovem fazem-na ter ódio da que está destinada a ser a mais bela, a Branca de Neve. Aí até que a história de Branca de Neve é contada de maneira correta, mas a vontade sanguinária da madrasta, que a manteve presa por anos a fio, em ter o coração pulsando de Branca de Neve, trazem um tom pesado e sombrio.
A maquiagem, especialmente a de Theron, é excelente e a ambientalização é muito bem feita, bem inspirada nos contos dos irmãos Grimm. Há também um maravilhoso uso de efeitos audiovisuais, mas isso é tudo o que há de bom no longa.
Em um ano no qual A Branca de Neve está tendo versões e mais versões, exaustivamente, esse filme deixa muito a desejar. Stewart, que é tão criticada pela falta de talento e emoções, prova mais uma vez que toda a sua fama deve-se à uma série de filmes infanto-juvenis de baixa qualidade.
Não há muito o que dizer, exceto que, se não fossem os efeitos visuais, esse filme não valeria o ingresso. Para quem gosta de um filmezinho mediano, com certos bons momentos, Branca de Neve e o Caçador pode ser uma boa pedida. O difícil é decifrar pela expressão da protagonista se é um momento feliz, de dor, ou de alegria; só às vezes há uma leve mudança de olhar e o máximo que se vê é um esboço de sorriso.
Já os anões são simpáticos e tiram um pouco da atmosfera excessivamente sombria do longa. Contudo, é preciso ter muita paciência para assistir esse filme de um pouco mais de duas horas, nos bancos do cinema, com metade do público desconcentrado em ao menos um momento.


E, apesar de tudo, está com uma das ótimas bilheterias desse ano, só não entendo o quê os espectadores vêem de tão bom em uma ficção ruim.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

MIB³ - Homens de Preto 3 (2012)









Nome Original: MIB 3 (ou MIB III)
Direção Barry Sonnelfeld
Roteiro: Ethan Coen
Gênero: Ação/ Ficção Científica
Elenco: Tommy Lee Jones, Will Smith, Josh Brolin, Jemaine Clement, Michael Stuhlbarg and Emma Thompson
Distribuição: Columbia Pictures
EUA, 2012 (106 minutos)


Baseado em: "Malibu Comics" de Lowell Cunninghan






Para sinopse, enredo e especificações: http://meninblack.com/site/#/cast-and-crew (site oficial)



MIB I e II certamente marcaram muitas vidas, seja no período da infância, adolescência, de idade adulta ou terceira idade. Os efeitos, a realidade, e é claro, as atuações de Tommy Lee Jones e Will Smith fizeram dos dois filmes imperdíveis. As ótimas "tiradas" e o humor presentes nos dois primeiros longas fizeram com que muitos cressem não ser possível uma continuação do mesmo nível. Contudo, o diretor Barry Sonnenfeld provou que não só é possível fazer no mesmo nível, mas é possível fazer até melhor.
Quando J (Will Smith) descobre que K (Tommy Lee Jones) pode morrer se ele não fizer nada, volta ao passado para tentar impedir essa tragédia. Tudo isso porque "Boris, the Animal", que consegue fugir da prisão (detalhe, na Lua), quer se vingar de K por ter-lhe tirado um braço no passado. Ele decide então voltar ao passado e matá-lo.
De um dia para o outro, J tem um outro parceiro e é como se K tivesse morrido há 40 anos. Ao perceber o quão importante K se tornou para ele e ao descobrir o que aconteceu, ele volta ao passado para tentar fazer tudo se ajeitar e poupar a vida do parceiro. Há, nessa volta, um excelente Josh Brolin, que faz o papel de K mais novo e tem a mesma altura, mesmo jeito, mesma entonação e até mesmo aparência física parecida com o próprio Tommy Lee. É impressionante a capacidade de Brolin em fazer parecer que estamos vendo um Tommy Lee Jones mais novo.
Há ainda, sacadas geniais, como a que as modelos e o mundo da moda são de outro planeta e a em que o próprio Andy Warhol era apenas um agente da MIB disfarçado para se infiltrar nesse meio. Há ainda, o "OK" de J, quando acaba deixando escapar que já conhece K e O (Emma Thompson e Alice Eve - mais nova) do futuro. E o fato de uma garotinha confundir J com o presidente Obama no presente, dentre muitas outras situações engraçadíssimas.
Os efeitos visuais são excelentes, é possível lembrar dos outros longas e ver como a computação e a tecnologia evoluíram nos últimos anos, é realmente impressionante. E, é claro, como não poderia faltar, há o nome de Steven Spielberg no longa, como produtor executivo. Um filme ótimo com excelente elenco e crew, tudo contribuiu para o sucesso dessa ficção científica.
Para mim, foi um sonho distante que se realizou; um filme da minha infância que ganhou continuação, e uma continuação do nível que merecia. O final, por incrível que possa parecer, é meio triste e, ainda que com certa distância, emociona o espectador. A capacidade de Will Smith em transmitir suas emoções e fazer-nos realmente "entrar" na pele do personagem é incrível.
É um longa que vale ser visto, nem que seja apenas para matar as saudades dos "velhos tempos". Will Smith afirmou que, por ele, poderia haver mais dois MIBs e, com certeza, quem ver esse filme torcerá para que sejam feitos mais dois de fato.



terça-feira, 22 de maio de 2012

O Corvo (2012)







Nome Original: The Raven
Direção: James McTeigue
Roteiro: Ben Livingston e Hannah Shakespeare
Gênero: Suspense
Elenco: John Cusack, Alice Eve, Brendan Gleeson, Luke Evans, Kevin McNally, Pam Ferris
Distribuição: Paris Filmes
EUA, 2012 (111 minutos)







Sinopse: O escritor Edgar Alan Poe ajuda a polícia na busca de um serial killer que imita os crimes de seus contos e sequestrou sua noiva Emily. Para ajudá-lo na investigação, o detetive Emmet assume o caso e pretende dar um fim aos assassinatos terríveis, que são seguidos de charadas criadas pelo criminoso que desafia a inteligência do autor num jogo de gato e rato. [Adaptado de InterFilmes]


