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terça-feira, 17 de abril de 2012

Compramos Um Zoológico (2011)


Baseado em uma história real.





Nome Original: We Bought a Zoo

Direção: Cameron Crowe
Roteiro: Aline Brosh McKenna e Cameron Crowe
Gênero: Comédia Dramática/Drama
Elenco: Matt Damon, Scarlett Johansson, Elle Fanning, Colin Ford, Thomas Haden Church, Patrick Fugit, Carla Gallo, Desi Lydic, John Michael Higgins, Angus Macfadyen
Distribuição: Fox Film do Brasil
EUA, 2011 (124 minutos)




Sinopse: Do consagrado cineasta Cameron Crowe (Jerry Maguire - A Grande Virada, Quase Famosos), uma história incrível e verdadeira sobre um pai sozinho que decide que sua família precisa recomeçar, então, ele e seus filhos se mudam para um lugar totalmente inesperado: um zoológico. Com a ajuda de uma equipe eclética de funcionários e muitos percalços pelo caminho, a família trabalha para devolver o zoológico dilapidado à sua antiga beleza e glória. [Fonte]


Um pai viúvo que luta para criar seus filhos e tem dificuldades de relacionamento com o mais velho. Desde a primeira cena esse filme conquista pelas atuações verdadeiras e pela simplicidade com a qual uma história tão densa é contada. Há cenas impactantes, como a da briga entre pai e filho e aquela na qual o protagonista interpretado por Matt Damon conta como conheceu a sua esposa.
Trata-se de uma história improvável, mas que aconteceu de verdade. Em busca de respostas, querendo amenizar as saudades insuportáveis da mulher e visando o bem-estar dos filhos, o viúvo Benjamin Mee vai procurar uma nova casa. Acaba encontrando, por meio da filha caçula - a fofíssima Rosie (Maggie Elizabeth Jones), uma casa que parece ser perfeita. Porém, o local é um zoológico abandonado que está sendo mantido pelo governo, e junto com a casa vem toda a responsabilidade de administrar e cuidar de um zoológico.
Benjamin acaba aceitando o desafio, ainda que pareça loucura, principalmente aos olhos de seu irmão. O filho mais velho se revolta com a ideia (aliás um personagem muito bem feito pelo excelente Colin Ford, pequeno no tamanho, imenso no talento) e o relacionamento entre eles fica ainda mais conturbado. Cabe a Benjamin consertar a relação com o filho, educar a filha e ainda reconstruir um zoológico com um dinheiro que não tem.
Trata-se de uma história inspiradora, que realmente segue o princípio de Jerry Maguire - A Grande Virada, e traz lições de vida e de atitudes. A personagem de Scarlett Johansson, a zookeeper Kelly Foster, ajuda em muitos aspectos a superar os obstáculos.
Esse filme emociona em cenas específicas e inspira por um enrendo genuinamente interessante. Apesar de a personagem de Elle Fanning ser um pouco irritante, a garotinha interpretada por ela é excessivamente feliz - um pouco forçada, no geral as atuações são excelentes.
Não é apenas um filme sobre família, animais ou sobre como reerguer-se após uma perda irreparável; é também sobre valores, e aí está a grande sacada do diretor e roteirista Cameron Crowe. Valores quase não são mais transmitidos nos filmes contemporâneos, e esse vale ser visto por tê-los.
Uma cena que marca é quando a personagem de Elle Fanning - Lily Miska - pergunta a zookeeper (Johansson): "O que você prefere, animais ou pessoas?" e Kelly, antes tão apaixonada por animais e sem esperanças na humanidade, após conhecer a família de Benjamin acaba se apaixonando pelas pessoas novamente. É um filme bom, que serve não só para entreter, mas também para inspirar seus espectadores.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Tudo Acontece em Elizabethtown (2005)








Nome Original: Elizabethtown
Direção e Roteiro: Cameron Crowe
Gênero: Comédia Romântica
Elenco: Orlando Bloom, Kirsten Dunst, Susan Sarandon, Alec Baldwin
EUA, 2005 (123 minutos)
Distribuição: Paramount Pictures









Sinopse: O jovem designer Drew Baylor(Orlando Bloom) via todos os seus sonhos se tornarem realidade, até o dia em que sua principal criação, um projeto de tênis, fracassa. E não apenas fracassa, torna-se um "fiasco". Ele pensa então em tirar a própria vida, e nesse justo momento recebe um telefonema da irmã (Judy Greer), que lhe traz a notícia da morte do pai. Ele tem de ir até Elizabethtown para buscar o corpo do falecido pai e, durante a viagem de avião, conhece a extravagante aeromoça Claire Colburn (Kirsten Dunst), que lhe mostra outra perspectiva de vida, e por quem acaba se apaixonando.



Esse é um dos meus filmes preferidos. Por não seguir a risca o gênero de Comédia Romântica e mostrar uma perspectiva de vida de alguém frustrado, é diferente; em todos os aspectos da palavra. Orlando Bloom em um papel sério, mostrando as difuldades da perda, nas áreas profissional e pessoal. O longa ilustra como nenhum outro, em situações que não podem ficar piores, as coisas aos poucos vão se ajeitando.
Conhecer a pessoa certa na hora certa, é isso o que todo mundo sonha. Mas e se você encontra essa pessoa em um péssimo momento? Será que esse amor pode fazer as coisas entrarem nos eixos? Isso é respondido pela atuação da fofa Kirsten Dunst, uma aeromoça maluquinha que, incomumente, acaba colocando diversas peças da vida do protagonista no lugar a que pertecencem.
A história de Cameron Crowe comove e faz rir, e ainda traz o maravilhoso Orlando Bloom no papel principal, acompanhado de uma trilha sonora excelente e de uma fotografia fantástica, que mostra vários locais dos Estados Unidos. O sotaque americano de Bloom, que é inglês, ficou ideal, nem se nota que ele não é de fato estadounidense.
O amor aos familiares sendo testado, uma carreira afundada e o "não pode ficar pior", guiam o filme. Apesar de parecer deprimente, é uma película que mostra como enfrentar essas situações, sem se deixar levar pela tristeza e colocando-se de cabeça para cima, enfrentando tudo de frente.
A viagem que o personagem de Orlando Bloom faz, de volta para Oregon, com a companhia do pai cremado em uma urna ao seu lado, ilustra perfeitamente os momentos que temos de passar e enfrentar individualmente; contudo, mesmo nessas situações pode haver uma "ajudinha" de quem amamos, no caso a da aeromoça interpretada por Kirsten Dunst. Trata-se de um filme "fofo", mas de forma única e incomum, como só "Elizabethtown" consegue ser.