Que John Cusack é um ótimo ator, todos sabemos. Porém, ele ficou um tempo sem fazer boas escolhas de filmes, acabou atuando em longas como A Ressaca, com roteiro pobre e sem conteúdos significativos. Desta vez foi, contudo, diferente; trata-se de um enredo envolvente e com um roteiro muito bem explorado. Lembra filmes como Seven, pela fixação do criminoso em seguir uma história já escrita e pelos crimes sangrentos. Outra semelhança é a de o assassino só ser revelado no final do film; há várias suspeitas; elas, porém, só se confirmam quando a face do assassino é finalmente revelada.
Uma história bem feita em que um admirador-excessivo-compulsivo de Edgar Allan Poe resolve "homenageá-lo" da maneira mais sinistra possível: cometendo os assassinatos descritos em suas obras de ficção. E, para que Poe faça parte da investigação, ele sequestra sua amada Emily, ameaçando matá-la a qualquer momento. Existe uma ligação clara e evidente entre o assassino e o poema "O Corvo", de Poe. Nome poema, é descrito um animal "terrível" e insistente, que teima em assombrar o escritor. Para quem quiser ler o poema com tradução de Fernando Pessoa, o link é http://www.insite.com.br/art/pessoa/coligidas/trad/921.php, já para quem prefere a versão original: http://www.insite.com.br/art/pessoa/coligidas/trad/theraven.php
Cusack interpreta um dos meus escritores preferidos e um dos mais brilhantes de todos os tempos, Edgar Allan Poe. Ele consegue captar com excelência a essência de Poe e a grande estrela do filme é, sem dúvidas, a sua atuação.
Há cenas um pouco sangrentas para os facilmente impressionados. Mas a ambientação, figurino e no geral, filmagem, são de alta qualidade. A direção do consagrado James McTeigue (V de Vingança) faz toda a diferença e todas as situações se encaixam com clareza, no momento certo.
É um suspense muito bem feito e suspeita-se de todos. Procura-se "explicar" uma causa para a morte de Edgar Allan Poe, que é descrita no início do longa. Um filme diferente e inteligente, com aquela atmosfera literalmente nebulosa e típica dos bons suspenses.
Vale à pena assistir, principalmente em uma época em que boas estreias não estão surgindo com frequência.





Trailer Legendado

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Um Homem de Sorte (2012)








Nome Original: The Lucky One
Direção: Scott Hicks
Baseado na obra de Nicholas Sparks 
Gênero: Drama/ Romance
Elenco:  Zac EfronTaylor Schilling, Jay R. Ferguson, Blythe Danner 
Distribuição: Warner Bros. Pictures
EUA, 2012 (101 minutos)







Sinopse: O fuzileiro naval Logan Thibault encontra, durante a Guerra, uma foto de uma mulher deixada no chão; procura encontrar de quem é a fotografia e, sem sucesso, guarda-a consigo. Ele faz dela uma espécia de "amuleto" e anjo da guarda, quer ficar vivo por ela. Ele se promete que, caso sobrevivesse, iria atrás da moça da foto; é justamente o que acontece. Logan então se apaixona por Beth, um amor que mudará a vida dos dois para sempre.


Mais um filme de romance meloso baseado em uma obra de Nicholas Sparks. Bem como manda o gênero, segue o princípio de sempre das obras de Sparks: um grande amor, vários problemas, alguma fatalidade e um água com açúcar interminável. Apesar de filmes como Um Amor para Recordar e Diário de uma Paixão serem excelentes, verdadeiras histórias de amor sem grandes floreios, nesse novo longa deixa-se muito a desejar.
Zac Efron é sim um rosto bonito com certo talento, porém, nesse longa esse talento não se mostra em sua maior genialidade. Falta combinar a personalidade de um fuzileiro com o rosto angelical e o jeito meio delicado de Efron. Apesar de ter momentos de boa atuação, a maior parte deixa a desejar. A atriz Taylor Schilling também não estreou em um papel principal com tanto brilho. Há cenas um tanto quanto forçadas, com muitas risadas (bem estranhas, diga-se de passagem) ou com muito choro.
Ainda que haja inúmeros defeitos, a química entre Efron e Schilling é aparente e inegável; há cenas bem calientes entre os dois e as emoções do relacionamento são mais naturais que as outras. Os personagens tem uma ligação visível.
Um erro terrível do diretor Scott Hicks foi o de querer "embelezar" demais as cenas e torná-las nada verossímeis. Em momentos de diálogos cruciais, a filmagem é feita com o falante de costas para o ouvinte, e eu me pergunto em que mundo isso é real. Além disso, há cenas muitos idealizadas, que são culpa do diretor por querer inovar mas esquecer de relacionar a ficção com a realidade. Ele se esqueceu que o que faz o espectador envolver-se na trama é justamente o quão próxima da realidade ela pode parecer.
Em um ano em que grandes filmes têm sido lançados, Um Homem de Sorte não passa de "sessãozinha da tarde" com direito a rostos bonitinhos. Mais um romance água-com-açúcar idealizado; mas que, talvez se tivesse uma melhor direção, pudesse chegar em algum lugar. O enredo em si não é ruim, é a execução dele que não entrega o recado.


domingo, 29 de abril de 2012

Os Vingadores (2012)

Ficheiro:The Avengers Cartaz.jpg




Nome Original: The Avengers
Direção: Joss Whedon 
Roteiro: Joss Whedon 
Gênero: Ação/ Aventura/ Ficção
Elenco: Chris Evans, Chris Hemsworth, Robert Downey Jr., Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Samuel L. Jackson, Tom Hiddleston 
Marvel Studios/ Paramount Pictures
EUA, 2012 (142 minutos) 











Dispensa apresentações. É um dos filmes mais esperados do ano, e superou todas as minhas expectativas. Tentarei não ser spoiler, mas apenas trazer um pouco da grandeza do filme. Os herois Homem de Ferro, Hulk, Thor, Capitão América Viúva Negra e Gavião Arqueiro (que muda de lado por certo período, hipnotizado) tem de salvar o mundo do irmão invejoso de Thor, Loki.
Excelente elenco e mais do que excelentes efeitos visuais; esse filme, ainda que longo, envolve do começo ao fim todos os espectadores. São personagens bem construídos e cenários inacreditavelmente reais, é quase impossível não se surpreender com a grande capacidade da Marvel em fazer filmes de super herois com tamanha primazia.
É bem verdade que Capitão América já trouxe ótimos efeitos visuais, mas deixou um pouco a desejar no conteúdo; além de Thor e Homem de Ferro 2 não terem sido filmes realmente bons. Contudo, foi preciso tê-los para que Os Vingadores pudesse ser lançado e, aí sim, extasiar os fanáticos por quadrinhos.
Os personagens seguem o usual: um Homem de Ferro engraçado e arrogante, uma Viúva Negra quase ninja e corajosa, um Capitão América líder nato, um Thor meio sem graça mas incrivelmente poderoso, um Gavião Arqueiro extremamente forte e preciso e, é claro, o estressado mais amado do cinema, o incrível Hulk.
O papel de Bruce Banner (Hulk) era para ter sido originalmente interpretado por Edward Norton, porém ele teve desavenças com a Marvel e perdeu o papel. A princípio, achei realmente uma pena, e que não poderia ser encontrado outro ator tão bom. Contudo, Mark Ruffalo caiu como uma luva no papel, trata-se de um Hulk muito, devo dizer, muito bem construído e que parece não ser relevante no começo, mas depois mostra-se essencial. É um humor necessário ao filme e Ruffalo conseguiu realmente trabalhar seu personagem como se, em suas palavras, o Hulk fosse “um aspecto de sua personalidade” [1].
Já o vilão Loki, interpretado por Tom Hiddleston, não tem realmente uma meta a ser cumprida, e torna-se quase que ridículo, chega a ser engraçado. Apesar disso, se não fosse a sua inveja e sua necessidade de ser adorado, os avengers não teriam sido reunidos pela S.H.I.E.L.D. e não seriam necessários. Todos os herois tem de ser atraídos por um vilão, e pelo menos essa relação foi bem construída. O segredo de Loki é o seu poder, e é isso que os herois lutarão para destruir e salvar a Terra da extinção.
Estreou nessa sexta-feira, 27, e as salas de cinema se encheram. Deve ficar em cartaz por mais um bom tempo, mas é um filme imperdível, que o fará sair da sala de cinema contente e relembrando bons momentos da infância, além de arrancar boas risadas e trazer cenas muito bem feitas. Ótima direção e ótimo roteiro de Joss Whedon. Que venham Batman e The Amazing Spider-Man, mas será difícil superar Os Vingadores.




segunda-feira, 23 de abril de 2012

Para Sempre (2012)






Nome Original: The Vow
Direção: Michael Sucsy
Roteiro: Abby Kohn, Marc Silverstein, Michael Sucsy
Gênero: Drama/ Romance
Elenco: Rachel McAdams, Channing Tatum, Jessica Lange, Sam Neil
Distribuição: Sony Pictures
EUA, 2012 (104 minutos)
Estreia no Brasil: 07/06/2012







Sinopse: Paige e Leo Collins são um recém-casados que se amam, até o dia em que sofrem um acidente de carro que mudará suas vidas. Paige perde a memória recente e não se lembra do casamento ou do homem com quem se casou. Agora Leo terá de reconquistá-la e cumprir seus votos de matrimônio, nos quais prometeu nunca abandoná-la e cuidar dela para sempre. 



Esperava tanto desse filme, e talvez seja por isso que ele tanto me decepcionou. É baseado em uma história real de livro homônimo, escrito pelos próprios protagonistas dela, Kim e Krickitt Carpenter, mas em nada se assemelha ao original. A não ser pelo fato de a protagonista perder a memória, é uma história totalmente diferente. Não entendo o porquê de se adaptarem roteiros de maneira tão "desleixada", faz-se um livro cativante e tem-se um filme ruim. Claro que há os que fogem à essa regra, como Um Dia, que foi adaptado para o cinema pelo próprio escritor David Nicholls. 
Contudo, em Para Sempre não há tanta simpatia com os personagens, não se tem um enredo envolvente e bem formado, são apenas dois atores bons e fofos lutando para fazer chegar em algum lugar uma trama que poderia ser excelente, mas tornou-se no máximo mediana. O amor de Leo (Channing Tatum) por Paige é grande, e isso consegue ser transmitido, mas falta aquele fator a mais para fazê-lo convincente.
Rachel McAdams é sempre maravilhosa e é impressionante sua capacidade em contracenar com qualquer ator que seja, ter química e atuar bem. Mas nem ela escapa de alguns escorregões no longa-água-com-açúcar, a personagem age como uma adolescente mimada em vários momentos, o que não permite ao espectador simpatizar muito com a sua história.
Talvez esteja se tornando clichê, os romances atualmente são trágicos ou tem uma história nem tão envolvente. Com um tema como esse, as possibilidades a serem exploradas seriam infinitas, e a possibilidade de comover o espectador também. Porém, não é bem isso que o diretor e roteirista Michael Sucsy fez, nenhum grande sentimento foi transmitido.
Não é nem de longe um filme que deva ser visto de forma imperativa. Mas, para aqueles que apreciam um romance, pode servir de passatempo e de reflexão (vale lembrar, para o tema e não para o enredo).
Há cenas boas, como a em que Paige é arremessada no acidente (os efeitos são excelentes); além daquelas nas quais o amor dos dois aparece por meio de olhares; entretanto, são poucas para um período de 104 minutos.
Com uma leva tão boa de filmes sendo lançados nesse ano de 2012, Para Sempre deixa a desejar por ser apenas mais um filme, e não um que vá fazer alguma diferença significativa.
Já a história de Kim e Krickitt sim é emocionante, o livro é curto, mas é uma bela história. Para quem aprecia um romance bem contado dos lábios de quem viveu, não decepciona e é algo interessante de ser lido.


Trailer

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Lorax - Em Busca da Trúfula Perdida (2012)




Dos mesmos criadores de "Meu Malvado Favorito"




Nome Original: The Lorax
Direção: Chris Renaud e Kyle Balda
Roteiro: Ken Daurio
Criação Original: Dr. Seuss
Gênero:Animação
Vozes de: Zac Efron, Danny DeVito, Ed Helms, Taylor Swift, Betty White, Willow Smith, Rob Riggle, Sherry Lynn 
Distribuição: Universal Pictures
EUA, 2012 (94 minutos)




Sinopse: Nessa animação guiada por uma história de Dr. Seuss, o menino Ted descobre que o sonho de sua amada Audrey é ver uma árvore real, o que não existe no mundo fictício da animação. Tudo o que havia da natureza foi destruído e o homem mais poderoso da cidade ganha dinheiro vendendo ar fresco às pessoas. Para encontrar essa árvore (trúfula), o garoto deverá conhecer a história do Lorax, uma criatura simpática mas também zangada, que era o guardião da natureza.



Em um mundo contemporâneo no qual o politicamente correto e o "verde" são difundidos até a náusea, um filme infantil com esse mesmo tema acaba inovando pelo modo ingênuo e eficaz com que retrata esse assunto. Em apenas 94 minutos, O Lorax traz uma história "fofa", que conquista a atenção de qualquer criança e a simpatia de qualquer adulto. Seguindo a animação Meu Malvado Favorito (que, na minha opinião, é uma das excelentes animações já feitas, talvez uma das melhores), por ser dos mesmos criadores, O Lorax traz personagens engraçados e envolventes, com expressões muito bem feitas. Há uma semelhança inegável entre a animação e as figuras já criadas pelo famoso Dr. Seuss.
Ao Contrário de The Cat in the Hat e O Grinch, as rimas aqui não se fazem tão presentes. O que é o foco central é educar as crianças expectadoras a terem consciência ecológica e a darem valor à natureza. Com canções inteligentes e fáceis de serem decoradas, o desenho animado (que também pode ser conferido em 3D - vale à pena) é rápido mas traz uma linda história. O curto tempo é certamente por ser mais adequado ao público infantil.
Tem efeitos muito bem executados e traz uma explosão de cores à atualmente tão cinzenta tela dos cinemas. Eu pessoalmente estou um pouco farta de tanto "politicamente correto" e "verde"; porém essa animação, apesar de trazer esse mote, não entra nos atuais clichês e apelações. 
Há uma personagem muito engraçada, a avó de Ted, que em inglês é dublada por Betty White. Trata-se de uma avó "moderninha", que faz de tudo para ajudar o neto e até dirige um trator. Outro personagem inteligente é o próprio Lorax (Danny DeVito), que está ali para dar uma lição de moral, como se fosse a própria voz da natureza.
O Lorax é inteligente e diversão garantida para toda a família. Traz uma lição bonita por trás de todo um desenho e estereótipo muito bem construídos. São alguns minutos que acrescentam e encantam em uma tarde. Apesar disso, é claro que não pode ser comparado à animações como Tintin. Ao contrário de somente inovar, traz novo seguindo o tradicional (há inspirações da própria Disney). Mas pelo menos é um desenho que é verdadeiramente destinado à crianças, sem mensagens "deseducadoras".

segunda-feira, 26 de março de 2012

Jogos Vorazes (2012)









Nome Original: The Hunger Games
Direção: Gary Ross
Roteiro: Gary Ross
Gênero: Ação/ Drama/ Ficção Científica
Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Elizabeth Banks, Lenny Kravitz
Distribuição: Paris Filmes (Brasil) - Lions Gate Entertainment (EUA)
EUA, 2012 (144 minutos) 










Sinopse: Em uma mistura de Reality Show com Ficção Científica, Jogos Vorazes conta a história de um futuro distante (mas não tão inalcançável assim), onde o que restou da América do Norte é agora a Capital (Panem). Ela está dividida em 12 distritos e, a cada ano, 2 jovens de cada um são sorteados para participarem dos "Jogos Vorazes", em que lutarão até a morte e só um poderá ser o vencedor. Com um detalhe: a transmissão dos jogos é ao vivo e transmitida como reality show. A história gira em torno de Katniss Everdeen, que se oferece como tributo no lugar de sua irmã mais nova e, devido a sua coragem, muda regras do jogo.







Jogos Vorazes está longe de ser apenas mais um filme ou só mais uma febre adolescente. Trata-se de um longa inteligente, que une mitologia, ficção científica, ação e drama adolescente; tudo em uma só história. Baseado no best-seller de Suzanne Collins, foge dos clichês comuns encontrados nas atuais histórias adolescentes, nas quais sempre deve existir algo místico e fantástico. Em Jogos Vorazes a situação é envolvente e muito real, ainda que "absurda". Fui hoje ao cinema assistí-lo e a sala estava repleta de um público adulto, o que certamente não acontece na maioria dos filmes destinados a jovens.
Inovação e violência são os regentes do filme. A autora baseou-se no mito de Teseu e do Minotauro e criou uma história extremamente original e que torna impossível a quem a conhece não pensar em até onde o ser humano pode ser capaz de chegar. Suzanne Collins teve a ideia para o [inicialmente] livro após assistir um noticiário que tratava de grande violência e de um reality show com as mesmas emoções e atenção. Isso a levou a pensar o quão sádicos estamos nos tornando, e sem sombra de dúvidas isso é muito bem retratado em Jogos Vorazes. É interessante o fato de a heroína ser uma mulher, destemida e corajosa, cuja força é maior até mesmo do que a de homens e que surpreende a todos.
O nome Panem vem do latim panem et circensis, que remete à política do pão e circo. É evidente que até os mínimos detalhes foram pensados, já que se refere a dar ao povo o que eles querem, o que de certa forma ainda lembra a época dos Gladiadores e até mesmo os campos de concentração nazistas. 
A direção de Gary Ross é excelente, têm-se cenas muito bem feitas, como a em que Katniss tem alucinações na floresta e tudo começa a girar. Outros pontos interessantes e que merecem destaque são o figurino e a maquiagem; por se tratar de um futuro vindouro as pessoas se vestem de forma um tanto quanto peculiar, para não dizer estranhíssima. Elizabeth Banks ficou irreconhecível na pele de Effie, a encarregada da Colheita (escolha dos dois tributos do Distrito 12) e tutora. 
É uma ação com misto de aventura e grandes pitadas de drama e choque. A atuação de Jennifer Lawrence é impressionante, ela realmente viveu a personagem Katniss de modo muito verdadeiro. Josh Hutcherson também não deixa a desejar com o personagem Peeta. Há aparições significativas de Woody Harrelson como o tutor bêbado-desiludido de Katniss e Peeta e que ganhou uma edição dos Jogos; além de Lenny Kravitz como um designer de moda. Traz também Stanley Tucci com uma dentadura e um cabelo (e sobrancelha) azul hilários. Ainda há tempo para o romance de Peeta e Katniss e o ciúme de Gale (Liam Hemsworth), o melhor amigo de Kat que assiste tudo ao vivo.
É verdadeiramente um filme que choca pela estranhice e pela irônica semelhança com a realidade. Vale muito à pena ser visto, mas prepare-se para um longa não tão agradável de se ver quanto de pensar. Há cenas chocantes, que mostram o lado animal do ser humano, porém isso é o que faz essa história especial, ela mostra o lado ruim humano. Porém, ao mesmo tempo dá certa "esperança" quando se vê compaixão e força nos olhos da protagonista Katniss. Está destinado a ser um sucesso se o público estiver disposto a aceitar e abraçar o novo.


Site Oficial em português: http://www.jogosvorazesofilme.com.br/

terça-feira, 20 de março de 2012

Guerra é Guerra (2012)







Nome Original: This Means War
Direção: McG 
Roteiro: Simon Kinberg, Timothy Dowling e Marcus Gautesen
Gênero: Comédia Romântica/ Ação
Elenco: Chris Pine, Reese Whiterspoon, Tom Hardy, Til Schweiger, Chelsea Handler, Abigail Spencer, John Paul Ruttan, Angela Bassett
Distribuição: Fox Film do Brasil
EUA, 2012 (97 minutos)







Sinopse: Na comédia romântica de ação Guerra é Guerra, dois amigos inseparáveis (Pine e Hardy) se apaixonam pela mesma garota (Witherspoon) e acabam entrando em uma guerra cheia de ação para conquistá-la. Como ambos são veteranos espiões, a batalha pelo coração da garota toma grandes proporções. [Fonte]


Mais um filme de comédia romântica misturado com ação, onde tudo acontece rápido e a história não é tão bem desenvolvida. Segue o gênero de filmes como Par Perfeito, com Katherine Heighl e Ashton Kutcher. A diferença é que aqui se tem um trio excelente, com muito carisma; são eles Reese Whiterspoon, Chris Pine e Tom Hardy. A química entre os três é muito boa, e a atuação deles "salva" o filme de um roteiro um tanto quanto razoável e fraco. 
A história é de dois amigos inseparáveis que trabalham para a CIA, ambos conhecem e se apaixonam pela mesma mulher. Porém, nenhum deles quer desistir da garota, o que gera uma "guerra" entre eles, que estão dispostos a darem tudo de si para provar ser o melhor e conquistar o amor da personagem interpretada por Reese Whiterspoon. O humor é realmente presente, e algumas boas risadas são tiradas dos espectadores.
Apesar de não ter grandes mensagens, traz uma importante, a de pensar quanto vale uma amizade verdadeira. Há cenas engraçadíssimas dos dois tentando se prejudicar para conseguir o amor da mulher por quem competem. Há também a presença da comediante Chelsea Handler que, apesar de dispensável, é um pouco engraçada. É um filme bom, com um desenvolvimento envolvente; porém com um roteiro meio "pobre", que deixa um pouco a desejar. O fato de tudo ser muito rápido também não facilita. Se houvesse uns 20, talvez 30 minutos a mais de filme, a história poderia ser mais bem desenvolvida.
Apesar disso, Chris Pine rouba a cena e Tom Hardy prova ser um ator capaz (já tinha feito um papel totalmente diferente em A Origem), além é claro do carisma de Reese Whiterspoon, uma das queridinhas de Hollywood.
É evidente que não é uma comédia inteligente, mas é sim bem pensada e não deixa a desejar no quesito gênero. Um filme engraçado e que pode servir como um bom entretenimento em uma tarde. É como sempre digo, dinheiro gasto em Cinema (tirando raras exceções), é sempre bem gasto. Ver um filme é aproximar-se do real, mas ser capaz de saber que aquilo não passa da fantasia. E uma fantasia bem contada vale à pena ser vista.




sexta-feira, 16 de março de 2012

O Grande Milagre (2012)





"Inspirado na emocionante e verdadeira história que uniu o mundo."


Nome Original: Big Miracle
Direção: Ken Kwapis
Gênero: Drama/Romance
Elenco: Drew Barrymore, John Krasinski, Vinessa Shaw, Kristen Bell, Dermot Mulroney, Ted Danson, Stephen Root, Tim Blake Nelson, Rob Riggle
Distribuição: Universal Pictures
EUA, 2012 ( 107 minutos )






Sinopse: Inspirado na história real que emocionou corações em todo o mundo, a aventura narra o conto fantástico de um repórter de um pequeno jornal local (John Krasinski) e uma voluntária do Greenpeace (Drew Barrymore), que se unem para salvar uma família de majestosas baleias-cinzentas presas pela rápida formação de gelo no Círculo Ártico. Eles reúnem uma improvável coalizão de nativos, as empresas petrolíferas e militares russos e americanos, que deixam de lado suas diferenças, para salvar as baleias. [Fonte]



Bem como disse Rubens Ewald Filho, é um filme que infelizmente não fez muito sucesso nem no Brasil e nem nos Estados Unidos e deve sair logo de cartaz. Contudo, traz uma história inteligente e emocionante, que realmente aconteceu e repercurtiu no Planeta. Em plena época da Guerra Fria (1989), o mundo para a fim de tentar salvar três baleias cinzentas ilhadas no próprio gelo.

Drew Barrymore interpreta uma ambientalista-voluntária do Greenpeace, cuja grande paixão são as baleias. Há uma cena linda, em que ela diz o porquê de nós, seres humanos, nos preocuparmos tanto com as baleias especificamente; o fato é que elas têm sentimentos e são muito parecidas conosco. Trata-se de um papel verdadeiro de Barrymore, que já trabalhou com o diretor Ken Kwapis em "Ele não está tão a fim de você". Apesar de  ter boas atuações, uma direção também interessante e um pano de fundo "politicamente correto", "O Grande Milagre" parece não ter agradado muito. Talvez pelo excesso de simplicidade com que o assunto foi tratado, talvez por ter classificação livre mas não ser extamente infantil. O fato é que, apesar da falta de popularidade, é um bom longa.
O ator John Krasinski de "The Office" e do filme "O Noivo da Minha Melhor Amiga" também não deixa a desejar. É o seu personagem o responsável por a notícia das baleias-cinzentas ter tido tamanho impacto. Além disso, ele é ex-namorado da voluntária interpretada por Drew Barrymore, e o vestígio de amor entre eles traz certo humor ao filme. A química dos dois é boa, pode-se dizer que "bonitinha", mas não é algo tão profundamente bem desenvolvido.
O objetivo principal do diretor deve ter sido certamente o de retratar que até mesmo os antigos inimigos norte-americanos e russos uniram-se para salvar esses animais. Porém, ao mostrar uma cena com as bandeiras dos EUA e da URSS no mesmo mastro, talvez não tenha convencido tanto o espectador.
As baleias foram feitas por animatronics (fantoches digitais) e o resto foi feito digitalmente. São bem realistas e a cena em que Drew Barrymore mergulha para ver o que há de errado com o filhote também é muito bem feita.
Mostra com emoção mas sem ser clichê o quanto o ser humano é capaz de se envolver em uma causa. Principalmente se essa causa estiver relacionada à natureza ou aos animais. Um filme "fofo", que deve ser visto e, apesar de não ser de tanta qualidade assim, tem um bom conjunto, que tende a agradar quem o assiste.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Poder Sem Limites (2012)







Nome Original: Chronicle
Direção: Josh Trank 
Roteiro: Max Landis e Josh Trank 
Gênero: Drama, Ficção Científica e Suspense 
Elenco: Dane DeeHan, Michael B. Jordan, Michael Kelly, Alex Russell, Ashley Hinshaw, Alex Russell, Anna Wood, Joe Vaz, Matthew Dylan Roberts. 
Distribuição: Fox Film do Brasil
Reino Unido e EUA, 2012 ( 83 minutos )






Sinopse: Os primos Andrew e Matt conhecem um garoto popular da escola (Steve) em uma festa e encontram um buraco suspeito próximo a floresta. Resolvem entrar e acabam adquirindo poderes; podem controlar tudo a sua volta. Andrew é problemático e enfrenta situações complicadas. Quando ele percebe ser o mais poderoso dos três, acaba usando seu novo "dom" para o mal, despedaçando tudo com a sua raiva. Resta aos dois outros amigos tentarem controlar esse "poder sem limites".




Um filme jovem e com um roteiro interessante. Gravado em forma de documentário, lembra filmes como "A Bruxa de Blair", mas os ultrapassa muito pela trama envolvente. Trata-se de um filme relativamente curto, mas o tempo é muito bem utilizado, acontecem muitas coisas em apenas 83 minutos.
O personagem principal é Andrew (Dane DeeHan), que tem inúmeros problemas em casa e na escola. Não é um garoto popular e a mãe está muito doente; além disso tem de aguentar o pai bêbado e que, além de arrogante e estúpido, bate nele. A solução encontrada por Andrew para "fugir" de sua vida é comprar uma câmera de filmagem e documentar tudo o que vê; não há lugar que ele vá para onde não leva a câmera.
Seu primo Matt insiste para levá-lo a uma festa e lá eles conhecem o popular Steve, um garoto que quer ser político e tem uma índole boa. Os três descobrem um buraco estranho, que faz sons ensurdecedores, e ainda assim resolvem adentrá-lo. Lá encontram uma substância misteriosa e adquirem o poder de controlar tudo a volta, apenas pelo fato de desejar.
Ao descobrir esse poder, eles também tentam encontrar uma função e uma utilidade. Há cenas muito bem feitas dos três voando e entendendo seus novos "dons". Contudo, Andrew deixa esse poder "subir-lhe à cabeça" e acaba o utilizando para o mal. Os outros amigos não conseguem freá-lo, ele é o mais forte deles.
É muito inteligente o modo como o diretor e roteirista Josh Trank conseguiu capturar a essência do jovem; com ambições e desejos, mas sem saber ao certo como fazer para conquistá-los. Outro fato importante ressaltado na história é o de que há pessoas para quem não se pode dar algo grande, cedo ou tarde a pressão emocional e física de suas vidas acaba destruindo tudo.
É um filme bom, que envolve a parte do documentário (do ponto de vista dos jovens) e une-o a um tema de ficção científica. Tem efeitos audivisuais incríveis, mas sem perder a característica da "filmagem caseira". Foi o filme mais visto nos Estados Unidos nas primeiras semanas de lançamento e atrai por sua capacidade de envolver, sem ser repetitivo e com excelentes efeitos.

Imagem do Filme


Trailer

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Artista (2012)




C'est magnifique!




Nome Original: The Artist
Direção e Roteiro: Michel Hazanavicius

Gênero: Comédia Dramática/Romance
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller
Distribuição: Paris Filmes
EUA, 2012 (100 minutos)





Sinopse: O filme se passa na Hollywood das décadas de 1920-30 e mostra a transição do cinema mudo para o falado. As dificuldades de um ator, George Valentin (Jean Dujardin) em adaptar-se à essa nova realidade, são brilhantemente demonstradas por meio de um filme mudo e em preto e branco. Valentin conhece a dançarina e aspirante a atriz Peppy Miller, por quem acaba se apaixonando. Porém, a paixão dos dois vai além do amor físico; compartilham também o amor ao cinema.




Você pode se perguntar porque alguém resolveu fazer um filme mudo em preto-e-branco em plena era digital e 3D. Pode também achar estranho esse conceito, mas acredite, é aí que mora a inovação e a genialidade de "O Artista". Trata-se de um filme único e especial, para mim foi como ver uma pérola sendo moldada. Certamente é um novo clássico. O ator Jean Dujardin merece ser aplaudido de pé e, com toda a certeza, tem um talento único. Seu charme e sua atuação realmente dispensam palavras. Berenice Bejo também faz bonito, é uma atriz muito capaz e versátil, incorporou perfeitamente o estilo "melindrosa" dos anos 20. Trata-se de um casal fofo e envolvente, que apenas por expressões e frases escritas envolvem o espectador em uma proporção extrema.
Não se pode nem mesmo comparar "O Artista" com filmes como "Os Descendentes", que muito prometem e deixam a desejar. "O Artista" supera as expectativas e insere-se em um contexto também de transição, acabamos de enfrentar uma crise (semelhante a de 1929) e o cinema tem de se moldar à essa nova era econômica e a um novo espectador, que ama o digital e despreza o clássico. As coisas tornam-se obsoletas com uma rapidez incrível, e é difícil acompanhar tantas mudanças. Por esse motivo, esse longa é extremamente verossímil e real, ainda que retrate uma época remota. Todos os elementos do filme têm um objetivo e inspirações como a de "Cantando na Chuva" revelam-se claras.
A trilha sonora de Ludovic Bource é harmoniosa e condiz com todas as cenas. Há duas cenas maravilhosas e muito bem feitas: uma é um sonho, no qual o protagonista sente-se preso à nova realidade do falado, tudo tem som, mas ironicamente nenhuma fala consegue sair de sua boca; outra cena sensacional é a em que George Valentin vê seu reflexo na mesa, joga uma bebida para "apagar" sua imagem e ela continua a aparecer. Tratam-se de tomadas inteligentes e bem-feitas, de um retorno às origens do cinema e ainda assim de um conteúdo tão atual com o tema "mudança".
O nome de George Valentin remete à Rodolfo Valentino, um dos maiores atores dos anos 1920. Greta Garbo também é homenageada quando Peppy diz a frase: "Quero ficar sozinha". A referência do cãozinho simpático veio de Charlie Chaplin na comédia "Vida de Cachorro". E Douglas Fairbanks, que era ator de filmes de ação, inspirou a criação da carreria do protogonista.
Uma frase dita no filme resume o espírito de transição: "Abram espaço para o novo." Michel Hazanavicius disse à revista ÉPOCA que queria mostrar que, num momento da vida de todos, o mundo começa a ir mais rápido que o indivíduo, e queria também compartilhar a experiência do cinema mudo. A inspiração realmente foi o ponto de partida para "O Artista" e é impossível não se encantar e sair com um sorriso no rosto da sala de cinema. É uma experiência única para nós, "moderninhos" do século XXI; um modo muito inteligente de reviver os encantos da sétima arte. Quem ama Charles Chaplin e tem "Cantando na Chuva", o sapateado e os musicais como clássicos, irá adorar "O Artista". Eu realmente torço para que ganhe o Oscar de melhor filme, pois esse verdadeiramente merece.








segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

SAG Awards 2012

O Screen Actors Guild Awards é a minha premiação preferida, já que é mais descontraída e com os próprios atores votando. Os principais premios são os relacionados a Melhor Elenco.


18th SAG Awards



Os vencedores dessa noite são:

Melhor Ator Coadjuvante: Christopher Plummer por ''Beginners''
Melhor Atriz Coajuvante: Octavia Spencer por ''Histórias Cruzadas''
Melhor Ator de Comédia/Série: Alec Baldwin por ''30 Rock''
Melhor Atriz de Comédia/Série: Betty White por ''Hot in Cleveland''
Melhor Elenco de Série de Comédia: Modern Family
Melhor Atriz em Telefilme ou Minissérie: Kate Winslet por ''Mildred Pierce''
Melhor Ator em Telefilme ou Minissérie: Paul Giamatti por ''Grande Demais para Quebrar''
Homenagem do Ano: Mary Tyler Moore, apresentado por Dick Van Dyke
Melhor Atriz em Série Dramática: Jessica Lange por ''American Horror Story''
Melhor Ator em Série Dramática: Steve Buscemi por ''The Boardwalk Empire''
Melhor Elenco em Série Dramática: The Boardwalk Empire
Melhor Ator: Jean Dujardin por ''O Artista''
Melhor Atriz: Viola Davis por ''Histórias Cruzadas''
Melhor Elenco em Cinema: Histórias Cruzadas




 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Indicados ao Oscar 2012

Foi divulgada hoje, às 11h30min (horário de Brasília) a lista dos indicados ao Oscar 2012.
84ª edição dos Academy Awards (Oscar), principal prêmio dado aos artistas e filmes, ocorrerá no dia 26 de fevereiro de 2012, com transmissão ao vivo para mais de 225 países, no Kodak Theater de Los Angeles. Os Golden Globes já mostraram os favoritos George Clooney ("Os Descendentes") e Meryl Streep ("A Dama de Ferro") recebendo prêmios, e os mesmos concorrem aos prêmios de melhor ator e atriz. A atriz Michelle Williams também tem grandes chances de ganhar o prêmio de melhor atriz por "Sete Dias com Marylin".
O filme "Histórias Cruzadas" teve estreia adiada no Brasil, para seguir o momento de premiações e com razão, concorre a diversas estatuetas do Oscar e Octavia Spencer ganhou o Golden Globe Awards por melhor atriz coadjuvante.
A animação "Rio" concorre por melhor canção original e o filme francês "O Artista", que inovou por trazer no enredo os anos 20 e o cinema mudo, concorre a dez estatuetas e é um dos favoritos do ano, com indicações nas principais categorias.

Cavalo de Guerra também teve diversas indicações, dentre elas Melhor Direção de Fotografia, muito merecidamente. Já "Rio" e "Tintin" não concorrerão a melhor animação.

Para o prêmio de melhor direção, concorrem, dentre outros bons nomes, Martin Scorsese ("A Invenção de Hugo Cabret", com estreia próxima no Brasil) e Woody Allen ("Meia Noite em Paris").
A noite da premiação promete ser repleta de "glamour" como de costume, e talvez traga algumas surpresas, como Hollywood aceitar um filme francês e entregar-lhe prêmios fora da categoria "estrangeira". Isso é que é competir de igual para igual, Michel Hazanavicius.

Confira a lista dos indicados:


Melhor filme
O Artista
Os Descendentes
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
Meia-Noite em Paris
O Homem que Mudou o Jogo
Cavalo de Guerra
A Árvore da Vida
Tão Forte e Tão Perto

Melhor ator
Demian Bichir, A Better Life
George Clooney, Os Descendentes
Jean Dujardin, O Artista
Brad Pitt, O Homem que Mudou o Jogo
Gary Oldman, O Espião que Sabia Demais

Ator Coadjuvante
Kenneth Branagh, Sete Dias com Marilyn
Jonah Hill, O Homem que Mudou o Jogo
Nick Nolte, Guerreiro
Christopher Plummer, Toda Forma de Amor
Max von Sydow, Tão Forte e Tão Perto

Melhor animação
Um Gato em Paris
Chico e Rita
Kung Fu Panda 2
Gato de Botas
Rango

Melhor atriz
Glenn Close - "Albert Nobbs"
Viola Davis - "Histórias cruzadas"
Rooney Mara - "Os homens que não amavam as mulheres"
Meryl Streep - "A dama de ferro"
Michelle Williams -"Sete dias com Marilyn


Melhor atriz coadjuvante
Octavia Spencer - "Histórias cruzadas"
Bérénice Bejo - "O artista"
Jessica Chastain - "Histórias cruzadas"
Janet McTeer - "Albert Nobbs"
Melissa McCarthy - "Missão madrinha de casamento" 


Melhor roteiro original
"O artista"
"Missão madrinha de casamento"
"Margin Call"
"Meia-noite em Paris"
"A separação"
Trilha sonora original
"As aventura de Tintim" - John Williams
"O Artista" - Ludovic Bource
"A invenção de Hugo Cabret" - Howard Shore
"O espião que sabia demais" - Alberto Iglesias
"Cavalo de guerra" - John Williams


Canção original
"Man or Muppet", de "Os Muppets", música e letra de Bret McKenzie
"Real in Rio", de "Rio", música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra de Siedah Garrett


Maquiagem
"Albert Nobbs"
"Harry Potter"
"A dama de ferro"


Direção de arte
"O artista"
"Harry Potter"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Meia-noite em Paris
"Cavalo de guerra"  
Fotografia
"O artista"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"A árvore da vida"
"Cavalo de guerra"


Figurino
"Anonymous" 
"O artista"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Jane Eyre"
"W.E." 


Diretor
Michel Hazanavicius - "O artista"
Alexander Payne - "Os descendentes"
Martin Scorsese - "A invenção de Hugo Cabret"
Woody Allen - "Meia-noite em Paris"
Terrence Malick - "A árvore da vida"


Documentário (longa-metragem)
"Hell and Back Again"
"If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front"
"Paradise Lost 3: Purgatory"
"Pina"
"Undefeated"


Documentário (curta-metragem)
"The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement"
"God Is the Bigger Elvis"
"Incident in New Baghdad"
"Saving Face"
"The Tsunami and the Cherry Blossom"


Edição
"O artista"
"Os descendentes"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"O homem que mudou o jogo"


Melhor filme em língua estrangeira
"Bullhead" - Bélgica
"Footnote" - Israel
"In Darkness" - Polônia
"Monsieur Lazhar" - Canadá
"Separação" - Irã 


Curta-metragem de animação
"Dimanche"
"The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" 
"La Luna" 
"A Morning Stroll" 
"Wild Life" 


Curta-metragem
"Pentecost" 
"Raju" 
"The Shore" 
"Time Freak" 
"Tuba Atlantic" 


Edição de som
"Drive" 
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Transformers: o lado oculto da lua"
"Cavalo de guerra"


Mixagem de som
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"O homem que mudou o jogo"
"Transformers: o lado oculto da lua" 
"Cavalo de guerra"


Efeitos visuais
"Harry Potter"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Gigantes de aço"
"Planeta do macacos"
"Transformers: o lado oculto da lua"


Roteiro adaptado
"Os descendentes"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Tudo pelo poder"
"O homem que mudou o jogo"
"O espião que sabia demais"

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Golden Globes 2012

O Golden Globe Awards 2012 foi realizado no dia 15 de janeiro, domingo passado. Apresentado pelo já conhecido humor sem graça de Ricky Gervais; a premiação surpreendeu, apesar de ser um evento internacional, a dar prêmios para o filme francês "O Artista" (ainda sem data definida de estreia no Brasil).
Como já esperado, Spielberg recebeu o prêmio em nome da melhor animação de Tintin. Kate Winslet, Meryl Streep e George Clooney já eram preferidos e mereceram seus prêmios por excelente atuação. Octavia Spencer emocionou ao receber a premiação por "Histórias Cruzadas". Muitas dessas séries ainda não estreiaram no Brasil, mas em breve deverão chegar, para apreciarmos as atuações de tais atores. 


Os vencedores da noite foram:

Televisão
Série Dramática
Homeland                      
Série Cômica
Modern Family
Minissérie ou Telefilme
Downton Abbey
Atriz de Série Dramática
Claire Danes por Homeland
Ator de Série Dramática
Kelsey Grammer por Boss
Atriz em Comédia
Laura Dern por Enlightened
Ator de Série Cômica
Matt LeBlanc por Episodes
Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme
Jessica Lange por American Horror Story
Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme
Peter Dinklage por Game of Thrones
Atriz de Minissérie ou Telefilme
Kate Winslet por Mildred Pierce
Ator de Minissérie ou Telefilme
Idris Elba por Luther
Cinema
Filme Comédia ou Musical
The Artist
Filme Drama
Os Descendentes/The Descendants
Filme Estrangeiro
A Separation/A Separação (Irã)
Filme de Animação
The Adventures of Tintin/ As Aventuras de Tintin
Atriz de Comédia
Michelle Williams por My Week With Marilyn/Uma Semana com Marilyn
Ator de Comédia
Jean Dujardin por The Artist
Atriz de Drama
Meryl Streep por The Iron Lady                          
Ator de Drama
George Clooney por The Descendants
Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer por The Help/ Histórias Cruzadas
Ator Coadjuvante
Christopher Plummer por Toda Forma de Amor/Beginners
Diretor
Martin Scorsese por Hugo
Roteirista                                                                   
Woody Allen por Midnight in Paris/ Meia-Noite em Paris  
Música Original                                                       
Ludovic Bource por The Artist